Adolescentes israelenses sequestrados foram atingidos por tiros com silenciador

Por Reuters |

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Revelação contradiz a especulação de que sequestradores teriam a intenção de fazer reféns para negociar uma troca de prisioneiros, mas entraram em pânico e atiraram neles

Reuters

Três adolescentes israelenses que foram sequestrados no mês passado por palestinos na Cisjordânia foram alvejados dez vezes por uma arma com silenciador, em assassinatos que parecem ter sido premeditados, disse uma autoridade dos Estados Unidos envolvida na investigação.

Entenda: Israel encontra corpos que seriam de jovens sequestrados

Iluminador do Exército de Israel explode sobre a fronteira entre Israel e Gaza (7/7). Foto: APAções contra Gaza ocorreram em retaliação a ataques com foguetes contra Israel no domingo (7/7). Foto: AFPTariq Abu Khdeir, cidadão dos EUA que parentes dizem ter sido espancado e preso por policiais israelenses durante confrontos desatados pela morte de Mohammed Abu Khdeir (6/7). Foto: APMilitantes palestinos seguram armas durante coletiva na cidade de Gaza (5/7). Foto: ReutersSuha, mãe de Mohammed Abu Khudair, mostra foto do filho no celular em sua casa em Shuafat, subúrbio árabe de Jerusalém (2/7). Foto: ReutersPalestino usa um estilingue para atirar  pedra em direção à polícia israelense durante confrontos em Shuafat, subúrbio árabe de Jerusalém (2/7). Foto: ReutersPrimeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu (D), é visto perto de pais de adolescentes encontrados mortos na Cisjordânia (1/7). Foto: APIsraelense chora durante funeral de três adolescentes israelenses encontrados mortos na Cisjordânia (1/7). Foto: APPalestino inspeciona danos causados na casa de Amer Abu Aisheh, um dos dois palestinos vistos por Israel como suspeitos pelo sequestro e morte de jovens, na Cisjordânia (1/7). Foto: APIsraelenses seguram bandeira com as fotos de três jovens israelenses que desapareceram na Cisjordânia em 12 de junho (29/6). Foto: APPalestinos mascarados simpatizantes do Hamas simulam a prisão de soldados israelenses durante ação em apoio aos palestinos na Cisjordânia (20/6). Foto: ReutersPalestinos se preparam para lançar pedras durante confrontos com soldados israelenses em Jenin, Cisjordânia (19/6)
. Foto: APParentes de palestino morto em ação de Israel choram na casa da família no campo de refugiados de Jalazoun, nos arredores de Ramallah, Cisjordânia (16/6). Foto: APPalestinos carregam corpo de jovem morto em operação de Israel no campo de refugiados de Jalazoun, nos arredores de Ramallah, Cisjordânia (16/6). Foto: APIsraelense chora durante preces em sinagoga por adolescentes desaparecidos na Cisjordânia (15/6). Foto: APFamília palestina observa soldados israelenses durante operação militar de busca por três adolescentes desaparecidos perto de Hebron, Cisjordânia (15/6). Foto: APSoldados israelenses prendem palestino na cidade de Hebron, Cisjordânia, durante buscas por adolescentes desaparecidos (14/6). Foto: APSoldados israelenses se posicionam perto da cidade cisjordana de Hebron enquanto buscam três adolescentes desaparecidos (13/6) . Foto: AP

A revelação contradiz a especulação de alguns comentaristas israelenses e palestinos, segundo os quais os sequestradores teriam a intenção de fazer reféns para negociar uma troca de prisioneiros, mas entraram em pânico e atiraram neles.

A morte dos três estudantes seminaristas judeus ocorreu após o colapso das negociações de paz intermediadas pelos EUA em abril. Um dos jovens, Naftali Fraenkel, de 16 anos, também era cidadão norte-americano.

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A polícia de Israel acredita que as mortes motivaram judeus de extrema direita a sequestrar e queimar até a morte um jovem palestino, como ato de vingança, e o incidente também contribuiu para a irrupção de três semanas de confrontos entre combatentes do Hamas na Faixa de Gaza e forças militares de Israel.

Desaparecidos desde que saíram para uma caminhada em 12 de junho, os corpos dos adolescentes foram descobertos em 30 de junho. Israel culpou o Hamas por suas mortes, mas o grupo islâmico palestino nem confirmou nem negou a alegação.

Segundo um oficial dos EUA envolvido com a investigação, "houve dez tiros com arma de fogo", disse à Reuters em condição de anonimato.

O silenciador levou os investigadores dos EUA a acreditarem que os captores planejavam matar os três adolescentes desde o começo, disse um oficial norte-americano.

Autoridades israelenses não quiseram responder ao posicionamento norte-americano sobre a investigação, dizendo que ela ainda estava em andamento.

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