Putin pede cancelamento de permissão para intervir militarmente na Ucrânia

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Anúncio foi feito nesta terça por porta-voz do presidente russo Dmitry Peskov; Parlamento deve votar sobre o pedido na quarta

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, pediu ao parlamento para cancelar resolução que sancionava o uso da força militar na Ucrânia, disse seu porta-voz, Dmitry Peskov, nesta terça-feira (24).

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AP
Vladimir Putin participa de cerimônia em homenagem a morte de soldado do lado de fora do Kremlin em Moscou, Rússia (22/06)


Sexta: Presidente da Ucrânia anuncia cessar-fogo unilateral de uma semana

A ação acontece enquanto rebeldes pró-Rússia no leste da Ucrânia anunciaram que respeitariam cessar-fogo declarado pelo presidente ucraniano, Petro Poroshenko, na semana passada, aumentando as esperanças de um fim aos meses de combates que mataram centenas e tiraram milhares de suas casas.

Segundo Peskov, Putin escreveu para o chefe da alta câmara do Parlamento russo pedindo que seu pedido para o uso de intervenção militar no país, realizado no dia 1º de março, fosse revogado.

Putin emitiu o pedido ao parlamento depois que o então presidente pró-russo da Ucrânia Viktor Yanukovych foi deposto em fevereiro, após meses de protestos de rua. Em março, a região ucraniana da Criméia foi anexada pela Rússia depois de ter sido ocupada por tropas que Putin admitiu terem sido forças do exército russo.

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A solicitação de Putin marca mais um esforço do Kremlin em acalmar a crise antes de uma visita do presidente a Viena, nesta terça, onde o líder russo se reunirá com a Organização para agentes de segurança e de cooperação que ajudou a intermediar as negociações de paz entre Kiev e Moscou. Kiev e os governos ocidentais têm frequentemente acusado a Rússia de apoiar os rebeldes e acumular tropas na fronteira com a Ucrânia se preparando para uma possível invasão.

Veja fotos sobre a ocupação militar russa na Ucrânia

Comboio de caminhões brancos com ajuda humanitária deixa Alabino, nos arredores de Moscou, Rússia (12/08). Foto: APManifestante ao lado de transeuntes na Praça da Independência em Kiev (9/08). Foto: ReutersManifestante segura coquetel molotov enquanto tenta impedir que trabalhadores municipais e voluntários limpem barricadas em Kiev (9/08). Foto: ReutersMembro de equipe antibomba inspeciona cratera com os restos de um projétil depois de uma noite de combates em Donetsk, Ucrânia (6/08). Foto: APMulher deixa prédio danificado por suposto bombardeio levando seus pertences na área central de Donetsk, Ucrânia (29/07). Foto: ReutersRebeldes pró-Rússia em um tanque com a bandeira da Rússia em uma estrada a leste de Donetsk, Ucrânia (21/07). Foto: APPrimeiro-ministro ucraniano Arseniy Yatsenyuk, à dir., conversa com um oficial durante inspecção ao Exército fora da cidade de Slovyansk, Ucrânia (16/07). Foto: APPremiê ucraniano, Arseniy Yatsenyuk (E), cumprimenta soldado ao inspecionar tropas em Slovyansk, leste da Ucrânia (16/07). Foto: APMulher chora perto de prédio que desmoronou após ataque aéreo em Snizhne, a 100 km a leste da cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia (15/07). Foto: APCombatente da República Popular de Donetsk se despede de sua família, que deixa essa cidade no leste da Ucrânia para refugiar-se na Rússia (14/07). Foto: APCombatentes separatistas pró-russos esperam atrás de sacos de areia em posto de controle em Donetsk, Ucrânia (10/07). Foto: ReutersMilitares ucranianos perto das armas apreendidas de separatistas pró-russos perto Slaviansk, Ucrânia (8/07). Foto: ReutersMilitante mascarado pró-Rússia organiza o trânsito em posto de controle após ataque das tropas ucranianas em Slovyansk (24/4). Foto: APAtiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo (21/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional capturado em Donetsk. Cartaz diz: 'EUA, tirem as mãos do leste da Ucrânia' (19/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia olha para o lado de fora de janela em prédio da administração regional de Donetsk, Ucrânia (18/4). Foto: APAtirador pró-Rússia abre caminho para veículo de combate com homens armados em seu topo em Slovyansk, Ucrânia (16/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia (15/4). Foto: APAtivista pró-Rússia é visto durante invasão de delegacia na cidade de Horlivka, leste da Ucrânia (14/4). Foto: APAtivistas armados pró-Rússia ocupam a delegacia de polícia no leste da Ucrânia, na cidade de Slaviansk (12/04). Foto: APAtivistas pró-Rússia ocupam delegacia de polícia e constroem uma barricada na cidade ucraniana oriental de Slovyansk (12/04). Foto: APHomens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3). Foto: APSoldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3). Foto: ReutersUm homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3). Foto: ReutersMarinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3). Foto: APCriança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3). Foto: APSoldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3). Foto: APGrupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APComboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APHomem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

Quinta: Otan diz que mais tropas da Rússia se instalam na fronteira com Ucrânia

Mercados russos, abalados pela crise na Ucrânia e uma série de sanções impostas pelos EUA e a União Europeia contra as autoridades russas e empresários, subiram 1,6% nesta terça-feira após o anúncio de Peskov, atingindo quatro meses de alta.

A resolução de março foi aprovada por unanimidade pela alta câmara do Parlamento russo. Na terça-feira, o membro do parlamento Valery Shnyakin disse que a casa votaria no mais recente pedido de Putin na quarta (25), de acordo com a RIA Novosti.

O cessar-fogo no leste da Ucrânia parecia estar vigente em grande parte da região nesta terça. Soldados em um posto de controle em Dovhenke, a 50 quilômetros ao norte do reduto rebelde de Slovyansk, foram vistos relaxando perto de barricadas ou praticando exercícios.

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Vladislav Seleznev, porta-voz da operação ucraniana no leste, disse que as forças rebeldes atacaram uma base ucraniana ao norte de Slovyansk na segunda, mas não houve combates durante a noite.

Em outro ponto de verificação controlado pelo governo fora da Slovyansk, porém, as tropas disseram terem sofrido ataques com tiro na manhã desta terça e os cerca de 15 soldados que equipam o posto de controle pareceram estarem tenso com a situação.

*Com AP

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