Em Brasília, vice dos EUA diz esperar normalização das relações com o Brasil

Por Marcel Frota - iG Brasília | - Atualizada às

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Joe Biden não concedeu entrevista, mas, ao chegar ao Planalto, disse esperar superação de episódio de espionagem

O vice-presidente americano, Joe Biden, reuniu-se nesta terça-feira em Brasília com a presidente Dilma Rousseff em uma tentativa de melhorar relações que estão abaladas desde o ano passado pela denúncia de que os EUA espionaram milhões de brasileiros, incluindo as comunicações pessoais da própria líder brasileira e de seus assessores e a Petrobras.

Saiba mais: Relembre as principais denúncias sobre os programas de espionagem

Alan Sampaio / iG Brasília
Vice-presidente dos EUA, Joe Biden, é visto no Planalto para encontro com a presidente Dilma Rousseff

TV: Presidente Dilma Rousseff foi alvo de espionagem dos EUA

Antes do encontro de uma hora no Palácio do Planalto, Biden usou um lacônico “espero que sim” ao ser questionado por jornalistas se as relações entre EUA e Brasil seriam reatadas.

Ao deixar o encontro, Biden aparentava bom humor, mas não concedeu uma coletiva oficial. Sem dar detalhes, ele apenas afirmou rapidamente que manteve “um grande encontro” com a presidente. Havia previsão de que Biden também se reuniria com o vice-presidente Michel Temer, mas o encontro foi cancelado inesperadamente.

Após Dilma: Petrobras teria sido alvo de espionagem dos EUA

A reunião desta terça-feira ocorreu um dia depois da chegada de Biden ao Brasil para assistir ao jogo em que o time americano venceu Gana por 2 a 1 em Natal pela Copa do Mundo.

Em resposta às denúncias de espionagem da NSA (Agência de Segurança Nacional), que vieram à tona por documentos vazados pelo ex-técnico da CIA Edward Snowden, Dilma cancelou uma visita de Estado que faria a Washington em outubro. Ela também fez um duro discurso perante a Assembleia Geral da ONU em setembro criticando os programas de monitoramento da NSA.

Razão: Dilma diz que cancelou viagem aos EUA por 'ausência de apuração'

Uma das reivindicações brasileiras é de que os EUA se desculpem publicamente pela espíonagem, mas o pedido não foi acatado até agora. No início deste ano, o presidente dos EUA, Barack Obama, declarou que não haverá espionagem de chefes de Estado e de governos “amigos”.

*Com AP e Reuters

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