Para Petro Poroshenko, ação 'não significa que não vamos lutar contra agressões', mas visa fomentar o desarme de insurgentes

O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko , declarou nesta sexta-feira (20) o cessar-fogo unilateral de Kiev por uma semana. A medida havia sido prevista antes da implementação do plano de paz.

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Criança olha para fora de carro em fila de carros para deixar a Ucrânia em Izvaryne ao longo da fronteira entre a Ucrânia e a Rússia
Reuters
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Militares ucranianos e insurgentes têm realizado Intensos combates contínuos sob relatos de que novos equipamentos militares haviam entrado na Ucrânia. No entanto, correspondentes dizem que rebeldes pró-russos parecem não ter nenhuma intenção de deixar suas armas.

Poroshenko disse que o cessar-fogo "não significa que não vamos lutar contra qualquer agressão contra nossas tropas", mas que ele tinha a intenção de dar tempo de os rebeldes se desarmarem. "Vamos fazer de tudo para proteger o território do nosso Estado", explicou ele.

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Agências de notícias ucranianas citam ainda um comandante rebelde sênior dizendo que os insurgentes não deixariam os confrontos de lado até que tropas do governo saíssem da região leste do país. O cessar-fogo foi anunciado um dia após Poroshenko realizar sua segunda conversa por telefone com o presidente da Rússia, Vladimir Putin.

O plano de paz proposto pelo presidente ucraniano promete descentralizar o poder e realizar eleições locais e parlamentares antecipadamente. Além disso, propõe a criação de uma zona tampão de 10 quilômetros na fronteira russo-ucraniana e um corredor seguro para os separatistas pró-russos deixarem as áreas de conflito.

Conflitos

Os combates se intensificaram pelo segundo dia consecutivo no leste da Ucrânia nesta sexta, um dia depois de pesados confrontos nos quais as forças do governo ucraniano disseram ter matado 300 separatistas.

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As cifras de mortos entre os separatistas pró-Rússia não puderam ser confirmadas de modo independente, embora um comandante rebelde tenha dito na quinta-feira que os insurgentes haviam sofrido "fortes perdas" quando sobrepujados por forças do governo apoiadas por blindados pesados.

As forças do governo disseram que sete de seus integrantes foram mortos nos combates de quinta-feira. Nesta sexta, os confrontos ocorreram a cerca de 100 quilômetros a fronteira com a Rússia.

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O conflito irrompeu a leste da cidade de Krasny Liman na madrugada de quinta-feira depois que separatistas pró-Rússia se recusaram a depor as armas e aderirem a um plano de paz proposto pelo presidente Petro Poroshenko, segundo as forças do governo.

As tropas governamentais estão gradualmente encurralando os insurgentes na área. Mas os separatistas, que se rebelaram contra o governo central de Kiev depois da derrubada do presidente Viktor Yanukovych , aliado dos russos, ainda controlam a estratégica cidade de Slaviansk.

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Vladyslav Seleznyov, porta-voz da "operação antiterrorista" do governo ucraniano, disse que cerca de 300 separatistas foram mortos em combate no entorno dos vilarejos de Yampil e Zakitne, no qual houve fogo de artilharia e ataques aéreos.

"Entre os soldados ucranianos houve sete mortos e 30 feridos. A ação militar continua", disse Seleznyov. 

*Com Reuters e BBC

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