Monica Lewinsky relembra 'humilhação' de caso com Clinton em entrevista

Por Reuters |

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Declaração foi dada ao canal National Geographic, em sua 1ª entrevista à televisão em uma década, que vai ao ar domingo

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Getty Images
Monica Lewinsky em foto de arquivo

Monica Lewinsky, a ex-estagiária da Casa Branca cujo caso com Bill Clinton nos anos 1990 quase destruiu sua presidência, disse que acabou se sentindo “a mulher mais humilhada do mundo”.

A primeira entrevista dela à televisão em uma década é parte do documentário “Os anos 1990: A Última Grande Década?”, do canal National Geographic, que vai ao ar no domingo. Monica virou motivo de chacota de comediantes.

“Fui a mulher mais humilhada do mundo”, declarou, de acordo com uma prévia da entrevista veiculada no programa "Today", da rede NBC, nesta terça-feira. “Ser chamada de idiota, vadia, perua, miolo mole e ser mostrada fora do contexto foi angustiante.”

O caso levou ao impeachment de Clinton na Câmara dos Deputados, mas o Senado o inocentou, e Clinton terminou seu segundo mandato em 2001.

Na entrevista para a National Geographic, ela relembrou o dia de 1998 no qual o promotor especial Kenneth Starr divulgou um relatório sobre o escândalo, incluindo detalhes vívidos sobre seu caso com Clinton, como um dos piores da sua vida.

“Eu nunca tinha sofrido uma humilhação naquele nível, até aquele dia”, disse Monica. “Quer dizer, foi agressão em cima de agressão.”

Monica praticamente sumiu de vista desde que o escândalo esfriou, mas seu nome reapareceu no panorama político norte-americano em fevereiro, quando a ex-primeira-dama e pré-candidata democrata à presidência Hillary Clinton a teria chamado de “uma narcisista tonta” em um artigo baseado em documentos de um amigo do seu marido, Bill.

A ex-estagiária rompeu o longo silêncio no mês passado em um artigo para a revista Vanity Fair, no qual afirma se arrepender profundamente do que aconteceu e estar “determinada a dar um final diferente” à sua história.

O senador Rand Paul, do Kentucky, provável pré-candidato presidencial republicano, acusou os democratas de “hipocrisia” por afirmarem apoiar os direitos da mulher e dar carta branca a Bill Clinton para seu comportamento “predatório” com Monica.

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