Boeing com 298 pessoas que voava de Amsterdã para Kuala Lumpur foi abatido por míssil, diz fonte do governo ucraniano

Um avião de passageiros da Malásia com 298 pessoas a bordo (283 passageiros, sendo três crianças, e 15 tripulantes) caiu na Ucrânia perto da fronteira russa quando voava de Amsterdã, na Holanda, para Kuala Lumpur. A Ucrânia disse que o Boeing 777-200ER da Malaysia Airlines foi abatido, mas tanto o governo quanto os separatistas pró-Rússia que travam confrontos na região leste negaram responsabilidade no incidente .

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O governo da região de Donetsk disse nesta quinta-feira que o avião caiu perto da vila de Grabovo, que atualmente está sob controle dos separatistas. A região onde o voo foi perdido teve vários episódios de confrontos entre os dois lados em dias recentes.

O avião parece ter se quebrado antes do impacto no solo e os destroços em chamas — que incluíram partes de corpos e pertences dos passageiros — ficaram espalhados por uma ampla área.

O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, classificou a queda de ato de terrorismo e pediu uma investigação internacional sobre o acidente. Anton Gerashenko, um conselheiro do Ministério do Interior, disse em sua página no Facebook que o voo MH17 voava a uma altitude de 10 mil metros quando foi atingido por um míssil terra-ar de um lançador Buk, que pode disparar projéteis a uma altitude de 22 mil metros.

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Poroshenko afirmou que as Forças Armadas de seu país não dispararam contra nenhum alvo aéreo. "Não excluímos a possibilidade de que essa aeronave tenha sido abatida, e afirmamos que as Forças Armadas ucranianas não atuaram contra alvos aéreos", disse. "Temos certeza de que os culpados por essa tragédia serão responsabilizados."

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No Twitter, a Malaysia Airlines informou que perdeu contato com um de seus voos enquanto ele viajava de Amsterdã, na Holanda, para Kuala Lumpur, sobre o espaço aéreo ucraniano. Esse é o segundo acidente dessa companhia aérea neste ano. Em 8 de março, o voo MH370 desapareceu quando viajava de Kuala Lumpur para Pequim com 239 pessoas a bordo .

O líder separatista Andrei Purgin disse à Associated Press que tinha certeza de que os soldados ucranianos abateram o avião, mas não deu nenhuma explicação ou prova para corroborar sua declaração. Purgin disse não saber se as forças rebeldes têm em mãos lançadores de míssil Buk, mas disse que, mesmo que tivessem, não têm combatentes capazes de operá-los.

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Um lançador similar foi visto por jornalistas da Associated Press perto da cidade oriental ucraniana de Snizhne na manhã desta quinta-feira.

A região leste da Ucrânia tem sido cenário de confrontos severos entre forças ucranianas e rebeldes separatistas pró-Rússia em dias recentes.

Na tarde de quarta-feira, um jato ucraniano foi abatido por um míssil ar-ar de um avião russo , disseram autoridades ucranianas nesta quinta-feira, acrescentando elementos ao que Kiev diz ser uma prova cada vez maior de que Moscou está apoiando diretamente os insurgentes separatistas no leste da Ucrânia. O porta-voz do Conselho de Segurança Andrei Lysenko disse que o piloto do jato Sukhoi-25 atingido pelo míssil foi forçado a se ejetar.

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Rebeldes pró-Rússia, enquanto isso, reivindicaram responsabilidade por ataque na quarta-feira contra dois jatos ucranianos Sukhoi-25. O Ministério da Defesa da Ucrânia disse que o segundo jato foi atingido por um míssil terra-ar portátil, mas acrescentou que o piloto saiu ileso e conseguiu pousar o avião com segurança.

Foto de 15/11/2012 mostra um Boeing 777-200 da Malaysia Airlines, mesmo tipo de avião que caiu ao sobrevoar a Ucrânia
AP
Foto de 15/11/2012 mostra um Boeing 777-200 da Malaysia Airlines, mesmo tipo de avião que caiu ao sobrevoar a Ucrânia

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Moscou nega as acusações ocidentais de que apoia os separatistas ou de que semeie intranquilidade em seu vizinho. O Ministério da Defesa da Rússia não pôde ser localizado para fazer comentários nesta quinta-feira sobre o jato ucrâniano, enquanto o Ministério de Relações Exteriores russo não respondeu a vários pedidos de comentários.

No início desta semana, a Ucrânia afirmou que um avião de transporte militar foi abatido na segunda-feira por um míssil disparado do território russo . Os rebeldes são conhecidos por possuir lançadores de foguetes antiaéreos, mas as autoridades ucranianas dizem que esse tipo de arma não seria capaz de derrubar um avião comercial.

*Com AP

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