Partido de presidente da Venezuela suspende dirigente por críticas ao governo

Por Reuters |

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Suspensão de Navarro, que foi ministro em várias ocasiões do governo Chávez, sinaliza crescente dissidência na coalizão

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Héctor Navarro publicou carta pedindo que fossem investigadas as denúncias de que o governo não administrou corretamente bilhões de dólares por meio do controle cambial

O Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) suspendeu um dos seus ideólogos e ex-ministro por apoiar recentes denúncias de corrupção contra o governo de Nicolás Maduro, de acordo com a mídia local, em um sinal de que o presidente enfrenta uma crescente dissidência na sua coalizão.

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Héctor Navarro, diretor nacional do PSUV, publicou na véspera uma carta em um popular portal governista apoiando o ex-ministro do Planejamento Jorge Giordani e pedindo que fossem investigadas as denúncias que indicavam que o governo não administrou corretamente bilhões de dólares por meio do controle cambial.

Navarro, que foi ministro em várias ocasiões durante o mandato de Hugo Chávez, que morreu em 5 de março de 2013, terá de explicar a sua posição ao tribunal disciplinar do PSUV, escreveu o dirigente em uma nota pública reproduzida pela mídia local.

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As críticas recentes marcam uma ruptura em relação ao mandato de Chávez, que teve um estilo de comando semelhante ao dos quartéis, ajudando a manter a disciplina dentro da heterodoxa coalizão que liderou por 14 anos.

Embora Maduro não tenha mencionado diretamente os ex-ministros, ele prometeu que dirá muitas verdades para derrubar a máscara deles, referindo-se aos seus detratores, e disse que nem "a direita golpista" nem a "esquerda ultrapassada" o impedirão de continuar com as suas funções de governo.

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Na carta publicada na terça-feira, o ex-ministro da Educação expressou solidariedade a Giordani e criticou os membros do governo que o chamaram de traidor, indicando que Maduro "precisa refletir" e responder "às muitas questões que surgem a partir da denúncia".

"O traidor é Giordani porque, por exemplo, denunciou a alocação de dólares para empresas fantasmas e propôs ações para evitar que isso acontecesse?", diz na carta publicada no site chavista Aporrea.org.

As autoridades reconheceram a fuga de pelo menos US$ 20 bilhões nos últimos anos para a compra de matérias-primas e produtos acabados por meio de alocações a empresas de fachada, por meio do rigoroso controle cambial mantido pela Venezuela desde 2003.

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