Insurgentes sunitas capturam três cidades em Anbar, no Iraque

Por Reuters |

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Militantes sunitas liderados pelo ISIL, uma ramificação linha dura da al Qaeda, tomaram as cidades de Rawa, Ana e Rutba

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 Um grupo dissidente da al-Qaeda foi em direção ao leste de um posto de controle de fronteira entre o Iraque e a Síria neste domingo (22) e capturou três cidades da província ocidental de Anbar. Esse foi mais um esforço para expulsar as forças de segurança iraquianas de regiões sunitas muçulmanas, disseram testemunhas e fontes de segurança.

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Os militantes sunitas liderados pelo Estado Sunita Militante no Iraque e o Levante (ISIL), uma ramificação linha dura da al Qaeda, pressionou o exército das cidades e vilarejos em todo o norte e oeste do Iraque nas duas últimas semanas, chocando o governo liderado pelos xiitas.

No sábado (21), os combatentes tomaram o posto de controle perto da cidade de al-Qaim, ajudando o ISIL a garantir as linhas de abastecimento para a Síria, onde ele tem se aproveitado do caos dos três anos de revolta contra o presidente Bashar al-Assad, para estabelecer uma importante presença na região.


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. Foto: APImagem postada em site militante em 14/6 parece mostrar membros do EIIL com soldados iraquianos à paisana capturados após tomada de base em Tikrit, Iraque. Foto: APCombatentes iraquianos xiitas seguram suas armas enquanto gritam palavras de ordem contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante em Cidade Sadr, Bagdá (13/6). Foto: APVoluntários esperam para se juntar ao Exército e combater militantes predominantemente sunitas em Bagdá, Iraque (13/6). Foto: ReutersPresidente dos EUA, Barack Obama, fala sobre a situação no Iraque em pronunciamento na Casa Branca, em Washington (13/6). Foto: APImagem postada em Twitter militante mostra membro do Estado Islâmico do Iraque e do Levante com sua bandeira em base militar na Província de Ninevah, Iraque (12/6). Foto: APImagem publicada por militantes no Twitter mostra combatentes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante em local na fronteira entre o Iraque e a Síria (12/6). Foto: APMuitas famílias começaram a deixar Mosul depois de ocupação por insurgentes sunitas (13/6). Foto: ReutersForças de segurança curda se posicionam do lado de fora da cidade petrolífera de Kirkuk após abandono de tropas iraquianas (12/6). Foto: APVeículos queimados pertencentes às forças de segurança iraquianas são vistos em posto de controle no leste de Mosul (11/6). Foto: ReutersPolicial federal do Iraque monta aguarda enquanto colega faz buscas em carro em posto de controle de Bagdá, Iraque (11/6). Foto: APFamílias que fogem da violência na cidade de Mosul esperam em posto de controle nos arredores de Irbil, região do Curdistão iraquiano (10/6). Foto: ReutersRefugiados que deixam Mosul se dirigem à região autônoma curda em Irbil, Iraque, a 350 km a norte de Bagdá (10/6). Foto: APMilitares se preparam para assumir suas posições durante confrontos com militantes no norte da cidade de Mosul, Iraque (9/06). Foto: AP

O objetivo declarado do ISIL é criar um califado islâmico que vai ignorar os limites estabelecidos pelas potências coloniais, há um século. Tribos sunitas nas regiões fronteiriças predominantemente desertas ocupam os dois lados da fronteira.

A queda de Qaim representou mais um passo para a concretização dos objetivos militares do ISIL, como uma fronteira do século 20 que pareceu desmoronar em um dia.

No domingo, militantes sunitas liderados pelo ISIL, expandiram seu controle para a cidade de Rawa e Ana, ao longo do Rio Eufrates, ao leste de al Qaim, assim como a cidade de Rutba, mais ao sul, em uma estrada que liga a Jordânia a Bagdá.

Um oficial da inteligência militar disse que as tropas se retiraram de Rawa e Ana depois que os militantes do ISIL atacaram os assentamentos na noite de sábado.

"“Tropas do exército se retiraram de Rawa, Ana e Rutba hoje de manhã e o ISIL agiu rapidamente para controlar completamente essas cidades",” disse o funcionário, falando sob condição de anonimato. "“Eles conquistaram Ana e Rawa hoje de manhã, sem lutar".

O escritório do comando militar do primeiro-ministro, disse que não tinha comentários imediatos a fazer e que fará uma atualização dos acontecimentos em uma entrevista coletiva mais tarde, no domingo.

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