Na 5ª, presidente da Câmara disse considerar ação legal contra uso de ordens executivas e outras medidas por líder americano

Reuters

O presidente norte-americano, Barack Obama, ficou enfurecido nesta sexta-feira com os republicanos que ameaçaram processá-lo por emitir ordens executivas para implementar políticas que dificilmente seriam aprovadas na Câmara dos Deputados, dominada pelos seus adversários.

Ano eleitoral: Obama tenta superar legado de 2013 ao iniciar últimos anos de governo

Presidente dos EUA, Barack Obama, segura Olivia Hughes, de 6 meses, na Casa Branca, Washington
AP
Presidente dos EUA, Barack Obama, segura Olivia Hughes, de 6 meses, na Casa Branca, Washington

Dia 11: Líder republicano na Câmara renunciará após perder primária para o Tea Party

“Eles não fazem outra coisa além de me bloquear e ofender”, disse Obama em um discurso sobre economia no fim de uma visita de dois dias a Minnesota.

Obama reagiu a uma ameaça do presidente da Câmara dos Deputados, John Boehner, que na quinta-feira disse considerar uma ação legal para acusar o presidente de extrapolar seus limites constitucionais ao adotar uma série de ordens executivas e outras medidas.

Obama está empenhado na campanha dos candidatos democratas ao Congresso neste ano, já que os republicanos têm uma chance de assumir o controle do Senado e aprofundar sua maioria na Câmara. Tal desfecho sepultaria as chances de Obama de obter a aprovação de leis importantes, como a reforma imigratória.

Neste ano, Obama usou as ordens executivas em temas como energia e educação para contornar a oposição republicana. Seu governo também propôs regulamentos para limitar as emissões de carbono de usinas de energia e estuda maneiras de suavizar a repressão à imigração.

Veja imagens do presidente dos EUA:

“Adotamos essas ações, e agora os republicanos estão bravos comigo por adotá-las. Não estão fazendo nada, e depois ficam bravos comigo por fazer algo. Não sei bem qual das coisas que fiz os ofende mais, mas decidiram me processar por fazer meu trabalho”, afirmou Obama no seu discurso.

As ações de Obama revoltaram seus adversários, e Boehner alegou que o presidente abusou da sua autoridade executiva ao implementar políticas sem apoio do Congresso.

O porta-voz de Boehner, Michael Steel, rejeitou as críticas do presidente, dizendo: “O povo norte-americano, seus representantes legais e a Suprema Corte expressaram sérias preocupações com a incapacidade de o presidente seguir a Constituição.”

Obama afirmou à plateia à qual falava que a inação republicana “deixa vocês loucos... e eu também”. "Às vezes eu tenho de ser, vocês sabem, político sobre como eu digo as coisas, mas estou achando que ultimamente eu só quero dizer o que está na minha mente", disse.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.