EUA e UE impõem novas sanções à economia russa por crise na Ucrânia

Por iG São Paulo |

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Sanções americanas incluem as empresas Gazprombank e Rosneft Oil e autoridades políticas próximas ao líder russo

Os Estados Unidos impuseram nesta quarta-feira as sanções mais abrangentes do país até agora contra a economia da Rússia, incluindo as empresas Gazprombank e a Rosneft Oil, além de outros grandes bancos e companhias de energia e defesa.

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AP
Premiê ucraniano, Arseniy Yatsenyuk (E), cumprimenta soldado ao inspecionar tropas em Slovyansk, leste da Ucrânia

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Os norte-americanos também impuseram sanções a autoridades políticas, incluindo o vice-presidente da Duma, que é a câmara baixa da Rússia, o ministro para assuntos da Crimeia e um assessor do presidente russo, Vladimir Putin.

Washington tem aumentado constantemente as sanções financeiras contra a Rússia pelo que consideram ser uma interferência de Moscou na vizinha Ucrânia, cujos conflitos no leste se intensificaram nesta quarta-feira, com os separatistas avançando sobre as posições das forças do governo perto da fronteira russa e com o fracasso de uma iniciativa para um acordo sobre as condições para um cessar-fogo.

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Além dos EUA, líderes da União Europeia ordenaram sanções mais duras contra a Rússia nesta quarta, pedindo ao Banco de Investimento Europeu que não assine nenhum novo acordo de financiamento com Moscou.

Em encontro em Bruxelas, os líderes também concordaram em agir em conjunto para suspender o financiamento das operações do novo Banco Europeu para Reconstrução e Desenvolvimento na Rússia.

Até agora, a UE atingiu 79 pessoas na Ucrânia e na Rússia com congelamento de bens e proibições de vistos, assim como duas companhias com base na Crimeia cujos bens em países-membros do bloco europeu foram congelados.

Violência

Mais 11 soldados ucranianos foram mortos em 24 horas, enquanto centenas de corpos de rebeldes foram encontrados em covas rasas em um antigo reduto separatista, disse o Exército.

Os combates se intensificaram drasticamente desde o início desta semana com a derrubada de um avião militar ucraniano e as mortes de civis em ataques aéreos e de artilharia em áreas residenciais de ambos os lados da fronteira. A Rússia e a Ucrânia atribuem um ao outro a responsabilidade pelos ataques.

As acusações de envolvimento direto da Rússia no conflito de três meses e meio, em que centenas morreram, foram reforçadas pela Ucrânia para convencer os Estados Unidos e seus aliados europeus a impor sanções mais duras à Rússia.

Veja imagens de combatentes pró-Rússia e de militares russos na Ucrânia:

Comboio de caminhões brancos com ajuda humanitária deixa Alabino, nos arredores de Moscou, Rússia (12/08). Foto: APManifestante ao lado de transeuntes na Praça da Independência em Kiev (9/08). Foto: ReutersManifestante segura coquetel molotov enquanto tenta impedir que trabalhadores municipais e voluntários limpem barricadas em Kiev (9/08). Foto: ReutersMembro de equipe antibomba inspeciona cratera com os restos de um projétil depois de uma noite de combates em Donetsk, Ucrânia (6/08). Foto: APMulher deixa prédio danificado por suposto bombardeio levando seus pertences na área central de Donetsk, Ucrânia (29/07). Foto: ReutersRebeldes pró-Rússia em um tanque com a bandeira da Rússia em uma estrada a leste de Donetsk, Ucrânia (21/07). Foto: APPrimeiro-ministro ucraniano Arseniy Yatsenyuk, à dir., conversa com um oficial durante inspecção ao Exército fora da cidade de Slovyansk, Ucrânia (16/07). Foto: APPremiê ucraniano, Arseniy Yatsenyuk (E), cumprimenta soldado ao inspecionar tropas em Slovyansk, leste da Ucrânia (16/07). Foto: APMulher chora perto de prédio que desmoronou após ataque aéreo em Snizhne, a 100 km a leste da cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia (15/07). Foto: APCombatente da República Popular de Donetsk se despede de sua família, que deixa essa cidade no leste da Ucrânia para refugiar-se na Rússia (14/07). Foto: APCombatentes separatistas pró-russos esperam atrás de sacos de areia em posto de controle em Donetsk, Ucrânia (10/07). Foto: ReutersMilitares ucranianos perto das armas apreendidas de separatistas pró-russos perto Slaviansk, Ucrânia (8/07). Foto: ReutersMilitante mascarado pró-Rússia organiza o trânsito em posto de controle após ataque das tropas ucranianas em Slovyansk (24/4). Foto: APAtiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo (21/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional capturado em Donetsk. Cartaz diz: 'EUA, tirem as mãos do leste da Ucrânia' (19/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia olha para o lado de fora de janela em prédio da administração regional de Donetsk, Ucrânia (18/4). Foto: APAtirador pró-Rússia abre caminho para veículo de combate com homens armados em seu topo em Slovyansk, Ucrânia (16/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia (15/4). Foto: APAtivista pró-Rússia é visto durante invasão de delegacia na cidade de Horlivka, leste da Ucrânia (14/4). Foto: APAtivistas armados pró-Rússia ocupam a delegacia de polícia no leste da Ucrânia, na cidade de Slaviansk (12/04). Foto: APAtivistas pró-Rússia ocupam delegacia de polícia e constroem uma barricada na cidade ucraniana oriental de Slovyansk (12/04). Foto: APHomens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3). Foto: APSoldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3). Foto: ReutersUm homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3). Foto: ReutersMarinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3). Foto: APCriança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3). Foto: APSoldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3). Foto: APGrupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APComboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APHomem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

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Em conversas telefônicas com a chanceler alemã, Angela Merkel, e Herman Van Rompuy, presidente do Conselho Europeu, na noite de terça-feira, o presidente Petro Poroshenko novamente apontou as evidências de combatentes que cruzam da Rússia para a Ucrânia com equipamento militar pesado, informou seu website.

O primeiro-ministro Arseny Yatseniuk fez duras críticas ao presidente russo. "Tudo o que está acontecendo na Ucrânia foi planejado pela Rússia desde 2004. Putin tem um plano claro que é destruir a Ucrânia e estabelecer a sua influência no espaço pós-soviético", disse.

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Andriy Lysenko, um porta-voz do Conselho de Segurança e Defesa da Ucrânia, disse que os separatistas mantiveram os ataques durante a noite aos postos do governo ao longo da fronteira.

As tropas do governo foram alvo de emboscadas por separatistas em Izvarino, na fronteira. Houve confrontos de madrugada perto da fronteira da localidade de Stepanivka quando separatistas tentaram romper o cerco do Exército.

Lysenko afirmou que depois da interrupção das operações aéreas por causa da derrubada do avião militar, aviões de guerra ucranianos já receberam o sinal verde para retomar os voos sobre o leste. "Eles já estão apoiando nossas forças terrestres nas regiões onde os confrontos mais difíceis estão acontecendo", disse.

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O número de vítimas seria de quase 270 militares ucranianos mortos desde que o governo lançou uma operação "antiterrorista" em abril para aniquilar os rebeldes. Centenas de civis e rebeldes foram mortos nesse período.

*Com Reuters e AP

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