Human Rights Watch: Insurgentes mataram ao menos 160 em cidade iraquiana

Por Reuters |

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ONG estima que entre 160 e 190 homens foram mortos em pelo menos dois lugares dentro e ao redor de Tikrit, no norte do país

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Fotografias e imagens de satélites indicam que insurgentes do grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) realizaram execuções em massa na cidade de Tikrit, norte do país, informou a ONG Human Rights Watch nesta sexta-feira (27).

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O EIIL, composto por radicais islâmicos que querem recriar califados medievais do Iraque a Síria, avançaram sobre grande parte do norte do Iraque quase sem resistência, tomando cidades como Mosul e Tikrit, assumindo controle de postos de fronteira e se aproximando a uma distância de cerca de 100 quilômetros da capital, Bagdá.

De acordo com a Human Rights Watch (HRW), entre 160 e 190 homens foram mortos em pelo menos dois lugares dentro e ao redor de Tikrit - cidade-natal do finado ditador iraquiano Saddam Hussein - de 11 a 14 de junho.

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A entidade afirmou ainda que o total de mortos pode ser muito maior, e que a dificuldade de localizar os corpos e chegar ao local não permitiram uma investigação completa. Fotos publicadas no website do HRW mostram uma fileira de homens com a cabeça para baixo em trincheiras sendo baleados por um grupo de homens.

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. Foto: APImagem postada em site militante em 14/6 parece mostrar membros do EIIL com soldados iraquianos à paisana capturados após tomada de base em Tikrit, Iraque. Foto: APCombatentes iraquianos xiitas seguram suas armas enquanto gritam palavras de ordem contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante em Cidade Sadr, Bagdá (13/6). Foto: APVoluntários esperam para se juntar ao Exército e combater militantes predominantemente sunitas em Bagdá, Iraque (13/6). Foto: ReutersPresidente dos EUA, Barack Obama, fala sobre a situação no Iraque em pronunciamento na Casa Branca, em Washington (13/6). Foto: APImagem postada em Twitter militante mostra membro do Estado Islâmico do Iraque e do Levante com sua bandeira em base militar na Província de Ninevah, Iraque (12/6). Foto: APImagem publicada por militantes no Twitter mostra combatentes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante em local na fronteira entre o Iraque e a Síria (12/6). Foto: APMuitas famílias começaram a deixar Mosul depois de ocupação por insurgentes sunitas (13/6). Foto: ReutersForças de segurança curda se posicionam do lado de fora da cidade petrolífera de Kirkuk após abandono de tropas iraquianas (12/6). Foto: APVeículos queimados pertencentes às forças de segurança iraquianas são vistos em posto de controle no leste de Mosul (11/6). Foto: ReutersPolicial federal do Iraque monta aguarda enquanto colega faz buscas em carro em posto de controle de Bagdá, Iraque (11/6). Foto: APFamílias que fogem da violência na cidade de Mosul esperam em posto de controle nos arredores de Irbil, região do Curdistão iraquiano (10/6). Foto: ReutersRefugiados que deixam Mosul se dirigem à região autônoma curda em Irbil, Iraque, a 350 km a norte de Bagdá (10/6). Foto: APMilitares se preparam para assumir suas posições durante confrontos com militantes no norte da cidade de Mosul, Iraque (9/06). Foto: AP

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“As fotos e imagens de satélite de Tikrit fornecem forte evidência de um terrível crime de guerra que precisa de mais investigação”, disse o diretor de emergências do Human Rights Watch, Peter Bouckaert, em um comunicado. “Eles e outras forças violentas devem saber que os olhos dos iraquianos e do mundo estão observando.”

A Organização das Nações Unidas (ONU) informou na terça que ao menos 1 mil, maioria civis, acabaram sendo mortos e um número equivalente ficou ferido em combate e outras formas de violência no Iraque em junho, à medida que o EIIL avançava pelo norte. A cifra inclui um número confirmado de vítimas de execuções sumárias cometidas pelo EIIL, assim como prisioneiros mortos por forças iraquianas.

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Ofensiva

Helicópteros iraquianos dispararam contra um câmpus universitário em Tikrit, no norte do país, para forçar a saída de insurgentes que ocuparam a cidade durante a violenta ofensiva que lhes garantiu o controle da maior parte das regiões de maioria sunita, levando-os a se aproximar de Bagdá.

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Tikrit caiu há 15 dias nas mãos dos rebeldes sunitas liderados pelos combatentes do EIIL. As forças iraquianas lançaram o ataque aéreo na cidade na quinta, enviando comandos para um estádio em helicópteros. Ao menos um caiu depois de ficar sob fogo dos insurgentes.

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"Eu e minha família partimos esta manhã. Pudemos ouvir disparos. Os helicópteros estão atacando a área", disse Farhan Ibrahim Tamimi, professor universitário que fugiu de Tikrit rumo a uma cidade vizinha.

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