Entre eles estão funcionários públicos e estudantes; estão em curso 197 investigações sobre violação de direitos dos ativistas

Agência Brasil

A procuradora-geral da Venezuela, Luísa Ortega Díaz, disse nesta quinta-feira (17) que 101 permanecem presos por suspeita de participação em atos de violência registados em protestos contra o governo desde fevereiro. Entre os detidos estão 14 funcionários públicos e seis estudantes.

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"Isso foi explicado durante reunião entre funcionários do Ministério Público e representantes da Anistia Internacional, que manifestaram o desejo de se deslocarem à Venezuela para abordar o tema dos direitos humanos, especialmente os acontecimentos violentos ocorridos entre 12 de fevereiro e junho", disse.

De acordo com a procuradora, foram também discutidas as causas da morte de 43 pessoas durante os protestos.

"Explicamos que nove [das vítimas] eram oficiais das Forças Públicas, um procurador do Ministério Público, e que seis venezuelanos morreram tentando limpar barricadas colocadas por outro grupo que protestava violentamente", afirmou.

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Há mais de cinco meses o país vive protestos diários devido à crise econômica, inflação, escassez de produtos e medicamentos, insegurança, corrupção, repressão por parte de organismos de segurança do Estado, entre outros fatores.

Algumas dessas manifestações acabaram em confrontos violentos onde ao menos 43 morreram, cerca de 900 ficaram feridos e mais de 3,2 mil foram detidos.

No total, 14 policiais continuam presos e estão em curso 197 investigações sobre violações de direitos fundamentais dos manifestantes.

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