Avião militar da Ucrânia cai após ser atingido por foguete

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Separatistas reivindicam ação, mas governo suspeita da Rússia. Ainda não há confirmação da morte das 20 pessoas a bordo

Um avião de transporte militar ucraniano foi derrubado nesta segunda-feira ao longo da fronteira leste com a Rússia, disse o ministro ucraniano da Defesa, Valeriy Heletey.

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AP
Combatente da República Popular de Donetsk se despede de sua família, que deixa essa cidade no leste da Ucrânia para refugiar-se na Rússia

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Rebeldes na região oriental, que vem sendo afetada por conflitos, imediatamente reivindicaram responsabilidade pela queda do Antonov-26, mas Heletey afirmou que o foguete pode ter sido lançado da Rússia.

Heletey informou que o avião voava a uma altitude de 6,5 mil metros, que, afirmou, era muito alta para ser atingida por armas usadas pelos separatistas que combatem o governo. Autoridades ucranianas dizem que o avião poderia estar transportando cerca de 20 pessoas, mas não houve informação imediata sobre vítimas.

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Nas duas últimas semanas, o governo cortou pela metade o território capturado pelos separatistas pró-Rússia, que foram forçados a retornar a seus redutos ao redor da cidades orientais de Luhansk e Donetsk. As duas regiões, cuja população fala em sua maioria russo, declararam independência do governo em Kiev.

Os combates se intensificaram nesta segunda-feira nos arredores de Luhansk à medida que as forças do governo aumentaram seus esforços para cortar as linhas rebeldes e capturar mais território da insurgência. Um residente afirmou que a cidade estava em pânico.

Veja imagens da presença de militantes pró-Rússia e tropas russas na Ucrânia:

Comboio de caminhões brancos com ajuda humanitária deixa Alabino, nos arredores de Moscou, Rússia (12/08). Foto: APManifestante ao lado de transeuntes na Praça da Independência em Kiev (9/08). Foto: ReutersManifestante segura coquetel molotov enquanto tenta impedir que trabalhadores municipais e voluntários limpem barricadas em Kiev (9/08). Foto: ReutersMembro de equipe antibomba inspeciona cratera com os restos de um projétil depois de uma noite de combates em Donetsk, Ucrânia (6/08). Foto: APMulher deixa prédio danificado por suposto bombardeio levando seus pertences na área central de Donetsk, Ucrânia (29/07). Foto: ReutersRebeldes pró-Rússia em um tanque com a bandeira da Rússia em uma estrada a leste de Donetsk, Ucrânia (21/07). Foto: APPrimeiro-ministro ucraniano Arseniy Yatsenyuk, à dir., conversa com um oficial durante inspecção ao Exército fora da cidade de Slovyansk, Ucrânia (16/07). Foto: APPremiê ucraniano, Arseniy Yatsenyuk (E), cumprimenta soldado ao inspecionar tropas em Slovyansk, leste da Ucrânia (16/07). Foto: APMulher chora perto de prédio que desmoronou após ataque aéreo em Snizhne, a 100 km a leste da cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia (15/07). Foto: APCombatente da República Popular de Donetsk se despede de sua família, que deixa essa cidade no leste da Ucrânia para refugiar-se na Rússia (14/07). Foto: APCombatentes separatistas pró-russos esperam atrás de sacos de areia em posto de controle em Donetsk, Ucrânia (10/07). Foto: ReutersMilitares ucranianos perto das armas apreendidas de separatistas pró-russos perto Slaviansk, Ucrânia (8/07). Foto: ReutersMilitante mascarado pró-Rússia organiza o trânsito em posto de controle após ataque das tropas ucranianas em Slovyansk (24/4). Foto: APAtiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo (21/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional capturado em Donetsk. Cartaz diz: 'EUA, tirem as mãos do leste da Ucrânia' (19/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia olha para o lado de fora de janela em prédio da administração regional de Donetsk, Ucrânia (18/4). Foto: APAtirador pró-Rússia abre caminho para veículo de combate com homens armados em seu topo em Slovyansk, Ucrânia (16/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia (15/4). Foto: APAtivista pró-Rússia é visto durante invasão de delegacia na cidade de Horlivka, leste da Ucrânia (14/4). Foto: APAtivistas armados pró-Rússia ocupam a delegacia de polícia no leste da Ucrânia, na cidade de Slaviansk (12/04). Foto: APAtivistas pró-Rússia ocupam delegacia de polícia e constroem uma barricada na cidade ucraniana oriental de Slovyansk (12/04). Foto: APHomens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3). Foto: APSoldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3). Foto: ReutersUm homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3). Foto: ReutersMarinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3). Foto: APCriança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3). Foto: APSoldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3). Foto: APGrupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APComboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APHomem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

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Mas, apesar das informações sobre sucessos militares, o presidente ucraniano anunciou ter mais provas de que a Rússia diretamente apoiou uma insurgência separatista contra seu governo, que chega a seu quarto mês.

O Ministério da Defesa afirmou nesta segunda que as tropas do governo retomaram várias cidades ao redor de Luhansk e reabriram um corredor para seu aeroporto civil. "Por causa de ofensivas de sucesso das forças na região de Donetsk, alguns militantes tentam deixar a cidade", disse o Ministério da Defesa no comunicado. Os rebeldes, entretanto, insistiram que suas capacidades de combate continuam fortes.

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Uma porta-voz da separatista República Popular de Luhansk disse à Associated Press que destruíram um comboio armado da Ucrânia na vila de Heorhiivka, a 10 km a oeste do aeroporto. Ela diz que ao menos três soldados ucranianos foram mortos no combate.

Funcionários de Defesa do governo disseram que os soldados assumiram o controle de várias áreas perto de Luhansk — incluindo Metalist, Oleksandrivsk, Bile e Rozkishne. Essas áreas residenciais ficam ao norte, oeste e sul da cidade, sugerindo que o plano do governo para formar um cordão de segurança ao redor de Luhansk alcançou resultados.

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O líder do braço militar da insurgência, Igor Girkin, também conhecido por seu nome de guerra Strelkov, previu durante o fim de semana uma amarga batalha por Luhansk, uma cidade de 40 mil habitantes, e estimou que as forças ucranianas posicionaram até 70 tanques na ofensiva.

O governo em Kiev insistiu que os separatistas estão recebendo reforços de pessoaç e de equipamento militar da Rússia, uma acusação que Moscou sempre negou.

*Com AP

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