Para Israel, operação visa a deter lançamento de foguetes contra seu território; 204 foram mortos, segundo autoridades

BBC

Israel alertou milhares de palestinos no leste e norte de Gaza para que deixem suas casas em meio à intensificação da ofensiva aérea contra alvos de militantes.

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Ataque israelense a Gaza no dia 11: operação contra militantes já dura oito dias
AFP
Ataque israelense a Gaza no dia 11: operação contra militantes já dura oito dias


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A operação , que Israel diz ter como objetivo interromper o lançamento de foguetes contra seu território, foi iniciada há oito dias e já deixou 204 palestinos mortos, segundo autoridades. A ONU advertiu que a maioria das vítimas é civil. Na terça, Israel registrou sua primeira morte - um homem de 38 anos atingido por um morteiro disparado desde Gaza, segundo a imprensa.

Israel retomou seus ataques aéreos com o fracasso de uma tentativa do Egito de mediar um cessar-fogo na terça-feira, e disse que militantes dispararam dezenas de foguetes demonstrando que não respeitariam o cessar-fogo.

O gabinete de segurança de Israel havia aprovado o acordo, mas o Hamas inicialmente rejeitou-o, dizendo que os termos não contemplavam o bloqueio à Gaza, que tem causado uma profunda crise econômica no território.

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Uma autoridade do Hamas disse à BBC que o grupo analisaria uma solução política para a crise. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse "não ter escolha" a não ser intensificar a campanha militar. "Se não há um cessar-fogo, nossa resposta é fogo", disse.

"Este (problema) poderia ser resolvido melhor diplomaticamente, e isto foi o que tentamos fazer quando aceitamos a proposta egípcia".

"Mas o Hamas nos deixa sem escolha a não ser ampliar e intensificar nossa campanha contra eles".

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"Mais de 140 foguetes"

O Exército israelense usou mensagens telefônicas gravadas para alertar 100 mil residentes de Gaza a deixarem suas casas no início da manhã de quarta-feira. Dez pessoas teriam morrido no território durante ataques noturnos.

Israel também atacou a casa de uma autoridade do Hamas no oeste de Gaza. Mahmud al-Zahar, membro do conselho político do grupo, não estava no local no momento do ataque.

A agência da ONU para refugiados palestinos disse na terça-feira que centenas de milhares de palestinos estão sem acesso à água após os ataques israelenses e que 560 casas haviam sido destruídas.

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Militantes palestinos dispararam mais de 140 foguetes contra Israel na terça-feira, segundo o Exército israelense, e mais de 1.100 mísseis nos úlitimos oito dias.

Israel tem mobilizado dezenas de milhares de soldados na fronteira com Gaza em meio a especulações sobre a possibilidade de uma ofensiva terrestre.

A porta-voz do Departamento de Estado americano Jen Psaki disse que Israel tem o direito de se defender, mas afirmou que "ninguém quer uma guerra terrestre".

"Fim do bloqueio"

Um porta-voz do Hamas, Osama Hamdan, disse à BBC ter tomado conhecimento da iniciativa do Egito pela imprensa e que um cessar-fogo não poderia ser implementado sem que os detalhes fossem divulgados.

O braço armado da Hamas, as Brigadas Izz al-Din al-Qassam, rejeitou a proposta, dizendo que seu confronto com Israel cresceria em "intensidade e ferocidade". Sob os termos da iniciativa do Egito, o cessar-fogo seria seguido de uma série de reuniões em Cairo com delegações de ambos os lados.

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Moussa Abu Marzouk, um importante oficial do Hamas, disse que nenhuma decisão havia sido tomada. Mas, em entrevista à TV libanesa, afirmou que "o bloqueio à Gaza deve ser suspenso e a população local deve viver com liberdade como todas as outras pessoas do mundo".

Outro líder do Hamas em Gaza, Mushir al-Masri, disse à agência Associated Press que seria preciso mediadores e garantias internacionais para que qualquer acordo funcione. Netanyahu foi criticado por ter aceitado a proposta egípcia. O gabinete do premiê anunciou que o vice-ministro da Defesa, Danny Danon, foi exonerado por tê-lo chamado de "fracasso".

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"É inaceitável que o vice-ministro da Defesa ataque a liderança do país que comanda a campanha", disse um comunicado.

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