País sofre com crescente nº de blecautes; críticos atribuem problemas às baixas tarifas e ao limitado investimento estatal

Um apagão deixou várias partes da Venezuela sem eletricidade nesta sexta-feira e interrompeu por duas vezes a transmissão ao vivo de um discurso do presidente do país, Nicolás Maduro, que disse que as autoridades investigavam o problema.

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Segurança caminha enquanto espera retorno da eletricidade após um apagão em setembro do ano passado na Venezuela
Reuters
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De acordo com o jornal venezuelano El Universal, ao menos 15 Estados venezuelanos registraram cortes de energia depois de uma falha na linha San Gerónimo-La Arenosa às 15 horas locais (16h30 em Brasília). Segundo informações extraoficiais, o problema deixou 60% do país sem luz.

De acordo com o ministro de Energia Elétrica venezuelano, Jesse Chacón, o problema deixou parcialmente sem luz a capital, Caracas, e os Estados do centro e oeste do país.

Segundo usuários do Twitter, entre as cidades atingidas está Maracaibo, a segunda maior da Venezuela, e o centro industrial de Valencia.

A Venezuela, membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), tem sofrido com um crescente número de apagões nos últimos anos, o que os críticos atribuem às baixas tarifas elétricas e ao investimento estatal limitado após a nacionalização do setor de energia em 2007.

"Parece que há alguns problemas, nós vamos investigar o que está acontecendo com o serviço de energia em algumas partes do país", disse Maduro no discurso.

A imagem da televisão ficou congelada por vários segundos durante a transmissão da cerimônia de uma premiação jornalística nacional. As palavras "parece que caiu a energia" puderam ser ouvidas ao fundo.

A mídia local afirmou que o serviço na maioria das linhas de metrô em Caracas foi interrompido com a queda de energia elétrica. Um representante da companhia estatal de petróleo PDVSA disse que não tinha recebido nenhuma informação de que a indústria petrolífera teria sido afetada.

A Corporação Elétrica Nacional (Corpoelec) e o Ministério da Energia não responderam aos pedidos para comentar o assunto.

*Com Reuters

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