Ataques israelenses matam nove na Faixa de Gaza

Por BBC Brasil | - Atualizada às

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Bombardeios foram resposta a ações palestinas contra Israel; polícia prende suspeitos pela morte de adolescente palestino

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Nove palestinos foram mortos na noite de domingo (6) em incursões israelenses na Faixa de Gaza em resposta a ataques palestinos contra Israel horas antes.

Ontem: Israel prende suspeitos pelo assassinato de adolescente palestino

AFP
Incursões em Gaza ocorreram em retaliação a ataques com foguetes contra Israel no domingo


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O grupo palestino Hamas informou que seis de seus membros morreram em um único ataque, perto de Rafah. Outras três pessoas morreram em outras ações pelo território. Militares israelenses disseram que os bombardeios foram em resposta a pelo menos 25 ataques com foguetes e morteiros contra Israel no domingo.

As ações israelenses tiveram como alvo posições clandestinas usadas pelos militantes, informaram fontes militares. Por sua vez, o braço militar do Hamas, as Brigadas Izzedine al-Qassam, prometeram que Israel vai pagar "um preço tremendo" pelos ataques.

Tensão

A tensão na região vem crescendo desde a semana passada, quando o jovem palestino Mohammed Abu Khadair, de 16 anos, foi sequestrado e morto no leste de Jerusalém.

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A polícia acredita que o crime teria sido em vingança pela morte de três jovens israelenses no território ocupado da Cisjordânia. Naftali Frenkel e Gilad Shaer, de 16 anos, e Eyal Yifrach, de 19, desapareceram quando faziam uma trilha há três semanas. Seus corpos foram achados na segunda-feira.

No final de semana a polícia prendeu seis isra lenses suspeitos de envolvimento na morte do adolescente palestino, entre eles, menores. Eles devem continuar a ser interrogados nesta segunda-feira.

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O correspondente da BBC em Jerusalém Kevin Connolly diz que Israel prendeu centenas de membros do Hamas em busca dos responsáveis pelo sequestro e morte dos israelenses.

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Isto ajudaria a explicar, segundo ele, a intensificação dos bombardeios de Gaza contra Israel. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, prometeu punir os responsáveis pela morte de Mohammed Abu Khdair.

Iluminador do Exército de Israel explode sobre a fronteira entre Israel e Gaza (7/7). Foto: APAções contra Gaza ocorreram em retaliação a ataques com foguetes contra Israel no domingo (7/7). Foto: AFPTariq Abu Khdeir, cidadão dos EUA que parentes dizem ter sido espancado e preso por policiais israelenses durante confrontos desatados pela morte de Mohammed Abu Khdeir (6/7). Foto: APMilitantes palestinos seguram armas durante coletiva na cidade de Gaza (5/7). Foto: ReutersSuha, mãe de Mohammed Abu Khudair, mostra foto do filho no celular em sua casa em Shuafat, subúrbio árabe de Jerusalém (2/7). Foto: ReutersPalestino usa um estilingue para atirar  pedra em direção à polícia israelense durante confrontos em Shuafat, subúrbio árabe de Jerusalém (2/7). Foto: ReutersPrimeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu (D), é visto perto de pais de adolescentes encontrados mortos na Cisjordânia (1/7). Foto: APIsraelense chora durante funeral de três adolescentes israelenses encontrados mortos na Cisjordânia (1/7). Foto: APPalestino inspeciona danos causados na casa de Amer Abu Aisheh, um dos dois palestinos vistos por Israel como suspeitos pelo sequestro e morte de jovens, na Cisjordânia (1/7). Foto: APIsraelenses seguram bandeira com as fotos de três jovens israelenses que desapareceram na Cisjordânia em 12 de junho (29/6). Foto: APPalestinos mascarados simpatizantes do Hamas simulam a prisão de soldados israelenses durante ação em apoio aos palestinos na Cisjordânia (20/6). Foto: ReutersPalestinos se preparam para lançar pedras durante confrontos com soldados israelenses em Jenin, Cisjordânia (19/6)
. Foto: APParentes de palestino morto em ação de Israel choram na casa da família no campo de refugiados de Jalazoun, nos arredores de Ramallah, Cisjordânia (16/6). Foto: APPalestinos carregam corpo de jovem morto em operação de Israel no campo de refugiados de Jalazoun, nos arredores de Ramallah, Cisjordânia (16/6). Foto: APIsraelense chora durante preces em sinagoga por adolescentes desaparecidos na Cisjordânia (15/6). Foto: APFamília palestina observa soldados israelenses durante operação militar de busca por três adolescentes desaparecidos perto de Hebron, Cisjordânia (15/6). Foto: APSoldados israelenses prendem palestino na cidade de Hebron, Cisjordânia, durante buscas por adolescentes desaparecidos (14/6). Foto: APSoldados israelenses se posicionam perto da cidade cisjordana de Hebron enquanto buscam três adolescentes desaparecidos (13/6) . Foto: AP

Terça: Dezenas de milhares em Israel participam de funeral de jovens sequestrados

Netanyahu ligou para o pai do jovem para expressar sua solidariedade à família pelo que chamou de "crime abominável". O enterro do adolescente na sexta-feira desencadeou uma série de confrontos entre policiais e jovens palestinos em Jerusalém e em cidades no norte do país.

"Não vamos permitir que extremistas, estejam eles do lado que estiverem, mergulhem a região em um banho de sangue", disse Netanyahu em um pronunciamento na televisão logo após a prisão de suspeitos pela morte de Khdair.

A ministra da Justiça israelense, Tzipi Livni, disse que seu departamento está investigando comentários de incitamento à rivalidade entre palestinos e israelenses nas redes sociais. "Essas situações têm de ser cortadas enquanto são pequenas" disse ela ao Canal 2.

O presidente Shimon Peres também estaria em contato com líderes árabes para tentar acalmar a tensão entre os dois lados.

Grupo nega envolvimento: Israel diz que Hamas 'pagará preço' por morte de jovens

Prisões e abusos

Cerca de 50 pessoas foram presas nos protestos que se seguiram ao enterro do jovem palestino. Um deles é o primo da vítima, Tariq Khadair, que também é cidadão americano. Segundo sua família, o jovem de 15 anos teria sido agredido por policiais israelenses mesmo depois de imobilizado.

O Departamento de Estado americano disse estar "profundamente apreensivo" com os relatos de violência e o Ministério da Justiça de Israel informou ter aberto uma investigação.

Segunda: Israel encontra corpos que seriam de jovens sequestrados

Tariq Khdair, que frequenta uma escola na Flórida, foi libertado sob fiança no domingo após comparecer em um tribunal, acusado de atacar policiais. Seus pais negam que ele esteja envolvido com o grupo que atirou pedras contra os agentes.

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