Relatório mostra que ao menos 1.075, 757 civis, foram mortos entre os dias 5 e 22 de junho; milícia continua a avançar no país

Ao menos 1.075 pessoas, a grande maioria civis, foram mortas no Iraque em junho deste ano, enquanto insurgência sunita ultrapassa as principais áreas do país, informou a ONU nesta terça-feira (24).

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Corpos de vítimas mortos na província de Tuz Khurmato são enterrados em Kirkuk, Iraque (23/06)
Reuters
Corpos de vítimas mortos na província de Tuz Khurmato são enterrados em Kirkuk, Iraque (23/06)


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Segundo a equipe dos direitos humanos da organização no Iraque, cerca de 757 civis foram mortos e 599 feridos nas províncias de Nínive, Diyala e Salah al-Din, de 5 a 22 de junho, quando as tropas lideradas pelo governo xiita em Bagdá não conseguiram conter o avanço do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, o EIIL .

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"Esses números - que deve ser visto como mínimos - incluem uma série de execuções sumárias e extrajudiciais de civis, policiais e soldados 'hors' que estavam em combate", disse o porta-voz do escritório de direitos humanos da ONU, Rupert Colville, usando o termo francês para os soldados fora de combate.

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A equipe no Iraque disse que mais 318 foram mortos e 590 feridos no mesmo período em Bagdá e nas áreas ao sul, muitos deles vítimas de pelo menos seis bombas. Eles também estão tentando verificar o que Colville chamou de "uma série de supostas violações de direitos humanos que vêm ocorrendo no Iraque" com os avanços do EIIL desde o início deste mês.

Colville disse aos jornalistas em Genebra que os sequestros de estrangeiros continuam nas províncias do norte e em Bagdá, incluindo 48 cidadãos turcos, levados do consulado da Turquia quando a milícia capturou Mosul, e 40 indianos que trabalhavam para uma empresa de construção civil iraquiana.

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Mas segundo ele, 16 georgianos sequestrados há dez dias foram libertados e 44 outros trabalhadores estrangeiros levados pelo EIIL quando o grupo capturou Al-Door também foram libertados e retornaram com segurança depois de líderes tribais locais assumiram as negociações entre o exército iraquiano e a milícia.

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"Tragicamente alguns dos raptados foram posteriormente encontrados mortos e execuções sumárias também, aparentemente, continuam acontecendo", afirmou Colville.

*Com AP

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