Sobe para 22 o número de mortos após explosão de shopping na capital da Nigéria

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Uma das vítimas não resistiu aos ferimentos e morreu na noite de quarta; um suspeito foi morto e o outro preso, diz governo

Uma vítima da explosão de bomba em shopping da capital da Nigéria, Abuja, não resistiu aos ferimentos e morreu na noite de quarta (25), aumentando para 22 o número de mortos, informou porta-voz do Hospital Nacional nesta quinta-feira (26).

Ontem: Explosão atinge shopping e mata ao menos 21 na capital da Nigéria

AP
Equipes de resgate ajudam vítima de explosão em shopping de Abuja, Nigéria (25/06)


Testemunhas: Boko Haram sequestra mais 60 mulheres na Nigéria

De acordo com o governo, soldados atiraram e mataram um dos suspeitos pelo crime quando ele tentava fugir. Um outro foi preso.

A explosão de quarta em Abuja é a mais recente de uma série de ataques violentos atribuídos aos extremistas islâmicos do Boko Haram. Forças de segurança nigerianas não conseguem controlar os ataques quase diários.

Testemunhas dizem que partes de corpos ficaram espalhadas ao redor da saída do EMAB Plaza, localizado no sofisticado subúrbio de Wuse 11. Nuvens de fumaça preta podiam ser vistas a mais de um quilômetro de distância. Todos falaram sob condição de anonimato por medo de represálias.

Maio: Presidente da Nigéria anuncia ampla ofensiva contra o Boko Haram

Abuja, onde os militantes têm realizado vários ataques, fica no centro da Nigéria. Duas explosões separadas em maio deixaram mais de 120 mortos e cerca de 200 feridos em um terminal de ônibus. Ambos os ataques foram reivindicados pelo Boko Haram, que ameaçou realizar novos atos.

Saiba mais sobre o Boko Haram e outros grupos terroristas pelo mundo

Boko Haram: radicais islâmicos têm atacado a Nigéria com atentados, assassinatos e sequestros para derrubar o governo e criar Estado islâmico. Foto: APBoko Haram: traduzido, nome que designa o grupo significa 'a educação ocidental é pecado'. Há temores de que estejam ligados a grupos como a Al-Qaeda. Foto: APFrente al-Nusra: a Frente de Suporte para o Povo da Síria, em tradução livre, é uma milícia islâmica criada em 2012 que atua na guerra síria. Foto: Reprodução/YoutubeFrente al-Nusra: a milícia, descrita pelos próprios rebeldes como bem estruturada, luta contra o presidente sírio, Bashar al-Assad. Foto: Wikimedia CommonsEstado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL): grupo jihadista visa a formar emirado islâmico  em territórios no Iraque e na Síria. Foto: APEstado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL): os militantes foram considerados verdadeiras ameaças regionais pelos EUA após tomarem Mosul. Foto: APAl-Shabab: grupo somali tem ligações com a Al-Qaeda e promove ataques contra o Quênia desde 2011 em resposta ao envio de tropas do país à Somália. Foto: APAl-Shabab: grupo, cujo nome significa 'A Juventude', apareceu como ala radical da extinta União das Cortes Islâmicas da Somália em 2006. Foto: ReutersEmirado do Cáucaso: os rebeldes reivindicam a criação de um Estado islâmico independente na região russa que inclui a Chechênia. Foto: Reprodução/YoutubeAl-Qaeda na Península Arábica: braço do grupo terrorista no Iêmen querem, entre outros objetivos, atacar ocidentais e derrubar a família real saudita, aliada dos EUA. Foto: Reprodução/YoutubeTaleban: grupo integra o movimento islâmico nacionalista no Paquistão e Afeganistão e visa a expulsar invasores dos EUA e da Otan. Foto: APAl-Qaeda no Magreb Islâmico: com essa nomenclatura desde 2007, grupo atua na Argélia e em parceria com terroristas de países vizinhos. Ocidentais são alvos. Foto: Reprodução/YoutubeAl-Qaeda: rede criada por Osama bin Laden nos anos 1980 objetiva acabar com a influência ocidental em países muçulmanos. Foto: Reprodução/Youtube

Dia 14: Extremistas matam 14 em ataque contra espectadores de jogo da Copa

Na noite de terça, extremistas invadiram um posto de controle militar no nordeste do país e mataram ao menos 21 soldados. Eles também levaram alguns deles como reféns, segundo testemunhas.

Já na segunda-feira, a explosão de uma bomba em uma faculdade de medicina no norte de Kano deixou ao menos oito mortos. Na semana passada, pelo menos 14 morreram em explosão em Damaturu, capital do Estado de Yobe, no nordeste nigeriano, onde era exibido um jogo da Copa do Mundo.

Em maio, carros-bomba no centro da cidade de Jos deixaram mais de 130 mortos, enquanto um outro em um posto de ônibus deixou 24 mortos em um bairro cristão da cidade muçulmana de Kano.

O Boko Haram atraiu a atenção internacional após sequestraram mais de 200 estudantes em abril. Eles são acusados também pelo sequestro de 91 pessoas.

Militares e o governo da Nigéria dizem que estão ganhando a guerra, mas o ritmo e letalidade dos ataques aumentaram este ano deixando mais de 2 mil mortos até agora, em comparação com estimativa de 3,6 mil mortos nos últimos quatro anos.

A milícia tem o objetivo de fundar um Estado islâmico na Nigéria, nação do oeste africano que tem 170 milhões de habitantes quase igualmente divididos entre muçulmanos, no norte, e cristãos, no sul.

*Com AP

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