Hamas promete vingança por mortes em Gaza; Israel convoca reservistas

Por iG São Paulo |

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Grupo acusa forças israelenses de matar 6 de seus militantes; Israel nega. Suspeitos confessam ter matado jovem palestino

As Forças Armadas israelenses convocaram reservistas nesta segunda-feira para uma possível escalada das hostilidades com os palestinos na Faixa de Gaza, onde o Hamas disse que seis de seus combatentes foram mortos em ataques aéreos, o que Israel negou.

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AP
Iluminador do Exército de Israel explode sobre a fronteira entre Israel e Gaza

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O Hamas prometeu vingança pelo que disse ter sido o ataque mais letal da onda de violência desencadeada pelo sequestro e morte de três jovens israelenses e um adolescente palestino.

Militantes palestinos mantiveram os rotineiros ataques com foguetes contra o território israelense ao mesmo tempo que os linhas-duras na coalizão do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu faziam pressão por medidas mais pesadas contra o Hamas, a força dominante na Faixa de Gaza.

Um porta-voz militar israelense, tenente coronel Peter Lerner, afirmou que a aviação havia bombardeado "instalações do terror e lançadores de foguetes ocultos", mas não atacou a área de Rafah, no sul do enclave, onde morreram os homens do Hamas.

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Lerner declarou também que os disparos de foguete de Gaza contra Israel por combatentes do Hamas significam que "agora os militares israelenses estão falando em preparativos para uma escalada". As Forças Armadas convocaram centenas de reservistas e estão prontas para mobilizar um total de 1,5 mil soldados, disse.

Pela manhã o braço armado do Hamas afirmou que seis de seus membros tinham sido mortos nos ataques aéreos e um outro fora retirado dos escombros gravemente ferido. Esse foi o maior número de mortes entre os militantes do Hamas desde a guerra em Gaza no final de 2012.

Iluminador do Exército de Israel explode sobre a fronteira entre Israel e Gaza (7/7). Foto: APAções contra Gaza ocorreram em retaliação a ataques com foguetes contra Israel no domingo (7/7). Foto: AFPTariq Abu Khdeir, cidadão dos EUA que parentes dizem ter sido espancado e preso por policiais israelenses durante confrontos desatados pela morte de Mohammed Abu Khdeir (6/7). Foto: APMilitantes palestinos seguram armas durante coletiva na cidade de Gaza (5/7). Foto: ReutersSuha, mãe de Mohammed Abu Khudair, mostra foto do filho no celular em sua casa em Shuafat, subúrbio árabe de Jerusalém (2/7). Foto: ReutersPalestino usa um estilingue para atirar  pedra em direção à polícia israelense durante confrontos em Shuafat, subúrbio árabe de Jerusalém (2/7). Foto: ReutersPrimeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu (D), é visto perto de pais de adolescentes encontrados mortos na Cisjordânia (1/7). Foto: APIsraelense chora durante funeral de três adolescentes israelenses encontrados mortos na Cisjordânia (1/7). Foto: APPalestino inspeciona danos causados na casa de Amer Abu Aisheh, um dos dois palestinos vistos por Israel como suspeitos pelo sequestro e morte de jovens, na Cisjordânia (1/7). Foto: APIsraelenses seguram bandeira com as fotos de três jovens israelenses que desapareceram na Cisjordânia em 12 de junho (29/6). Foto: APPalestinos mascarados simpatizantes do Hamas simulam a prisão de soldados israelenses durante ação em apoio aos palestinos na Cisjordânia (20/6). Foto: ReutersPalestinos se preparam para lançar pedras durante confrontos com soldados israelenses em Jenin, Cisjordânia (19/6)
. Foto: APParentes de palestino morto em ação de Israel choram na casa da família no campo de refugiados de Jalazoun, nos arredores de Ramallah, Cisjordânia (16/6). Foto: APPalestinos carregam corpo de jovem morto em operação de Israel no campo de refugiados de Jalazoun, nos arredores de Ramallah, Cisjordânia (16/6). Foto: APIsraelense chora durante preces em sinagoga por adolescentes desaparecidos na Cisjordânia (15/6). Foto: APFamília palestina observa soldados israelenses durante operação militar de busca por três adolescentes desaparecidos perto de Hebron, Cisjordânia (15/6). Foto: APSoldados israelenses prendem palestino na cidade de Hebron, Cisjordânia, durante buscas por adolescentes desaparecidos (14/6). Foto: APSoldados israelenses se posicionam perto da cidade cisjordana de Hebron enquanto buscam três adolescentes desaparecidos (13/6) . Foto: AP

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Os militares israelenses disseram que a aviação teve como alvo "instalações do terrorismo e lançadores de foguetes escondidos ao longo da Faixa de Gaza", depois que cerca de 25 projéteis foram disparados contra Israel no domingo.

Os disparos de foguetes a partir da Faixa de Gaza, território sob controle do Hamas, continuaram nesta segunda-feira e um soldado israelense ficou ferido, disse o Exército do país.

A tensão entre israelenses e palestinos se elevou por causa do assassinato de três adolescentes judeus na Cisjordânia, região sob ocupação de Israel, o qual o país atribuiu ao grupo Hamas, e de um garoto palestino de 16 anos em Jerusalém Oriental.

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Israel anunciou ter prendido seis judeus suspeitos do assassinato de Mohamed Abu Khudair, aparentemente por vingança. Nesta segunda-feira, os três suspeitos confessaram o crime e reconstituíram o incidente para as autoridades.

O corpo carbonizado de Khudair foi encontrado em Jerusalém na quarta-feira, um dia depois do enterro de Naftali Fraenkel e Gil-Ad Shaer, ambos de 16 anos, e de Eyal Yifrah, de 19 anos.

*Com Reuters e AP

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