Busca por adolescentes desatou uma caçada humana frenética e ampla repressão contra o grupo militante islâmico Hamas

Autoridades de segurança dizem que o Exército israelense teria encontrado os corpos de três adolescentes israelenses que foram sequestrados na Cisjordânia há pouco mais de duas semanas. A descoberta macabra é resultado de uma busca frenética que causou a maior operação terrestre de Israel no território palestino em quase uma década e levantou temores de uma retomada dos confrontos com o Hamas.

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Sob condição de anonimato, as autoridades disseram que os corpos foram achados enterrados nesta segunda-feira em um campo perto da vila de Halhul, no norte de Hebron, próximo ao local onde os jovens desapareceram entre 12 e 13 de junho na Cisjordânia. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, convocou uma reunião de segurança do gabinete para discutir o caso.

Os três adolescentes - Eyal Yifrach, 19, Gilad Shaar, 16, e Naftali Frenkel, 16 (que tem cidadania israelo-americana) - desapareceram após pedir carona ao deixar uma escola religiosa no assentamento israelense de Gush Etzion. Apesar dos riscos, pedidos de carona são comuns entre israelenses para entrar ou sair dos assentamentos na Cisjordânia.

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O Exército de Israel e a agência de segurança Shin Bet anunciaram na noite desta segunda-feira (horário local) que os corpos haviam sido encontrados. "Os corpos passam atualmente por uma identificação forense. As famílias dos jovens sequestrados foram notificadas", disse o Exército. 

Na semana passada, a Agência de Segurança de Israel disse acreditar que "dois ativistas do Hamas em Hebron" estavam por trás do desaparecimento dos jovens .

A busca pelos adolescentes se tornou uma obsessão nacional, desatando uma caçada humana frenética e ampla repressão contra o grupo militante islâmico Hamas. Nos dias seguintes ao desaparecimento, os soldados israelenses detiveram 400 suspeitos palestinos.

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O presidente palestino, Mahmud Abbas, condenou os sequestros, e suas forças se coodenaram de forma próxima com Israel durante as buscas dos adolescentes. Mas Netanyahu pediu que Abbas dissolvesse um governo de unidade recentemente formado com o apoio do Hamas, dizendo ser impossível alguém estar comprometido com a paz enquanto se senta com o grupo que sequestra israelenses. Até agora Abbas rejeitou o pedido, dizendo que seu novo governo está comprometido com seu programa político. O Hamas não faz parte de seu governo, mas deu seu apoio de fora.

*Com AP e CNN

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