Jovens seguiram ao Palácio da Justiça após quase uma semana em frente a igreja de Caracas; eles foram detidos em protestos

Agência Brasil

Um grupo de jovens universitários radicalizou greve de fome iniciada para exigir a libertação de centenas de estudantes detidos durante protestos na Venezuela.

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Homem com o rosto pintado com as cores da bandeira venezuelana participa de manifestação em apoio ao líder da oposição Leopoldo López em Caracas (18/06)
AP
Homem com o rosto pintado com as cores da bandeira venezuelana participa de manifestação em apoio ao líder da oposição Leopoldo López em Caracas (18/06)


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Há seis dias em greve de fome na porta da Igreja de La Chinquinquirá, em Caracas, os jovens dirigiram-se na quinta ao Palácio da Justiça onde, antes de radicalizar o movimento, apelaram às autoridades para conceder "plena liberdade" a mais de 2 mil pessoas que se encontram em regime de apresentação periódica por participação em manifestações.

Outros ativistas concentraram-se no Ministério Público, também na capital, em protesto pela acusação formal de que foram alvo vários companheiros, por instigação ao crime, em manifestações ocorridas desde fevereiro.

Na cidade de San Cristóbal, a 810 quilômetros a sudoeste de Caracas, jovens entregaram uma carta no Consulado da Colômbia, pedindo intervenção para que sejam libertados vários companheiros detidos há vários meses na capital, onde participaram de protestos.

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Estudantes da Universidade Católica de Táchira pediram também a libertação do opositor Daniel Ceballos, que foi destituído do cargo de presidente da Câmara Municipal de San Cristóbal. Alguns também iniciaram greve de fome no consulado.

Já em Valência, estado de Carabobo, a 180 quilômetros a oeste de Caracas, centenas de funcionários da Nestlé manifestaram-se por causa da paralisação de uma fábrica, há duas semanas, por falta de matéria-prima para fazer tampas para compotas.

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Os manifestantes temem ficar desempregados e queixam-se de que as dificuldades têm condicionado a produção, que passou de uma média anual de 14 mil toneladas para 9 mil no espaço de 12 meses.

Também em Valência, médicos e enfermeiras protestaram no Ministério de Saúde, exigindo a reativação das obras de construção do Hospital Jesus de Nazaré, que deveriam ter sido concluídas em março de 2011. Os profissionais se queixam do número insuficiente de camas, salas de cirurgia e de parto em funcionamento em vários centros de saúde da cidade.

Em Barquisimeto, estado de Lara, a 380 quilômetros a sudoeste de Caracas, um grupo bloqueou os acessos à urbanização Valle Hondo, em protesto pelas falhas elétricas, pelas demoradas filas para comprar produtos, contra a inflação e para exigir mais segurança.

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Em Guayana, 690 quilômetros a sudeste de Caracas, manifestantes incendiaram, nessa quinta-feira, um veículo da empresa estatal Indústria Venezuelana de Alumínio. Há mais de quatro meses são registrados protestos diários na Venezuela devido à crise econômica, inflação, escassez de produtos, insegurança, corrupção, à ingerência cubana e repressão por parte de organismos de segurança do Estado.

Alguns protestos acabaram em confrontos violentos, durante os quais, segundo fontes oficiais, morreram pelo menos 43 pessoas, incluindo dez policiais ou militares. Por outro lado, 900 pessoas ficaram feridas e mais de 3.200 foram detidas, das quais 200 continuam presas, incluindo vários estudantes universitários.

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