Mãe é condenada por atirar no filho 20 anos após matar ex-marido nos EUA

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Linda Cooney deixou Kevin tetraplégico; ela foi inocentada nos anos 1990 graças ao testemunho do filho confirmando seu álibi

Mulher absolvida pela morte do ex-marido há 20 anos foi condenada a mais de 40 por atirar e deixar o filho paraplégico com a mesma arma em Nevada, Las Vegas.

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Reprodução/Youtube
O filho de Linda testemunhou nos anos 90 confirmando a história da mãe, dizendo que o pai poderia ter atacado a mulher com uma faca


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Linda Cooney, 66, foi considerada culpada por tentativa de homicídio, agressão com arma letal e intimidação de testemunha. O crime contra Kevin, um de seus filhos, aconteceu em junho de 2011 na casa da família.

Durante seu julgamento na quarta (9), ela chorou enquanto ouvia a sentença que varia de 13 e 41 anos de detenção e afirmou estar sendo vítima de uma injustiça, de acordo com o Las Vegas Review Journal.

O julgamento aconteceu mais de duas décadas após ela ser absolvida da acusação de matar seu ex-marido, James Cooney, em fevereiro de 1992 em meio a um amargo divórcio. Ela alegou ter atirado em legítima defesa quando ele a atacou com uma faca.

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Na época, o depoimento de Kevin Cooney, com então 11 anos, foi fundamental para a absolvição da mãe, informou o promotor do caso, Peter Magrino, ao Sun Sentinel. Ele inicialmente disse à polícia que as mãos de seu pai estavam vazias quando o viu morto no chão, mas no julgamento de 1993 em Palm Beach, Flórida, ele afirmou que o pai poderia estar escondendo alguma coisa.

Seu testemunho, porém, estava em desacordo com outras declarações feitas por sua ex-namorada no tribunal. Segundo Karina Taylor, Kevin havia revelado que a mãe atirou em seu pai enquanto ele estava sentado no sofá. O problema que levou aos tiros em 2011 seguiu anos de tensão por causa do namoro entre Kevin e Karina. Eles se conheceram em 2009.

Karina disse às autoridades que seus amigos pediram para ela evitar o encontro com Linda porque a sogra era “louca e não causaria mais nada além de problemas”. Quando Linda finalmente conheceu a nora, anunciou ser contra o relacionamento - e supostamente enviou mensagens de texto chamando Karina de “prostituta” e “vagabunda” aos amigos do filho.

Ela também contatou ONG para tratamento de câncer onde Karina era voluntária para dizer que a jovem estaria envolvida em lavagem de dinheiro e tráfico de drogas, de acordo com os promotores. A promotoria acrescentou que a nora de Linda estava realmente com medo da mãe de Kevin.

Crime

A polícia recebeu dois telefonemas alertando sobre a discussão - um de Kevin e outro do irmão mais novo dele, Chris, segundo oficial da polícia de Las Vegas. As ligações foram feitas com 15 minutos de intervalo uma da outra.

Quando Chris ligou para a polícia disse que seu irmão havia sido atacado por sua mãe e que ela havia atirado nele. Linda ligou para a polícia em seguida para dizer que seu filho havia sido baleado no pescoço. Ela titubeou ao responder quem havia atirado no filho, mas em um ponto da conversa disse: “A arma é minha, a culpa é minha.”

Ao chegar ao local, a polícia viu Kevin no chão com uma peça de roupa pressionando o lado direito de seu pescoço. Quando perguntaram quem havia atirado, ele se recusou a dizer - e continuou afirmando que aquilo era um acidente. Segundo a defesa, Kevin atacou a mãe durante uma discussão e a arma - modelo identico da usada por Linda para alvejar o pai de Kevin - disparou por acidente.

Kevin ficou tetraplégico após os tiros e testemunhou no julgamento sentado em cadeira de rodas elétrica.

*Com Daily Mail

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