EUA anunciam captura de suspeito por ataque em Benghazi, Líbia

Por iG São Paulo |

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Ataque de setembro de 2012 contra consulado dos EUA matou quatro americanos, incluindo embaixador Christopher Stevens

Os EUA anunciaram nesta terça-feira a prisão em uma operação lançada em 15 de junho de Ahmed Abu Khattala, que foi apontado pela Líbia como líder do ataque que matou quatro americanos, incluindo o embaixador Christopher Stevens, em uma missão diplomática de Benghazi em setembro de 2012. Essa é a primeira prisão relacionada ao caso.

2013: EUA divulgam documentos sobre ataque que matou embaixador na Líbia em 2012

AP
Foto de 12 de setembro de 2012 mostra destruição deixada por ataque contra Consulado dos EUA em Benghazi, Líbia

2013: Relatório dos EUA aponta falhas de segurança em consulado alvo de ataque

"Não houve baixas civis relacionadas a essa operação, e toda a equipe americana envolvida já partiu em segurança da Líbia", disse o secretário de imprensa do Pentágono John Kirby em um comunicado escrito.

Depois do anúncio, o presidente dos EUA, Barack Obama, elogiou a coragem e o profissionalismo do Exército, da polícia e da equipe de inteligência que rastreou e capturou Abu Khattala, que os EUA descreveram como uma "figura-chave" no ataque.

"Com essa operação, os EUA uma vez mais demonstram que farão tudo o que puderem para ver a justiça ser feita quando pessoas ferem os americanos", afirmou um comunicado da Casa Branca.

EUA: Participação de terroristas na morte de embaixador é 'evidente'

Abu Khattala foi acusado perante uma corte federal na capital Washington de matar uma pessoa durante um ataque contra uma instalação federal, de fornecer apoio material a terroristas e de usar armas de fogo, indicam registros judiciais. Acredita-se que Abu Khattala esteja sendo questionado em alto mar antes de ser levado à corte.

Em 11 de setembro de 2012, atiradores invadiram o Consulado dos EUA em Benghazi e o incendiaram. Inicialmente a Casa Branca disse que o ataque derivou de protestos antiamericanos em reação a um vídeo produzido nos EUA visto como ofensivo ao Islã.

Investigadores do governo rapidamente determinaram que foi um ataque organizado e planejado por milícias locais, embora o New York Times tenha afirmado depois de uma longa investigação que alguns dos agressores estavam realmente motivados pelo filme. Os EUA silenciosamente ofereceram até US$ 10 milhões por informações nos meses que se seguiram ao ataque.

O incidente se tornou uma questão polícia, com os republicanos acusando o governo Obama de encobrir o envolvimento de grupos militantes nos dias depois do atentado com o objetivo de auxiliar a campanha de reeleição de Obama em 2012.

*Com BBC

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