Cruzeiro atingiu recife às margens da ilha italiana de Giglio em 2012 e naufragou, matando 32; cerca de 4 mil estavam a bordo

BBC

O navio de cruzeiro italiano Costa Concordia foi erguido com sucesso da plataforma submarina, disseram equipes de resgate, numa das maiores operações de salvamento marítimo da história.

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Operação de salvamento do Costa Concórdia é uma das maiores da história
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Operação de salvamento do Costa Concórdia é uma das maiores da história


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O Concordia atingiu um recife às margens da ilha italiana de Giglio em janeiro de 2012 e naufragou, matando 32 pessoas. Cerca de 4 mil passageiros estavam a bordo. A operação está prevista para durar seis ou sete dias.

A embarcação está sendo lentamente levantada através do bombeamento de ar para os tanques ligados ao navio. O naufrágio foi colocado na posição vertical em setembro mas ainda estava parcialmente submerso, sobre seis plataformas de aço.

"É uma operação muito complexa", disse a jornalistas Franco Gabrielli, chefe da agência de proteção civil que supervisiona o resgate. "A primeira fase da operação será a mais perigosa, porque a embarcação será separada das plataformas".

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Ele acrescentou que a busca pelos restos mortais do garçom indiano Russel Rebello, cujo corpo não foi recuperado dos destroços, seria realizada após o navio ser removido. O custo final da operação de resgate é estimado em cerca de US$ 1,2 bilhão (R$ 2,7 bilhão).

Sem precedentes

Os esforços de resgate foram descritos como "sem precedentes".

"Como com qualquer coisa que está sendo feita pela primeira vez, há riscos. Mas estamos confiantes", disse o engenheiro Franco Porcellacchia, da Costa Crociere, operadora do cruzeiro.

Centenas de mergulhadores e engenheiros estiveram envolvidos em operações de resgate do Concordia, que é duas vezes maior que o Titanic. Moradores disseram estar felizes com a retirada da embarcação.

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"Estou feliz que eles estão levando para longe porque ver um navio como esse sempre lá, com as mortes que aconteceram, isso nos dá arrepios", disse Italo Arienti à agência de notícias Reuters.

O capitão, Francesco Schettino, está sendo julgado por homicídio culposo e abandono do navio, acusações que ele nega.

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