Presidente da Ucrânia anuncia plano de cessar-fogo após conversa com Putin

Por Reuters |

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Proposta inclui anistia para separatistas que deixarem as armas e maior controle sobre a fronteira da Ucrânia com a Rússia

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Após uma conversa telefônica durante a noite com o presidente russo, Vladimir Putin, o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, apresentou nesta quarta-feira propostas para um plano de paz para o leste da Ucrânia envolvendo um cessar-fogo unilateral de forças do governo.

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AP
Mineiros marcham durante manifestação pela paz em Donetsk, leste da Ucrânia

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Falando aos alunos de um instituto militar em Kiev, Poroshenko delineou um plano de 14 passos, incluindo uma anistia para combatentes separatistas que deixarem as armas e maior controle sobre a fronteira da Ucrânia com a Rússia. O ministro em exercício da Defesa, Mykhailo Koval, disse a jornalistas na capital que o cessar-fogo “acontecerá nos próximos dias”.

A Ucrânia acusa a Rússia de apoiar os rebeldes do leste ucraniano, uma região industrial onde a maioria fala russo e se levantou contra o governo após os protestos em Kiev terem derrubado Viktor Yanukovych, um presidente próximo a Moscou. O governo ucraniano diz que os rebeldes estão trazendo armas através da fronteira com a Rússia.

“O plano começará com minha ordem de um cessar-fogo unilateral”, disse Poroshenko. “Imediatamente após isso, precisamos rapidamente conseguir apoio para o plano de cessar-fogo de todos os participantes.”

Poroshenko afirmou na segunda-feira que o cessar-fogo poderia começar apenas se a fronteira estiver segura e que havia ordenado às suas tropas que retomassem o controle dela para permitir a trégua e as conversações de paz.

Veja as imagens de pró-russos e de tropas da Rússia na Ucrânia:

Comboio de caminhões brancos com ajuda humanitária deixa Alabino, nos arredores de Moscou, Rússia (12/08). Foto: APManifestante ao lado de transeuntes na Praça da Independência em Kiev (9/08). Foto: ReutersManifestante segura coquetel molotov enquanto tenta impedir que trabalhadores municipais e voluntários limpem barricadas em Kiev (9/08). Foto: ReutersMembro de equipe antibomba inspeciona cratera com os restos de um projétil depois de uma noite de combates em Donetsk, Ucrânia (6/08). Foto: APMulher deixa prédio danificado por suposto bombardeio levando seus pertences na área central de Donetsk, Ucrânia (29/07). Foto: ReutersRebeldes pró-Rússia em um tanque com a bandeira da Rússia em uma estrada a leste de Donetsk, Ucrânia (21/07). Foto: APPrimeiro-ministro ucraniano Arseniy Yatsenyuk, à dir., conversa com um oficial durante inspecção ao Exército fora da cidade de Slovyansk, Ucrânia (16/07). Foto: APPremiê ucraniano, Arseniy Yatsenyuk (E), cumprimenta soldado ao inspecionar tropas em Slovyansk, leste da Ucrânia (16/07). Foto: APMulher chora perto de prédio que desmoronou após ataque aéreo em Snizhne, a 100 km a leste da cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia (15/07). Foto: APCombatente da República Popular de Donetsk se despede de sua família, que deixa essa cidade no leste da Ucrânia para refugiar-se na Rússia (14/07). Foto: APCombatentes separatistas pró-russos esperam atrás de sacos de areia em posto de controle em Donetsk, Ucrânia (10/07). Foto: ReutersMilitares ucranianos perto das armas apreendidas de separatistas pró-russos perto Slaviansk, Ucrânia (8/07). Foto: ReutersMilitante mascarado pró-Rússia organiza o trânsito em posto de controle após ataque das tropas ucranianas em Slovyansk (24/4). Foto: APAtiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo (21/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional capturado em Donetsk. Cartaz diz: 'EUA, tirem as mãos do leste da Ucrânia' (19/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia olha para o lado de fora de janela em prédio da administração regional de Donetsk, Ucrânia (18/4). Foto: APAtirador pró-Rússia abre caminho para veículo de combate com homens armados em seu topo em Slovyansk, Ucrânia (16/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia (15/4). Foto: APAtivista pró-Rússia é visto durante invasão de delegacia na cidade de Horlivka, leste da Ucrânia (14/4). Foto: APAtivistas armados pró-Rússia ocupam a delegacia de polícia no leste da Ucrânia, na cidade de Slaviansk (12/04). Foto: APAtivistas pró-Rússia ocupam delegacia de polícia e constroem uma barricada na cidade ucraniana oriental de Slovyansk (12/04). Foto: APHomens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3). Foto: APSoldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3). Foto: ReutersUm homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3). Foto: ReutersMarinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3). Foto: APCriança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3). Foto: APSoldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3). Foto: APGrupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APComboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APHomem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

O Kremlin informou que a conversa de Putin com Poroshenko no fim da noite de terça-feira havia “abordado o tema de um possível cessar-fogo na área de ação militar no sudeste da Ucrânia”.

O governo russo tem pedido o fim imediato do que chamou de “operação punitiva” de forças ucranianas contra separatistas pró-Rússia no leste do país.

As relações entre os dois países estão abaladas, três meses após a Rússia ter considerado como golpe de Estado o levante — apoiado pelo Ocidente — contra Yanukovych e, logo em seguida, ter anexado a península ucraniana da Crimeia, no Mar Negro.

Março: Presidente da Rússia completa anexação da Crimeia

O governo russo reconheceu de má vontade Poroshenko como novo líder eleito da Ucrânia, mas as tensões ainda estão altas, exacerbadas pela decisão da Rússia de cortar o abastecimento de gás para a Ucrânia após os dois lados não terem conseguido chegar a um acordo sobre os preços e a dívida de Kiev.

Nesta quarta-feira investigadores russos acusaram o ministro do Interior da Ucrânia, Arsen Avakov, e o governador da região oriental de Dnipropetrovsk, Ihor Kolomoisky, de atos criminosos no avanço militar do governo contra os separatistas.

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