Putin reafirma apoio à vaga para o Brasil no Conselho de Segurança da ONU

Por Agência Brasil |

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Anúncio ocorre a menos de uma semana da Cúpula do Brics, que vai acontecer na próxima terça-feira (15), em Fortaleza

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AP
Presidente da Rússia, Vladimir Putin, em reunião do Conselho de Segurança em Moscou

O presidente russo, Vladimir Putin, que estará no Brasil na próxima semana para participar da reunião de Cúpula do Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), considera o Brasil um dos parceiros-chave da Rússia na América Latina. Ele disse que apoia o Brasil como como “um candidato digno e forte” para ocupar um assento permanente do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

“Estou convencido de que esse País potente, crescendo de forma dinâmica, é destinado a desempenhar um papel importante na nova ordem mundial policêntrica que está em formação”, disse Putin, em entrevista à agência de notícias russa Itar-Tass.

A Rússia é um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que tem como objetivo garantir a manutenção da paz e segurança internacional. O Brasil defende a reforma do conselho.

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Comboio de caminhões brancos com ajuda humanitária deixa Alabino, nos arredores de Moscou, Rússia (12/08). Foto: APManifestante ao lado de transeuntes na Praça da Independência em Kiev (9/08). Foto: ReutersManifestante segura coquetel molotov enquanto tenta impedir que trabalhadores municipais e voluntários limpem barricadas em Kiev (9/08). Foto: ReutersMembro de equipe antibomba inspeciona cratera com os restos de um projétil depois de uma noite de combates em Donetsk, Ucrânia (6/08). Foto: APMulher deixa prédio danificado por suposto bombardeio levando seus pertences na área central de Donetsk, Ucrânia (29/07). Foto: ReutersRebeldes pró-Rússia em um tanque com a bandeira da Rússia em uma estrada a leste de Donetsk, Ucrânia (21/07). Foto: APPrimeiro-ministro ucraniano Arseniy Yatsenyuk, à dir., conversa com um oficial durante inspecção ao Exército fora da cidade de Slovyansk, Ucrânia (16/07). Foto: APPremiê ucraniano, Arseniy Yatsenyuk (E), cumprimenta soldado ao inspecionar tropas em Slovyansk, leste da Ucrânia (16/07). Foto: APMulher chora perto de prédio que desmoronou após ataque aéreo em Snizhne, a 100 km a leste da cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia (15/07). Foto: APCombatente da República Popular de Donetsk se despede de sua família, que deixa essa cidade no leste da Ucrânia para refugiar-se na Rússia (14/07). Foto: APCombatentes separatistas pró-russos esperam atrás de sacos de areia em posto de controle em Donetsk, Ucrânia (10/07). Foto: ReutersMilitares ucranianos perto das armas apreendidas de separatistas pró-russos perto Slaviansk, Ucrânia (8/07). Foto: ReutersMilitante mascarado pró-Rússia organiza o trânsito em posto de controle após ataque das tropas ucranianas em Slovyansk (24/4). Foto: APAtiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo (21/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional capturado em Donetsk. Cartaz diz: 'EUA, tirem as mãos do leste da Ucrânia' (19/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia olha para o lado de fora de janela em prédio da administração regional de Donetsk, Ucrânia (18/4). Foto: APAtirador pró-Rússia abre caminho para veículo de combate com homens armados em seu topo em Slovyansk, Ucrânia (16/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia (15/4). Foto: APAtivista pró-Rússia é visto durante invasão de delegacia na cidade de Horlivka, leste da Ucrânia (14/4). Foto: APAtivistas armados pró-Rússia ocupam a delegacia de polícia no leste da Ucrânia, na cidade de Slaviansk (12/04). Foto: APAtivistas pró-Rússia ocupam delegacia de polícia e constroem uma barricada na cidade ucraniana oriental de Slovyansk (12/04). Foto: APHomens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3). Foto: APSoldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3). Foto: ReutersUm homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3). Foto: ReutersMarinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3). Foto: APCriança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3). Foto: APSoldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3). Foto: APGrupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APComboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APHomem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

Putin também ressaltou que o intercâmbio comercial entre Brasil e Rússia deve ser incrementado, com a diversificação dos laços comerciais e o aumento do fornecimento de produtos. Ele citou projetos de investimentos que já estão sendo realizados entre os dois países com participação de empresas nas áreas de energia, maquinário e farmacêutica.

“Estou convencido de que a realização de tais projetos pode levar a cooperação econômica e comercial bilateral ao nível mais maduro, que corresponda às capacidades existentes e futuras dos nossos países em desenvolvimento”, disse Putin.

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Além do intercâmbio comercial, que nos últimos dez anos aumentou quase três vezes, Putin destacou a integração dos dois países por meio da liberação de vistos e o intercâmbio cultural por meio do programa brasileiro Ciência sem Fronteiras.

Segundo ele, em sua visita ao Brasil os governantes dos dois países devem traçar novos projetos conjuntos nas áreas de energia, investimentos, tecnologias inovadoras, agricultura, ciência e tecnologia. “Planejamos assinar um pacote impressionante de documentos em vários setores, inclusive entre os ministérios, empresas estatais e privadas, instituições de pesquisa e ensino”, disse Putin.

Ciberespionagem

Outro assunto abordado durante a entrevista com o presidente russo foi a ciberespionagem, classificada por ele como “um ataque direto à soberania estatal e violação dos direitos humanos”.

Ele disse que a Rússia está disposta a elaborar junto com outros países um sistema de medidas para garantir a segurança internacional de informação. “Hoje em dia é de importância especial juntar os esforços de toda a comunidade internacional para garantir segurança igual e indivisível, resolver quaisquer assuntos controversos à base dos princípios do direito internacional e com o papel central coordenador da ONU.”

A reunião da Cúpula do Brics ocorre na próxima terça-feira (15), em Fortaleza. No dia seguinte, os presidentes dos cinco países se reunirão com os presidentes dos países da América do Sul, em Brasília.

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