Forças curdas assumem o controle de poços de petróleo no norte do Iraque

Por Reuters |

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Em Bagdá, ministério do Petróleo condenou a ação e exigiu que eles se retirem imediatamente para evitar graves consequências

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Forças curdas conhecidas como peshmerga assumiram o controle de dois poços de petróleo perto de Kirkuk nesta sexta-feira (11) e expulsaram trabalhadores árabes, substituindo-os por pessoal curdo, segundo o ministério do Petróleo em Bagdá e fontes na Companhia de Petróleo do Norte.

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AP
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Eles disseram que os curdos se apropriaram de instalações nos campos petrolíferos de Bai Hassan e Kirkk, norte do país, na madrugada desta sexta. O ministério Nacional do Petróleo em Bagdá condenou a tomada dos poços de Kirkuk e Bai Hassan e pediu que os curdos se retirem imediatamente para evitar "consequências calamitosas".

A ocupação ocorreu um mês depois de as forças curdas tomarem o controle da cidade vizinha de Kirkuk, após a retirada das tropas iraquianas durante a rápida ofensiva de militantes do grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), que se apoderou de amplas áreas no norte e oeste do Iraque.

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A violência também elevou a tensão política entre o primeiro-ministro Nuri al-Maliki e líderes curdos, que se retiraram do governo de Maliki, liderado pelos xiitas.

"O Ministério do Petróleo confirma que forças armadas peshmerga junto com alguns civis entraram em estações de produção de petróleo nos campos de Kirkuk e Bai Hassan na madrugada desta sexta-feira e expulsaram trabalhadores", disse um porta-voz do ministério.

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. Foto: APImagem postada em site militante em 14/6 parece mostrar membros do EIIL com soldados iraquianos à paisana capturados após tomada de base em Tikrit, Iraque. Foto: APCombatentes iraquianos xiitas seguram suas armas enquanto gritam palavras de ordem contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante em Cidade Sadr, Bagdá (13/6). Foto: APVoluntários esperam para se juntar ao Exército e combater militantes predominantemente sunitas em Bagdá, Iraque (13/6). Foto: ReutersPresidente dos EUA, Barack Obama, fala sobre a situação no Iraque em pronunciamento na Casa Branca, em Washington (13/6). Foto: APImagem postada em Twitter militante mostra membro do Estado Islâmico do Iraque e do Levante com sua bandeira em base militar na Província de Ninevah, Iraque (12/6). Foto: APImagem publicada por militantes no Twitter mostra combatentes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante em local na fronteira entre o Iraque e a Síria (12/6). Foto: APMuitas famílias começaram a deixar Mosul depois de ocupação por insurgentes sunitas (13/6). Foto: ReutersForças de segurança curda se posicionam do lado de fora da cidade petrolífera de Kirkuk após abandono de tropas iraquianas (12/6). Foto: APVeículos queimados pertencentes às forças de segurança iraquianas são vistos em posto de controle no leste de Mosul (11/6). Foto: ReutersPolicial federal do Iraque monta aguarda enquanto colega faz buscas em carro em posto de controle de Bagdá, Iraque (11/6). Foto: APFamílias que fogem da violência na cidade de Mosul esperam em posto de controle nos arredores de Irbil, região do Curdistão iraquiano (10/6). Foto: ReutersRefugiados que deixam Mosul se dirigem à região autônoma curda em Irbil, Iraque, a 350 km a norte de Bagdá (10/6). Foto: APMilitares se preparam para assumir suas posições durante confrontos com militantes no norte da cidade de Mosul, Iraque (9/06). Foto: AP

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Bloco político

O bloco político curdo não participará mais do governo nacional do Iraque em protesto contra a acusação do primeiro-ministro Nuri al-Maliki de que o governo curdo estava abrigando insurgentes islâmicos em sua capital, disse o ministro de Relações Exteriores.

“Nós suspendemos nossos negócios no governo”, afirmou o ministro Hoshiyar Zebari, que é curdo.

Os curdos disseram na quinta-feira que cancelariam sua participação em reuniões de gabinete. Mas Zebari declarou à Reuters que os ministros curdos estavam agora suspendendo o seu envolvimento no dia a dia nos ministérios de Relações Exteriores, Comércio, Imigração e da Saúde, além do cargo de vice-premiê.

Zebari disse que os curdos continuarão a frequentar o Parlamento, eleito em 30 de abril e que está buscando formar um novo governo em meio a uma insurgência sunita que tomou o controle de parte do território no norte e oeste do Iraque.

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Na quarta Maliki declarou que os curdos estavam permitindo que insurgentes do EIIL, uma ramificação da Al Qaeda, mantivessem bases em Arbil. Zebari disse que o Iraque corre o risco de um colapso se um novo governo inclusivo não for formado em breve, já que “o país está agora dividido literalmente em três Estados: os curdos, o EIIL e Bagdá".

Ele instou os blocos políticos do Iraque a formarem um governo rapidamente. “Há a necessidade de todos os líderes trabalharem juntos e recriarem um novo Iraque, construírem um Iraque federal baseado nos princípios constitucionais".

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