Quênia prende governador por atentados que mataram 65

Por Reuters |

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Presidente desconsiderou reivindicação de autoria feita pelo grupo islâmico al-Shabab e culpou políticos locais por violência

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A polícia queniana prendeu nesta quarta-feira um político que governa uma região do país, após acusá-lo por atentados que deixaram cerca de 65 mortos em sua área, segundo informaram a polícia e o governo central.

Dia 17: Presidente do Quênia culpa políticos do país por ataques

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Residente ergue cartaz enquanto participa de protesto contra os recentes ataques na cidade costeira queniana de Mpeketoni (17/6)

Dia 16: Atiradores deixam 48 mortos em ataque no Quênia; muçulmanos são poupados

"O governador de Lamu (condado), Issa Timamy, foi preso por causa da recente violência e mortes na área de Mpeketoni e para que compareça na quinta-feira perante o tribunal", informou a sede da presidência no Twitter.

"É verdade. Nós estamos com ele", confirmou à Reuters o chefe da polícia do condado de Mombasa, Robert Kitur. O condado de Lamu fica ao norte do condado de Mombasa, onde se situa o principal porto do país.

O grupo islâmico somali al-Shabab assumiu responsabilidade pelos ataques deste mês na região de Mpeketoni, em Lamu, mas o presidente queniano, Uhuru Kenyatta, não levou em consideração tal declaração e afirmou que os políticos locais estavam por trás dos atentados.

O Quênia foi alvo de violência étnica no passado, especialmente depois da contestada eleição de 2007, quando cerca de 1,2 mil foram mortos em confrontos tribais. Lamu fica numa área abalada há décadas por disputas de fundo étnico por causa de terras e outras questões.

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