Ucrânia perde mais três soldados em conflito; França e Alemanha pressionam Putin

Por Reuters |

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Líderes pediram esforço do presidente da Rússia para retomar as negociações entre Kiev e os insurgentes que ocupam o leste

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As forças ucranianas recuperaram o controle de novas regiões do país, mas sofreram mais baixas nesta quinta-feira (10) em confrontos com os separatistas, enquanto líderes ocidentais pedem ao presidente russo, Vladimir Putin, que pressione os rebeldes para negociarem uma solução para o conflito.

Dia 6: Forças ucranianas retomam controle de mais duas cidades do leste

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Combatentes separatistas pró-russos esperam atrás de sacos de areia em posto de controle em Donetsk, Ucrânia


Dia 5: Forças militares expulsam insurgentes de cidade no leste da Ucrânia

Forças do governo conseguiram recentemente obter maior controle sobre o país em três meses de disputas com os separatistas nas regiões orientais de língua russa, em que mais de 200 soldados do governo foram mortos, bem como centenas de civis e combatentes rebeldes.

Os militares da Ucrânia dizem ter um plano para impor uma "desagradável surpresa" aos separatistas fortemente armados que têm avançado sobre Donetsk, uma cidade de 900 mil habitantes, depois de terem sido expulsos de seu bastião em Slaviansk no fim de semana.

Anunciando mais uma vitória, o porta-voz do Exército, Vladyslav Seleznyov, disse que as forças do governo haviam retomado nesta quinta a cidade de Siversk, no leste de Slaviansk, com a fuga dos separatistas.

Um separatista confirmou a versão do governo dizendo que era "mais ou menos correto". "Não havia sentido em segurá-la e reforçá-la (Siversk) porque havia um grande risco de a cidade ser cercada".

Comboio de caminhões brancos com ajuda humanitária deixa Alabino, nos arredores de Moscou, Rússia (12/08). Foto: APManifestante ao lado de transeuntes na Praça da Independência em Kiev (9/08). Foto: ReutersManifestante segura coquetel molotov enquanto tenta impedir que trabalhadores municipais e voluntários limpem barricadas em Kiev (9/08). Foto: ReutersMembro de equipe antibomba inspeciona cratera com os restos de um projétil depois de uma noite de combates em Donetsk, Ucrânia (6/08). Foto: APMulher deixa prédio danificado por suposto bombardeio levando seus pertences na área central de Donetsk, Ucrânia (29/07). Foto: ReutersRebeldes pró-Rússia em um tanque com a bandeira da Rússia em uma estrada a leste de Donetsk, Ucrânia (21/07). Foto: APPrimeiro-ministro ucraniano Arseniy Yatsenyuk, à dir., conversa com um oficial durante inspecção ao Exército fora da cidade de Slovyansk, Ucrânia (16/07). Foto: APPremiê ucraniano, Arseniy Yatsenyuk (E), cumprimenta soldado ao inspecionar tropas em Slovyansk, leste da Ucrânia (16/07). Foto: APMulher chora perto de prédio que desmoronou após ataque aéreo em Snizhne, a 100 km a leste da cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia (15/07). Foto: APCombatente da República Popular de Donetsk se despede de sua família, que deixa essa cidade no leste da Ucrânia para refugiar-se na Rússia (14/07). Foto: APCombatentes separatistas pró-russos esperam atrás de sacos de areia em posto de controle em Donetsk, Ucrânia (10/07). Foto: ReutersMilitares ucranianos perto das armas apreendidas de separatistas pró-russos perto Slaviansk, Ucrânia (8/07). Foto: ReutersMilitante mascarado pró-Rússia organiza o trânsito em posto de controle após ataque das tropas ucranianas em Slovyansk (24/4). Foto: APAtiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo (21/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional capturado em Donetsk. Cartaz diz: 'EUA, tirem as mãos do leste da Ucrânia' (19/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia olha para o lado de fora de janela em prédio da administração regional de Donetsk, Ucrânia (18/4). Foto: APAtirador pró-Rússia abre caminho para veículo de combate com homens armados em seu topo em Slovyansk, Ucrânia (16/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia (15/4). Foto: APAtivista pró-Rússia é visto durante invasão de delegacia na cidade de Horlivka, leste da Ucrânia (14/4). Foto: APAtivistas armados pró-Rússia ocupam a delegacia de polícia no leste da Ucrânia, na cidade de Slaviansk (12/04). Foto: APAtivistas pró-Rússia ocupam delegacia de polícia e constroem uma barricada na cidade ucraniana oriental de Slovyansk (12/04). Foto: APHomens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3). Foto: APSoldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3). Foto: ReutersUm homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3). Foto: ReutersMarinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3). Foto: APCriança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3). Foto: APSoldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3). Foto: APGrupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APComboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APHomem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

Dia 3: Presidente da Ucrânia muda comando militar

Mas houve um aumento no número de baixas do lado ucraniano com a morte de mais três soldados em dois ataques na quarta-feira à noite em diferentes partes do leste, segundo os militares.

Um deles foi morto em uma emboscada a um comboio militar perto de Luhansk, enquanto outros dois morreram quando um veículo blindado explodiu devido a uma mina terrestre na aldeia de Chervona Zorya, perto de Donetsk.

As forças do governo que protegem o principal aeroporto internacional de Donetsk, cenário de conflitos amargos no final de maio, ficaram sob o fogo de morteiros nesta quinta-feira, mas o ataque rebelde foi reprimido, disse Seleznyov.

Em novos esforços diplomáticos internacionais para acabar com a pior crise Rússia-Ocidente desde a Guerra Fria, o presidente francês, François Hollande, e a chanceler alemã, Angela Merkel, pediram a Putin por telefone que "exerça toda a pressão necessária sobre os separatistas para fazê-los negociar efetivamente", disse um comunicado do governo francês.

Após fim do cessar-fogo: Forças da Ucrânia atacam posições de rebeldes

Eles também pediram ao líder russo que use sua influência para tomar medidas concretas para assegurar o controle da fronteira. Segundo o governo de Kiev, autoridades russas têm fechado os olhos para o trânsito de combatentes que cruzam com armas e equipamentos para ajudar os rebeldes.

Moscou está sob sanções por parte dos Estados Unidos e da União Europeia devido à crise da Ucrânia, mas nega que esteja apoiando os rebeldes no leste do país, onde a grande maioria da população ucraniana fala o idioma russo.

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