Afeganistão revisa de 89 para 43 número de mortos em ataque a mercado

Por iG São Paulo |

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Carro cheio de bombas explodiu na terça (15) ao atravessar um mercado lotado no norte de Paktika; cerca de 74 foram feridos

Nesta quarta-feira (16), o Afeganistão revisou de 89 para 43 o número de vítimas após ataque com carro-bomba na província de Paktika, no leste do país. O país informou também que ao menos 74 ficaram feridos.

Ontem: Explosão de carro-bomba deixa ao menos 89 mortos no Afeganistão

Reuters
Soldado afegão vigia local após ataque com carro-bomba no distrito de Urgón, na província de Paktika, Afeganistão


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Um carro repleto de bombas explodiu na terça ao atravessar um mercado lotado no norte de Paktika, matando dezenas de pessoas enquanto fugia de um veículo da polícia que o perseguia.

O ministro da Defesa havia contabilizado 89 mortos, mas o Ministério da Saúde disse um dia depois que 43 pessoas haviam morrido. Não foi dada nenhuma razão para a revisão.

A explosão ocorreu perto da desprotegida fronteira com a região paquistanesa do Waziristão do Norte, onde os militares têm atacado os esconderijos do Taleban paquistanês nas últimas semanas, forçando os militantes a fugir para o Afeganistão.

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O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou o ataque como um "ato criminal desprezível", disse seu porta-voz. O Taliban fez questão de se desvincular do ataque. Os líderes do movimento ordenaram que seus militantes não tomem civis como alvo.

Segundo o general Zahir Azimi, helicópteros e ambulâncias transportaram as vítimas para a capital da província, Sharan, e até terça, 42 feridos haviam sido transferidos para hospitais, disse ele, acrescentando que a explosão destruiu mais de 20 lojas e dezenas de veículos.

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Ninguém reivindicou imediatamente a responsabilidade pelo ataque, e o Taleban enviou um comunicado à mídia negando seu envolvimento, dizendo que eles "Condenamos energicamente os ataques contra a população local."

Muitas das vítimas estão sob os escombros, afirmou Mohammad Reza Kharoti, chefe administrativo do distrito de Urgun.

"Foi um ataque suicida brutal contra civis pobres", disse ele. "Não havia nenhuma base militar nas proximidades."

A explosão foi a primeira desde o acordo firmado no último final de semana entre os dois candidatos presidenciais do país intermediado pelo secretário de Estado dos EUA, John Kerry, que evitou um racha perigoso na democracia conturbada do país após a disputa do segundo turno no mês passado.

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Abdulrahimzai disse que a polícia havia sido informada sobre o carro e procurava o veículo quando ele explodiu.

"A explosão foi tão grande que destruiu muitas lojas. Dezenas de pessoas ficaram presas sob os telhados", disse o governador distrital, Mohammad Raza Kharoti, à Reuters.

Em outro ataque, uma bomba acionada por controle remoto explodiu à beira de uma estrada de Cabul matando dois funcionário do setor de mídia do presidente Hamid Karzai e ferindo outros dois, disse a polícia. O Taleban assumiu a responsabilidade.

Os ataques ocorrem no momento em que as tropas estrangeiras estão gradualmente se retirando do país. As Nações Unidas disseram que o número de vítimas entre civis saltou em mais de 25% no primeiro semestre deste ano, diante da escalada das hostilidades.

*Com Reuters e AP

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