Pedido da Human Rights Watch (HRW) visa estimular o governo venezuelano a abordar a grave situação interna imediatamente

A ONG Human Rights Watch (HRW), que atua na defesa dos direitos humanos, pediu nesta quinta-feira (26) à União de Nações Sul-Americanas (Unasul) para “estimular o governo venezuelano a abordar imediatamente a grave situação na área”, em carta enviada a vários ministros dos Negócios Estrangeiros.

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Manifestantes anti-governo seguram bandeira nacional na frente de muro onde se lê 'A justiça e a liberdade', durante manifestação em Caracas (24/06)
Reuters
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Essa carta refere-se a um relatório da HRW sobre a situação no país desde o início das manifestações , em 12 de fevereiro, que ocorrem quase diariamente.

“Enquanto diversos organismos internacionais, incluindo relatores de direitos humanos das Nações Unidas e do Parlamento Europeu, expressaram a sua preocupação com as violações de direitos humanos na Venezuela, a Unasul não condenou os gravíssimos abusos cometidos por agentes estatais venezuelanos”, diz o diretor da HRW para as Américas, José Miguel Vivanco.

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O pedido foi endereçado aos ministros dos Negócios Estrangeiros da Argentina, do Brasil, Chile, da Colômbia, do Equador, Peru e Uruguai.

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A organização de defesa dos direitos humanos apela à Unasul para que “perante a inexistência, na Venezuela, de um poder judicial independente capaz de travar os abusos do governo (…) exorte a administração de [Nicolás] Maduro a proteger os direitos dos manifestantes”, em alusão ao Tratado Constitutivo da Unasul de 2008.

O tratado estabelece que “tanto a integração quanto a união sul-americana se fundam nos princípios da democracia - participação cidadã e pluralismo e direitos humanos universais, indivisíveis e interdependentes”, lembra a HRW.

Justiça venezuelana

O procurador-geral da Venezuela acusa um ex-legislador da oposição por uma série de crimes, incluindo fraude fiscal. As autoridades anunciaram as acusações contra Richard Mardo na quarta, em Caracas.

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Mardo, de 44 anos, nega as acusações e diz que elas fazem parte de um jogo político. A Assembléia Nacional controlada por aliados do presidente Nicolás Maduro despojou a imunidade parlamentar de Mardo. A oposição afirma que as acusações são uma tentativa forjada para silenciar um crítico.

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Além de fraude fiscal, Mardo é acusado de lavagem de dinheiro e por esconder algumas de suas fontes de renda. Nos últimos meses, vários líderes da oposição têm sido alvos dos tribunais, como Leopoldo López , preso desde fevereiro, e a ex-legislador da oposição María Corina Machado .

*Com AP e Agência Brasil

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