Milícia muçulmana sunita, que tomou grandes áreas na Síria e Iraque, postou na internet fotos dos prováveis homens-bomba

Militantes islâmicos assumiram a responsabilidade por ataques suicidas em Bagdá e há sinais de que o impasse que paralisou o Parlamento iraquiano pode finalmente estar chegando ao fim diante da ameaça representada pelo Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) , que tomou o controle de grande parte do país, segundo informações desta terça-feira (8).

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Membros do grupo xiita Asaib Ahl al-Haq transportam caixões de combatentes que foram mortos em confronto com militantes do Estado Islâmico em Najaf (7/07)
Reuters
Membros do grupo xiita Asaib Ahl al-Haq transportam caixões de combatentes que foram mortos em confronto com militantes do Estado Islâmico em Najaf (7/07)

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O grupo muçulmano sunita, que se apoderou de grandes áreas da Síria e do Iraque, postou na Internet fotos de dois homens com lenços cobrindo seus rostos, posando com metralhadoras diante da bandeira preta e branca do Estado Islâmico. Eles foram identificados como os homens-bomba que se explodiram em Bagdá e seriam do Líbano e da Líbia.

Cinco pessoas morreram na primeira explosão em um café no bairro Washash na noite de domingo. Quatro policiais e três civis foram mortos no dia seguinte em um posto de controle em Kadhimiya, um bairro do norte.

Ambos os bairros são predominantemente muçulmanos xiitas, o que aumenta o medo de que capital possa retornar aos dias de conflitos sectários de 2006 e 2007. Bagdá tinha sido palco de poucos ataques em comparação com a violência em outras áreas atingidas pela ofensiva-relâmpago do Estado Islâmico no mês passado.

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As esperanças de que a paralisação política em Bagdá chegaria ao fim com a formação de um novo governo para enfrentar a insurgência foram frustradas na segunda-feira, quando o Parlamento adiou a sua próxima reunião por cinco semanas. No entanto, essa decisão foi revertida 24 horas depois.

Na terça-feira, o presidente em exercício do novo Parlamento, Mehdi al-Hafidh, disse que o legislativo vai antecipar a sessão para domingo, em vez de 12 de agosto, como fora divulgado na segunda-feira.

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"Qualquer atraso pode pôr em risco a segurança do Iraque e seu curso democrático e aumentar o sofrimento do povo iraquiano", disse o presidente do Parlamento.

Líder

Vídeo publicado no sábado (5) mostra o suposto líder do grupo extremista discursando em mesquita iraquiana no que seria uma rara - se não primeira - aparição pública do sombrio militante.

As imagens foram divulgadas em ao menos dois sites conhecidos por divulgar conteúdo da milícia, mas não foi possível verificar de forma independente se a pessoa indicada era de fato o líder do grupo, Abu Bakr al-Baghdadi. Ele trazia o logotipo da al-Furqan, um braço de mídia dos terroristas.

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Por meio da força bruta e astúcia, o EIIL tomou o controle de uma vasta faixa de terra abrangendo a Síria e o Iraque e declarou o estabelecimento de um Estado islâmico ou califado nesses territórios. A milícia proclamou al-Baghdadi líder do Estado e exigiu que todos os muçulmanos jurem lealdade a ele.

"Os mujahedin foram recompensados ​por Deus com a ​vitória depois de anos de jihad. Eles foram capazes de atingir seu objetivo e se apressaram em anunciar o califado e escolher o Imam", diz ele no vídeo, referindo-se ao líder.

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"É um fardo aceitar essa responsabilidade de estar no comando", ele acrescenta. "Eu não sou melhor do que você ou mais virtuoso do que você. Se você me ver no caminho certo, me ajude. Se você me ver no caminho errado, me aconselhe e detenha-me. E eu obedecerei tanto quanto obedeço a Deus."

Após análise inicial, um alto funcionário da inteligência iraquiana diz que o homem do vídeo parece mesmo ser al-Baghdadi.

*Com Reuters e AP

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