Assad toma posse para novo mandato na Síria e promete derrotar rebeldes

Por Reuters |

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Há 14 anos no poder, líder promete recuperar país das mãos de insurgentes islâmicos em meio a levante iniciado em 2011

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Bashar al-Assad foi empossado nesta quarta-feira como presidente da Síria para um novo mandato, após uma eleição classificada por seus oponentes como uma fraude, mas que para os seus partidários é uma prova do fracasso de uma rebelião para tirá-lo do poder após mais de três anos de guerra.

Perfil: Conheça a trajetória do presidente da Síria, Bashar al-Assad

AP
Presidente Bashar al-Assad (de costas) toma posse para o terceiro mandato em Damasco, Síria

Junho: Assad vence eleições na Síria sob protesto de adversários

Após fazer o juramento de posse perante o Alcorão e uma cópia da Constituição do país, o presidente, há 14 anos no poder, fez um discurso desafiador, prometendo recuperar toda a Síria das mãos de insurgentes islâmicos.

Com aparência calma e confiante, ele repetidamente criticou o Ocidente e as monarquias muçulmanas sunitas do Golfo, que financiaram e armaram os rebeldes que tomaram controle de grande parte do norte e do leste do país, mas fracassaram em derrubá-lo na capital, Damasco.

“Em breve veremos os Estados árabes, regionais e ocidentais que apoiaram o terrorismo pagarem um alto preço”, disse em um discurso no palácio presidencial em Damasco, transmitido pela TV estatal.

A guerra Síria tem sido o campo de batalha para uma luta sectária entre grupos apoiados por Estados sunitas, incluindo a Arábia Saudita e o Catar, e o governo de Assad, apoiado pelo Irã, um Estado xiita.

No mês passado, essa briga espalhou-se para o Iraque, onde um grupo inspirado na Al-Qaeda chamado Estado Islâmico do Iraque e o Levante (EIIL) ultrapassou a fronteira, tomou cidades, mudou seu nome para Estado Islâmico e declarou seu líder como governador de todos os muçulmanos.

Veja imagens da família Assad no poder da Síria:

Então presidente sírio Hafez Assad (esq.) recebe ex-líder da Líbia Muamar Kadafi e ex-presidente do Egito Anwar Sadat em Damasco (19/8/1971). Foto: APSíria caminha por entre pinturas do então presidente do país Hafez Assad e Basil, seu filho mais velho, em Damasco, Síria (4/1/2000). Foto: APCaixão do presidente da Síria Hafez Assad enrolado em uma bandeira da Síria é carregado para uma mesquita na cidade de Qardaha (13/6/2000). Foto: APBashar al-Assad (dir.) participa de jogos de treinamento militar dois dias após se tornar presidente (10/7/2000). Foto: APA rainha do Reino Unido Elizabeth 2º cumprimenta Asma al-Assad, esposa do presidente sírio, Bashar al-Assad (17/12/2002). Foto: APPresidente da Síria, Bashar al-assad, conversa com o então candidato à presidência dos EUA John Kerry em Damasco (8/1/2005). Foto: APPresidente da Síria, Bashar al-Assad, e sua mulher Asma plantam uma jasmin durante abertura de festival em Damasco (27/4/2007). Foto: APPresidente da Síria, Bashar al-Assad, participa de cerimônia militar em Havana, Cuba (8/6/2010). Foto: APPresidente da Síria, Bashar al-Assad, e o então presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, ouvem hino da Síria no Palácio do Itamaraty, Brasília (30/6/2010). Foto: APEntão presidente da França, Nicolás Sarkozy, cumprimenta presidente sírio, Bashar al-Assad, antes do encontro bilateral no Palácio do Eliseu em Paris (9/12/2010). Foto: AP

Declaração: Rebeldes declaram criação de Estado Islâmico em áreas no Iraque e Síria

O EIIL foi oficialmente rejeitado como grupo terrorista pelos Estados do Golfo que apoiam outros combatentes sunitas na Síria, mas Damasco, Bagdá e Teerã culpam os reinos do Golfo por apoiar a militância sunita mais ampla que alimenta esse grupo.

Desde que avançou no Iraque, o EIIL também expandiu seu alcance na Síria, utilizando armas tomadas de forças militares iraquianas.

Assad assumiu o poder no país em 2000 após a morte de seu pai, Hafez, que governou a Síria por três décadas. Ele manteve firme controle em Damasco desde que a revolta começou, desafiando confiantes previsões de líderes ocidentais, incluindo do presidente dos EUA, Barack Obama, de que seria derrubado.

A revolta, que começou com manifestações pró-democracia em 2011 - que Assad classificou em seu discurso como a “falsa Primavera Árabe” -, rapidamente se transformou em uma guerra civil sectária na qual centenas de milhares morreram. Segundo a ONU, 10,8 milhões de sírios agora precisam urgentemente de ajuda.

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