Kiev diz que suprimentos dos combatentes como equipamentos militares e armas estão entrando no país por meio da fronteira

O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, vai pedir a criação de uma zona-tampão de 10 quilômetros na fronteira com a Rússia como parte de um plano de 14 tópicos para levar paz ao leste da Ucrânia, de acordo com uma cópia não oficial divulgada pela mídia local nesta sexta-feira (20).

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Petro Poroshenko, centro, cumprimenta o novo ministro das Relações Exteriores Pavlo Klimkin, à esq., e o ex-ministro Andriy Deshchytsia em Kiev, Ucrânia (19/06)
Reuters
Petro Poroshenko, centro, cumprimenta o novo ministro das Relações Exteriores Pavlo Klimkin, à esq., e o ex-ministro Andriy Deshchytsia em Kiev, Ucrânia (19/06)


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A Ucrânia diz que combatentes e suprimentos de armas e outros equipamentos militares russos vêm entrando no país para apoiar separatistas pró-Rússia e que o reforço do controle dos 1.900 quilômetros da fronteira é sua principal preocupação na área da segurança.

Não foram divulgados detalhes da proposta de criação da zona-tampão, explicitados em uma cópia fotografada do plano de 14 tópicos, divulgado pela mídia ucraniana. Também não ficou claro se toda a área desmilitarizada ficaria do lado ucraniano da fronteira ou também incluiria o lado russo nem como ficaria a situação das pessoas vivendo em ambas as partes.

O ministro interino da Defesa da Ucrânia, Mykhailo Koval, disse ao Parlamento nesta sexta-feira que as forças do governo retomaram o controle da fronteira e agora não há mais a possibilidade de equipamentos militares da Rússia serem entregues para os rebeldes.

Sanções contestadas

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A Rússia vai contestar, na Organização Mundial do Comércio (OMC), as sanções impostas a Moscou pelos Estados Unidos devido à crise na Ucrânia, anunciou nesta sexta o primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev.

"Os Estados Unidos aplicaram sanções contra a Rússia que vão ter consequências negativas para o comércio externo. Decidimos contestar essas sanções na OMC", declarou Medvedev durante um fórum internacional em São Petersburgo, transmitido pela televisão.

O chefe do governo russo considerou que o procedimento não será "simples, porque os Estados Unidos dominam a OMC".

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Membro da OMC desde o verão de 2012, a Rússia deu já início a vários procedimentos contra a União Europeia, mas nenhum contra os EUA. Os EUA impuseram várias sanções que visam diretamente a personalidades russas e ucranianas e empresas próximas do poder russo, desde o início da crise e da anexação da Crimeia (península da Ucrânia).

Medvedev acrescentou que esse procedimento "permitiria avaliar a imparcialidade e objetividade" da OMC.

*Com Reuters e Agência Brasil

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