Premiê jura vingança: 'Eles foram sequestrados e assassinados a sangue frio por animais. O Hamas é responsável e vai pagar'

Dezenas de milhares em luto convergiram nesta terça-feira para o centro de Israel para o funeral de três adolescentes encontrados mortos na Cisjordânia depois de uma busca de duas semanas e de uma forte repressão contra o grupo militante Hamas, com líderes israelenses acusando o grupo de sequestrar e matar os jovens.

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Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu (D), é visto perto de pais de adolescentes encontrados mortos na Cisjordânia
AP
Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu (D), é visto perto de pais de adolescentes encontrados mortos na Cisjordânia

Segunda: Israel encontra corpos que seriam de jovens sequestrados

Em comunicado logo após os corpos terem sido encontrados, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, jurou vingança. “Eles foram sequestrados e assassinados a sangue frio por animais”, disse. "O Hamas é responsável, e o Hamas pagará”, afirmou. O Hamas, porém, negou as alegações de Israel.

Na praça de Tel Aviv, onde o premiê Yitzhak Rabin foi assassinado em 1995, dezenas de israelenses acenderam velas em homenagem aos adolescentes na segunda-feira, um dia depois que milhares compareceram a uma vigília por eles no mesmo local.

O Hamas foi abalado pela prisão de dezenas dos seus ativistas durante a operação militar israelense realizada na Cisjordânia nas últimas três semanas para localizar os jovens, que Israel disse também ter almejado enfraquecer o movimento militante. Até seis palestinos morreram em resultado da batida israelense, disseram moradores da região.

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Os sequestros perto de um assentamento da Cisjordânia chocaram os israelenses, que cerraram fileiras com as famílias das vítimas. “Em nome do povo de Israel, desejo dizer às suas queridas famílias... que nossos corações estão em pedaços, a nação inteira chora com vocês”, declarou Netanyahu.

Os corpos de Gil-Ad Shaer e do israelo-americano Naftali Fraenkel, ambos de 16 anos, e de Eyal Yifrah, de 19 anos, foram encontrados em um campo perto de Hebron, um reduto militante e cidade-natal de dois membros do Hamas identificados por Israel como os sequestradores, ainda foragidos, informaram fontes de segurança.

Aparentemente, os adolescentes foram mortos a tiros pouco depois de terem sido sequestrados enquanto pediam carona, disseram as autoridades. “Estavam sob uma pilha de rochas, em um campo aberto”, declarou o tenente-coronel Peter Lerner, um porta-voz dos militares.

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A mídia de Israel relatou que o caso foi solucionado depois que parentes dos supostos sequestradores foram interrogados. Um grande número de soldados se reuniu no local para recuperar os restos mortais.

Netanyahu aproveitou o ensejo para exigir que o presidente palestino, Mahmoud Abbas, revogue o acordo de reconciliação firmado em abril com o Hamas, seu adversário de longa data, e que levou à formação de um governo de unidade em 2 de junho.

Abbas repudiou o sequestro e pediu a cooperação de suas forças de segurança, atraindo críticas do Hamas e minando sua popularidade entre os palestinos revoltados pelo que viram como um conluio de Abbas com Israel. Os EUA condenaram o sequestro e exortaram Israel a buscar uma resposta adequada.

*Com Reuters e AP

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