Voos têm objetivo de proteger civis e forças militares dos EUA em Bagdá. Sistani pede novos nomes para o governo até terça

Os EUA começaram a voar drones (aviões não tripulados) armados sobre Bagdá para proteger os civis e as forças militares americanas na capital iraquiana, disse uma fonte do Pentágono nesta sexta-feira. Vários Predators armados com mísseis Hellfire estão sendo usados na missão, disse o funcionário sob condição de anonimato.

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Foto de 21/6/2007 mostra drone MQ-4 Predator na Base Aérea de Balad, norte de Bagdá, Iraque
AP
Foto de 21/6/2007 mostra drone MQ-4 Predator na Base Aérea de Balad, norte de Bagdá, Iraque

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O uso dos drones tem o objetivo de melhorar os voos de reconhecimento que vêm sendo feitos por aeronaves tripuladas e não tripuladas algumas dezenas de vezes diárias sobre o Iraque em dias recentes por causa do avanço, desde o dia 10, de militantes sunitas liderados pelo Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL).

O funcionário afirmou que as Forças Armadas devem fornecer proteção aos interesses americanos e que o presidente Barack Obama ainda não autorizou ataques aéreos contra os militantes sunitas.

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O Pentágono disse na quinta-feira que quatro equipes das forças especiais do Exército chegaram a Bagdá, levando o total de soldados dos EUA no país para 90 dos 300 prometidos por Obama . Os americanos aconselharão e prestarão auxílio às forças iraquianas de contraterrorismo.

Pressão sobre o premiê

Nesta sexta, a maior autoridade xiita do Iraque, o grão-aiatolá Ali Sistani, pediu que os blocos políticos do Iraque cheguem a um acordo para a escolha do primeiro-ministro do próximo governo, presidente e presidente do Parlamento, antes de o Parlamento se reunir na terça-feira.

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Ele disse que, depois do decreto presidencial para a convocação do novo Parlamento, "o que é exigido dos blocos políticos é chegar a um acordo sobre as três presidências nos dias restantes até essa data", referindo-se aos cargos de primeiro-ministro, presidente e presidente do Parlamento.

Em um discurso semelhante ao da semana passada, ele afirmou que um novo Parlamento deveria começar a trabalhar e iniciar o processo de formação de um novo governo o mais rápido possível.

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O primeiro-ministro Nuri al-Maliki, que enfrenta crescentes apelos de seus adversários e de alguns de seus ex-aliados para deixar o cargo, enquanto tenta conquistar um terceiro mandato, disse que está comprometido com o processo de formação de um novo governo.

O discurso de Sistani foi lido por seu representante, o xeque Abdel Mehdi al-Karbalai, no santuário do imã Hussein em Karbala, diante de milhares de seguidores.

Reverenciado por milhões, o aiatolá vem congregando a população xiita do Iraque ao mesmo tempo em que grupos armados sunitas liderados pelo EIIL se apoderam de grandes áreas do norte do Iraque e rumam para Bagdá.

*Com AP e Reuters

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