Segundo testemunhas no nordeste do país, extremistas levaram também 31 meninos; já as forças de segurança negaram a ação

Extremistas islâmicos do Boko Haram sequestraram mais 60 meninas e 31 meninos de aldeias no nordeste da Nigéria, testemunhas disseram nesta terça-feira (24).

Dia 10: Boko Haram sequestra mais 20 mulheres na Nigéria

Martha Mark, mãe de Monica Mark, uma das sequestradas em escola nigeriana, chora ao mostrar foto da jovem na casa da família em Chibok, Nigéria (19/05)
AP
Martha Mark, mãe de Monica Mark, uma das sequestradas em escola nigeriana, chora ao mostrar foto da jovem na casa da família em Chibok, Nigéria (19/05)

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As forças de segurança, porém, negam a ação. Governo e militares da Nigéria têm atraído muitas críticas por sua lenta resposta aos sequestros de mais de 200 estudantes no dia 15 de abril.

Não houve nenhuma maneira independente de confirmar os relatos vindos de Kummabza, a 150 km de Maiduguri, capital do estado de Borno e sede de um estado militar de emergência, que não conseguiu reduzir os ataques quase diários por combatentes do grupo extremista.

Segundo Kummabza Aji Khalil, que mora na região, os sequestros ocorreram no sábado após ataque que deixou quatro moradores mortos. Khalil é membro de um dos grupos de vigilantes que tiveram algum sucesso em repelir ataques do Boko Haram.

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Um vereador local sênior do governo de Damboa disse à Associated Press que os raptos haviam ocorrido, mas pediu anonimato porque não estava autorizado a dar informações aos jornalistas. Ele disse que os sobreviventes idosos do ataque tinham andado cerca de 25 quilômetros para outras aldeias cuja segurança é relativamente maior.

O secretário do conselho Damboa, Modu Mustapha, informou não poder confirmar ou negar os sequestros e encaminhou repórteres ao presidente do conselho, Alamin Mohammed, que não respondeu telefonemas ou respondeu as mensagens de texto.

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A milícia tem exigido a libertação de membros detidos em troca de reféns, mas o presidente Goodluck Jonathan disse descartar essa possibilidade. A estratégia para resgatar as meninas parece ter chegado a um impasse. Os militares da Nigéria afirmam saber onde elas estão, mas temem que os extremistas matem o grupo, caso ocorra uma ação militar.

Questões políticas também têm prejudicado a questão, já que muitos estão focados nas eleições presidenciais de fevereiro de 2015. A primeira-dama da Nigéria, Patience Jonathan, e alguns outros defensores do governo alegam que os relatórios sobre os sequestros de abril foram fabricados para desacreditar seu marido.

Semana passada, uma comissão presidencial que investiga o crime informou o número de alunas levadas pelo grupo: foram raptadas 395 estudantes, 119 escaparam durante o cerco e outra 57 escaparam logo nos primeiros dias, deixando outras 219 desaparecidas.

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Na segunda-feira, explosão em uma faculdade de medicina na cidade de Kano matou pelo menos oito e feriu 12, de acordo com a polícia. Foi a terceira explosão de bomba em quatro meses em Kano, segunda maior cidade da Nigéria.

Também no sábado, mesmo dia dos recentes sequestros, dezenas de combatentes do Boko Haram atacaram outras quatro aldeias perto Chibok, cidade onde as estudantes foram raptadas. Testemunhas disseram que pelo menos 33 moradores foram mortos, bem como seis vigilantes e cerca de 20 combatentes da milícia.

*Com AP

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