Presidente descartou renovar cessar-fogo, afirmando que prosseguiria com a ofensiva para livrar a Ucrânia de 'parasitas'

Forças ucranianas atacaram bases separatistas pró-Rússia nesta terça-feira em regiões do leste do país, com bombardeios aéreos e disparos de artilharia, depois que o presidente Petro Poroshenko anunciou que não renovaria o cessar-fogo , mas prosseguiria com a ofensiva para livrar a Ucrânia de "parasitas".

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Combatente pró-Rússia corre em frente de grande pôster durante confronto perto do departamento de polícia regional no centro de Donetsk, leste da Ucrânia
AP
Combatente pró-Rússia corre em frente de grande pôster durante confronto perto do departamento de polícia regional no centro de Donetsk, leste da Ucrânia

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Poucas horas após o anúncio de Poroshenko no início da manhã, os militares passaram à ação contra bases e postos de controle dos rebeldes no leste, região onde o separatismo está em efervescência desde abril.

Ao informar que as forças ucranianas haviam lançado ataques "por terra e ar", o Ministério da Defesa disse: "O plano dos terroristas de escalar significativamente o confronto armado vem sendo afetado e a ameaça de perdas para a população civil e o pessoal militar foi liquidada." Não há até o momento relatos sobre vítimas.

Poroshenko, que acusa a Rússia de atiçar o conflito e permitir que combatentes e equipamentos cruzem a fronteira para dar apoio aos rebeldes, se opôs a uma nova prorrogação de um cessar-fogo unilateral de dez dias, depois de conversações por telefone que incluíram o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e os líderes da França e da Alemanha.

Veja imagens de militantes pró-Rússia e de militares russos na Ucrânia:

Demonstrando impaciência com o que ouviu de Putin, Poroshenko disse no comunicado da manhã desta terça-feira que a Ucrânia não viu "passos concretos para desescalar a situação, incluindo o fortalecimento dos controles na fronteira".

De forma enfática, a Rússia pediu ao governo ucraniano que encerre as operações militares e retome o cessar-fogo no leste da Ucrânia. "Nós exigimos que as autoridades ucranianas se abstenham de bombardear vilarejos e cidades civis do próprio país e retomem um autêntico, e não um falso, cessar-fogo para salvaguardar as vidas do povo", disse o Ministério de Relações Exteriores em um comunicado.

*Com Reuters

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