Israel reforça presença de tropas perto de Gaza em meio ao aumento de tensão

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Aviação israelense lança ataques contra supostos alvos do Hamas; ação militar mais recente na área ocorreu em 2012

O Exército de Israel reforçou nesta quinta-feira (3) a presença de suas forças ao longo da volátil fronteira com a Faixa de Gaza, de acordo com funcionários da Defesa, em resposta à intensificação do lançamento de foguetes enquanto as tensões continuam em alta após a morte de três adolescentes israelenses e de um jovem árabe que os palestinos dizem ter sido assassinado por vingança.

Ontem: Palestinos entram em choque com forças de Israel após descoberta de corpo

Reuters
Suha, mãe de Mohammed Abu Khudair, mostra foto do filho no celular em sua casa em Shuafat, subúrbio árabe de Jerusalém (2/07)


Terça: Dezenas de milhares em Israel participam de funeral de jovens sequestrados

A movimentação de tanques e forças de artilharia acontece após mais uma noite de pesados lançamento de foguetes, incluindo barragens que atingiram duas casas na cidade de Sderot. A última grande operação israelense na Faixa de Gaza, território controlado pelo grupo militante Hamas, ocorreu no final de 2012.

Israel acusou o Hamas de estar por trás do sequestro e assassinato de três jovens israelenses na Cisjordânia e prendeu centenas de militantes do grupo como parte de uma ampla caçada na maior operação terrestre na Cisjordânia em quase uma década.

Grupo nega envolvimento: Israel diz que Hamas 'pagará preço' por morte de jovens

Os palestinos, entretanto, acusaram extremistas israelenses de sequestrar e matar o adolescente no leste de Jerusalém em um suposto ataque de vingança. Jovens atiraram pedras em confronto com a polícia israelense durante toda a quarta (2).

Desde que os adolescentes israelenses desapareceram, dezenas de foguetes foram lançados contra Israel, que respondeu com ataques aéreos contra supostos alvos militantes. Dois palestinos da milícia foram mortos em um ataque aéreo na semana passada e um jovem palestino foi morto por um ataque com foguete errante. Não houve acidentes graves no lado israelense.

Segunda: Israel encontra corpos que seriam de jovens sequestrados

Dezenas de foguetes atingiram Israel nesta quinta incluindo ataques a Sderot. A ação acabou com a energia elétrica em parte da cidade, mas não deixou feridos. Israel diz ter respondido com ataques aéreos durante a noite em 15 alvos do Hamas.

Iluminador do Exército de Israel explode sobre a fronteira entre Israel e Gaza (7/7). Foto: APAções contra Gaza ocorreram em retaliação a ataques com foguetes contra Israel no domingo (7/7). Foto: AFPTariq Abu Khdeir, cidadão dos EUA que parentes dizem ter sido espancado e preso por policiais israelenses durante confrontos desatados pela morte de Mohammed Abu Khdeir (6/7). Foto: APMilitantes palestinos seguram armas durante coletiva na cidade de Gaza (5/7). Foto: ReutersSuha, mãe de Mohammed Abu Khudair, mostra foto do filho no celular em sua casa em Shuafat, subúrbio árabe de Jerusalém (2/7). Foto: ReutersPalestino usa um estilingue para atirar  pedra em direção à polícia israelense durante confrontos em Shuafat, subúrbio árabe de Jerusalém (2/7). Foto: ReutersPrimeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu (D), é visto perto de pais de adolescentes encontrados mortos na Cisjordânia (1/7). Foto: APIsraelense chora durante funeral de três adolescentes israelenses encontrados mortos na Cisjordânia (1/7). Foto: APPalestino inspeciona danos causados na casa de Amer Abu Aisheh, um dos dois palestinos vistos por Israel como suspeitos pelo sequestro e morte de jovens, na Cisjordânia (1/7). Foto: APIsraelenses seguram bandeira com as fotos de três jovens israelenses que desapareceram na Cisjordânia em 12 de junho (29/6). Foto: APPalestinos mascarados simpatizantes do Hamas simulam a prisão de soldados israelenses durante ação em apoio aos palestinos na Cisjordânia (20/6). Foto: ReutersPalestinos se preparam para lançar pedras durante confrontos com soldados israelenses em Jenin, Cisjordânia (19/6)
. Foto: APParentes de palestino morto em ação de Israel choram na casa da família no campo de refugiados de Jalazoun, nos arredores de Ramallah, Cisjordânia (16/6). Foto: APPalestinos carregam corpo de jovem morto em operação de Israel no campo de refugiados de Jalazoun, nos arredores de Ramallah, Cisjordânia (16/6). Foto: APIsraelense chora durante preces em sinagoga por adolescentes desaparecidos na Cisjordânia (15/6). Foto: APFamília palestina observa soldados israelenses durante operação militar de busca por três adolescentes desaparecidos perto de Hebron, Cisjordânia (15/6). Foto: APSoldados israelenses prendem palestino na cidade de Hebron, Cisjordânia, durante buscas por adolescentes desaparecidos (14/6). Foto: APSoldados israelenses se posicionam perto da cidade cisjordana de Hebron enquanto buscam três adolescentes desaparecidos (13/6) . Foto: AP

Dia 27: Israel aponta dois militantes do Hamas como principais suspeitos em sequestro

O Hamas tomou o controle de Gaza das forças leais ao presidente palestino apoiado pelo Ocidente, Mahmoud Abbas, em 2007. Abbas recentemente formou um governo de unidade apoiado pelo Hamas para acabar com os sete anos de dilema, mas a milícia, que possui milhares de foguetes, permanece no firme controle da faixa costeira.

Israel ameaçou tomar medidas duras contra o Hamas em resposta à morte dos três jovens, apesar de o Hamas negar sua participação no crime. Nesta quinta, os ônibus que transportam tropas israelenses foram vistos seguindo para zona da fronteira de Gaza, onde os soldados organizavam equipamentos. Um oficial militar israelense descreveu os movimentos das tropas como "defensiva".

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"Se o Hamas mantiver as coisas tranquilas, manteremos também", disse ele, que falou sob condição de anonimato sob diretrizes militares.

Em Jerusalém Oriental, as tensões permaneceram elevadas enquanto a polícia continua a investigar o desaparecimento de Mohammed Abu Khdeir, 16, cuja família diz ter sido sequestrado na quarta, pouco antes de um corpo carbonizado ter sido encontrado em uma floresta de Jerusalém.

Os parentes de Khdeir acusam extremistas judeus de matá-lo para vingar a morte dos três jovens israelenses que sumiram entres os dias 12 e 13 de junho e cujos corpos foram encontrados em um campo na Cisjordânia na segunda. Centenas de judeus marcharam pelo centro de Jerusalém na terça-feira prometendo vingança.

A suspeita da morte inflamou confrontos em Jerusalém Oriental entre palestinos, que atiravam pedras, e forças israelenses, que responderam com granadas de efeito moral e balas revestidas de borracha. Os manifestantes montaram barricadas com pneus em chamas e incendiaram estações de trens de liga leve, deixando ruas cobertas de pedras e detritos. 

A polícia ainda tenta identificar o corpo, mas a família de Abu Khdeir já montou tenda de luto perto de mesquita em Jerusalém Oriental. Cerca de 100 pessoas lotaram a tenda nesta quinta para prestar condolências.

O clima era de tranquilidade na manhã desta quinta em Jerusalém Oriental, mas a polícia disse que unidades patrulhavam a área. Um cinegrafista da Associated Press filmou um grafite que dizia em hebraico "morte a Israel" e "morte aos judeus". Segundo a polícia, eles tentavam identificar o motivo por trás do assassinato.

"A investigação está em andamento para determinar se esse foi um ato criminoso ou nacionalista", disse o porta-voz da polícia Micky Rosenfeld.

O incidente provocou condenação internacional e motivou pedidos de calma dos líderes israelenses. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu exigiu uma investigação rápida do "assassinato repreensível". Já o presidente palestino disse que estava claro que extremistas judeus foram responsáveis ​​pela morte e apelou a Israel para levar os assassinos à Justiça.

*Com AP

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