Ação dos rebeldes aconteceu na cidade síria oriental de Deir al-Zor e reforça controle sobre a província produtora de petróleo

Reuters

O Estado Islâmico, antes conhecido como Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) , expulsou rebeldes rivais da cidade síria oriental de Deir al-Zor nesta segunda-feira (14), reforçando o controle sobre a província produtora de petróleo, além do território que controla no Iraque, de acordo com ativistas.

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Combatentes sunitas do Estado Islâmico avançaram contra os rivais na província de Deir al-Zor com a ajuda de armas apreendidas em uma ofensiva relâmpago contra as forças do governo iraquiano na fronteira no mês passado.

A luta tem se concentrado em grande parte em torno do controle dos campos de petróleo e de cidades ao longo do rio Eufrates, causando a morte de centenas de combatentes desde o início do ano.

Nesta segunda, a milícia expulsou dezenas de rebeldes rivais de Deir al-Zor, incluindo A Frente Nusra - ramo sírio da Al-Qaeda - e o Ahrar al-Sham, um grupo islâmico radical, informou o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, baseado no Reino Unido.

"O Estado islâmico está agora no controle da província de Deir al-Zor, com exceção de algumas áreas e do aeroporto militar que o governo controla", explicou o diretor do Observatório, Rami Abdurrahman.

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Combatentes de grupos islâmicos rivais fugiram ou prometeram lealdade ao Estado islâmico, disse Abdurrahman, acrescentando que as forças do governo leais ao presidente sírio, Bashar al-Assad, ainda controlam cerca de metade da cidade de Deir al-Zor.

Os militantes também mataram um líder local da Frente Nusra, segundo Abdurrahman. Combatentes publicaram na Internet fotos que seriam do corpo do líder da Frente Nusra, mas as informações não foram confirmadas.

Omar Abu Leila, porta-voz do grupo rebelde Exército Sírio Livre, no leste do país, disse que centenas de combatentes fugiram para a área de Deraa, no sul, e para a região de Qalamoun, próxima ao Líbano desde que o Estado Islâmico declarou um "califado" na área que controla, a qual abrange o leste da Síria e o norte do Iraque.

Ele afirmou que o fluxo de armas vindas do Iraque desequilibrou a balança em favor do Estado Islâmico e ajudou o grupo a assegurar o controle dos campos de petróleo locais. "Não tivemos nenhuma ajuda de fora", disse Abu Leila.

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