Extremistas matam 14 em ataque contra espectadores de jogo da Copa na Nigéria

Por iG São Paulo |

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Ainda não houve reivindicação de responsabilidade, mas Boko Haram, que sequestrou mais de 250 estudantes, é suspeito

A detonação de explosivos por um homem-bomba em um táxi de triciclo deixou 14 mortos e 26 feridos em uma área de transmissão dos jogos da Copa do Mundo no nordeste da Nigéria, informou o vice-superintendente policial Nathan Cheghan.

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Reuters
Pessoas assistem ao jogo entre Nigéria e Irã pela Copa do Mundo em rua de Abidjan (16/6)

Segundo testemunhas, o táxi de triciclo foi dirigido até a área aberta de Damaturu, capital do Estado de Yobe, logo após o início do jogo Brasil e México, na noite de terça-feira. Não houve nenhuma reivindicação imediata de responsabilidade, mas o Boko Haram, um grupo islâmico armado que quer transformar a Nigéria em um Estado islâmico, é suspeito.

Cheghan afirmou que as equipes de resgate foram cautelosas em correr em direção ao local do ataque por medo de explosões secundárias. O grupo Boko Haram frequentemente detona explosões secundárias para matar aqueles que ajudam as vítimas do primeiro ataque.

Especialistas de segurança alertaram que militantes islâmicos podem atacar multidões que assistem à Copa do Mundo em locais públicos na Nigéria, Quênia e Uganda, assim como fizeram em 2010 em Uganda. As explosões em Kampala, Uganda, em dois locais onde as pessoas assistiam à final da Copa do Mundo de 2010 deixaram 74 mortos. O Al-Shabab, um grupo insurgente somali, foi o responsável.

O Exército da Nigéria prometeu aumentar a segurança, mas parece incapaz de conter uma série de ataques de extremistas que mantêm mais de 250 estudantes como reféns.

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O sequestro das meninas há dois meses e o fracasso do governo e do Exército nigerianos para resgatá-las causaram preocupação internacional. Os EUA buscam as meninas como drones (aviões não tripulados) e enviaram especialistas juntamente com o Reino Unido e a França para ajudar em táticas contraterrorismo e em negociações de reféns.

O líder do Boko Haram, Abubakar Shekau, ameaçou vender as meninas ao trabalho escravo se o governo não concordar em trocá-las por extremistas detidos, mas o presidente Goodluck Jonathan rejeitou a proposta. O Exército nigeriano disse saber onde as garotas estão, mas que qualquer campanha militar poderia levá-las à morte.

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Boko Haram quer que a sharia, ou lei Islâmica, seja aplicada em toda a Nigéria, a nação mais populosa da África cuja população é quase igualmente dividida entre cristãos no sul e muçulmanos no norte.

*Com AP

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