Forças ucranianas e insurgentes se enfrentam perto de fronteira russa

Por iG São Paulo |

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Pelo menos 30 militares ucranianos ficaram feridos nesta terça; rebeldes falam em bombardeio de Kiev na região leste do país

Cerca de 30 militares ucranianos foram feridos na madrugada desta terça-feira (17) em confronto com separatistas pró-Rússia na fronteira russa ao leste do país, informou a guarda da fronteira da Ucrânia.

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Reuters
Guardas de segurança entram em confronto com manifestantes durante protesto perto do consulado-geral russo em Odessa, Ucrânia (16/06)


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De acordo com a fonte, combatentes separatistas fizeram disparos de morteiros contra forças do governo e guardas ucranianos na fronteira durante a noite, perto da cidade de Luhansk. Não foram dados detalhes sobre baixas entre os rebeldes, que se opõem ao governo central de Kiev, pró-ocidente.

Segundo os insurgentes, forças do governo estão bombardeando suas posições esta semana, incluindo áreas no entorno da cidade de Slaviansk, palco de alguns dos combates mais pesados desde o início do levante separatista, em abril, na região leste cuja maioria da população é de língua russa.

O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, ordenou que as forças do governo retomem o controle da fronteira, depois que as autoridades ucranianas e os Estados Unidos acusaram a Rússia de enviar combatentes e armas, incluindo tanques, para o território ucraniano. O governo russo nega que esteja dando apoio militar aos rebeldes.

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Na segunda-feira, Poroshenko disse que as forças do governo ucraniano já haviam retomado o controle de mais de 250 quilômetros da fronteira terrestre com a Rússia, que se estende por quase 2.000 quilômetros.

Sistema de gás

O ministro das Relações Exteriores da Rússia insiste que a ordem da UE para suspender as obras da construção do gasoduto na Bulgária é apenas um breve atraso no projeto previsto para contornar a Ucrânia como país de trânsito e consolidar a energia da Rússia na Europa.

Veja fotos da ocupação militar russa na Ucrânia

Comboio de caminhões brancos com ajuda humanitária deixa Alabino, nos arredores de Moscou, Rússia (12/08). Foto: APManifestante ao lado de transeuntes na Praça da Independência em Kiev (9/08). Foto: ReutersManifestante segura coquetel molotov enquanto tenta impedir que trabalhadores municipais e voluntários limpem barricadas em Kiev (9/08). Foto: ReutersMembro de equipe antibomba inspeciona cratera com os restos de um projétil depois de uma noite de combates em Donetsk, Ucrânia (6/08). Foto: APMulher deixa prédio danificado por suposto bombardeio levando seus pertences na área central de Donetsk, Ucrânia (29/07). Foto: ReutersRebeldes pró-Rússia em um tanque com a bandeira da Rússia em uma estrada a leste de Donetsk, Ucrânia (21/07). Foto: APPrimeiro-ministro ucraniano Arseniy Yatsenyuk, à dir., conversa com um oficial durante inspecção ao Exército fora da cidade de Slovyansk, Ucrânia (16/07). Foto: APPremiê ucraniano, Arseniy Yatsenyuk (E), cumprimenta soldado ao inspecionar tropas em Slovyansk, leste da Ucrânia (16/07). Foto: APMulher chora perto de prédio que desmoronou após ataque aéreo em Snizhne, a 100 km a leste da cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia (15/07). Foto: APCombatente da República Popular de Donetsk se despede de sua família, que deixa essa cidade no leste da Ucrânia para refugiar-se na Rússia (14/07). Foto: APCombatentes separatistas pró-russos esperam atrás de sacos de areia em posto de controle em Donetsk, Ucrânia (10/07). Foto: ReutersMilitares ucranianos perto das armas apreendidas de separatistas pró-russos perto Slaviansk, Ucrânia (8/07). Foto: ReutersMilitante mascarado pró-Rússia organiza o trânsito em posto de controle após ataque das tropas ucranianas em Slovyansk (24/4). Foto: APAtiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo (21/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional capturado em Donetsk. Cartaz diz: 'EUA, tirem as mãos do leste da Ucrânia' (19/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia olha para o lado de fora de janela em prédio da administração regional de Donetsk, Ucrânia (18/4). Foto: APAtirador pró-Rússia abre caminho para veículo de combate com homens armados em seu topo em Slovyansk, Ucrânia (16/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia (15/4). Foto: APAtivista pró-Rússia é visto durante invasão de delegacia na cidade de Horlivka, leste da Ucrânia (14/4). Foto: APAtivistas armados pró-Rússia ocupam a delegacia de polícia no leste da Ucrânia, na cidade de Slaviansk (12/04). Foto: APAtivistas pró-Rússia ocupam delegacia de polícia e constroem uma barricada na cidade ucraniana oriental de Slovyansk (12/04). Foto: APHomens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3). Foto: APSoldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3). Foto: ReutersUm homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3). Foto: ReutersMarinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3). Foto: APCriança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3). Foto: APSoldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3). Foto: APGrupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APComboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APHomem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

Março: Presidente da Rússia completa anexação da Crimeia

Nesta terça, Sergei Lavrov disse que "não há absolutamente nenhuma mudança nos planos e eu não tenho absolutamente nenhuma dúvida de que essa pausa é apenas temporária."

O gasoduto cuja empresa de gás russa Gazprom detém participação de 50% proporcionaria uma rota de abastecimento alternativa para a Bulgária, Sérvia, Croácia, Hungria, Eslovénia, Áustria e Itália a partir de 2018.

A Bulgária congelou o trabalho mediante ordens da Comissão Europeia, que reivindicou o não cumprimento das regras pela Bulgária de contratos públicos. A Comissão também tem atrasado algumas conversações políticas sobre o gasoduto em meio à crise ucraniana.

Ajuda financeira

A União Europeia consolidou empréstimo de aproximadamente 680 milhões de dólares, cerca de 1 bilhão de reais, para ajudar a estabilizar a Ucrânia e consolidar sua economia em crise. O comissário de Economia da UE, Olli Rehn, disse nesta terça que o empréstimo é "mais um sinal concreto da solidariedade europeia."

O dinheiro do bloco faz parte de um pacote mais amplo da UE destinado a ajudar a Ucrânia a reformar sua economia e aumentar o crescimento. A UE enviou para a Ucrânia € 100 milhões no mês passado, ao menos 330 milhões de reais, e tem mais € 1 bilhão, cerca de 3 bilhões de reais, alinhados para que o país promova reformas econômicas e financeiras.

A UE e a Ucrânia devem assinar um acordo amplo de livre comércio na próxima semana. No total, a UE comprometeu-se a oferecer assistência de US$ 15 bilhões - aproximadamente 33 bilhões de reais - para a Ucrânia nos próximos anos.

*Com AP e Reuters

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