Momento atual do conflito entre Israel e manifestantes palestinos é considerado o de maior violência em quase 2 anos

Reuters

Parentes de cinco membros de uma família do Hamas mortos por Israel choram em sua casa em Beit Hanoun, norte da Faixa de Gaza (9/7)
AP
Parentes de cinco membros de uma família do Hamas mortos por Israel choram em sua casa em Beit Hanoun, norte da Faixa de Gaza (9/7)

Israel colocou neste sábado (12) a sua oitava bateria antimísseis em operação para defender suas cidades de ataques por parte de militantes na Faixa de Gaza. A ação ocorre ao mesmo tempo em que o país bombardeia posições no enclave palestino pelo quinto dia seguido. Desde terça-feira (8), o conflito já contabiliza 121 pessoas mortas.

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Médicos de Gaza afirmam que pelo menos 81 civis, incluindo 25 crianças, estariam entre os 121 mortos pelos ataques aéreos. Segundo os mesmos médicos, três militantes e 12 outras pessoas, incluindo duas mulheres com necessidades especiais em um centro de reabilitação e um homem de 65 anos foram mortos em um ataque aéreo neste sábado.

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Moradores afirmaram que uma mesquita no centro da Faixa de Gaza foi bombardeada e virou ruínas. Militares israelenses disseram que o local abrigava um esconderijo de armas. Moradores ainda picharam com grafite os muros da mesquita com os dizeres: “Vamos prevalecer, apesar da sua arrogância, Netanyahu”, em referência ao premiê de Israel.

Confira imagens dos ataques de Israel em Gaza:

Perguntado se é possível que o conflito deixe de ser aéreo e passe a ser uma guerra de solo em Gaza para impedir que militantes continuem atirando foguetes em direção a Israel, o primeiro-ministro do Estado judaico, Benjamin Netanyahu, respondeu: “Estamos considerando todas as possibilidades e nos preparando para todas as possibilidades”.

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“Nenhuma pressão internacional nos impedirá de agir com toda a força”, afirmou o premiê a repórteres em Tel Aviv nessa sexta-feira (11), um dia depois de falar por telefone com o presidente norte-americano, Barack Obama, sobre o momento de maior violência no conflito em quase dois anos.

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