Buscas por jovens devem demorar, diz premiê de Israel; 150 palestinos são presos

Por iG São Paulo |

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Primeiro-ministro culpa grupo militante islâmico por desaparecimento de três adolescentes na Cisjordânia na quinta

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta segunda-feira que pode levar tempo para localizar três adolescentes desaparecidos que se acredita terem sido sequestrados por militantes palestinos na Cisjordânia — mesmo enquanto as forças israelenses aumentaram uma busca frenética pelos jovens.

Domingo: Premiê de Israel acusa Hamas de sequestrar adolescentes desaparecidos

AP
Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, fala com a mídia em Tel Aviv, Israel (15/6)

Dia 13: Israel vasculha Cisjordânia em busca de adolescentes desaparecidos

As forças de Israel fecharam estradas, vasculharam casas e detiveram dezenas de palestinos desde o desaparecimento, na quinta-feira. Nesta segunda-feira, as forças israelenses mataram um palestino durante confrontos com manifestantes que arremessavam pedras.

Netanyahu acusou o Hamas, um grupo militante islâmico que jurou a destruição de Israel, de estar por trás do sequestro. O Hamas negou envolvimento. Em um pronunciamento televisionado nesta segunda, o premiê afirmou que mais de 100 integrantes do Hamas estão entre os mais de 150 presos que as forças de segurança informaram terem capturado.

Netanyahu afirmou continuar centrado em devolver os jovens aos seus lares em segurança. Mas, pela primeira vez desde o início da crise, ele alertou que a busca pode se arrastar. "Estamos no meio de uma operação complexa. Precisamos nos preparar para a possibilidade de que levará tempo", afirmou.

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Os três jovens desapareceram aparentemente enquanto viajavam de carona na noite de quinta-feira perto da cidade de Hebron, na Cisjordânia. Os três, um dos quais tem cidadania americana, não foram vistos desde então.

A crise aumentou tensões que já estão elevadas entre Israel e o novo governo palestino, que é liderado pelo presidente apoiado pelo Ocidente Mahmoud Abbas, mas apoiado pelo Hamas.

Com graduados funcionários israelenses pedindo uma repressão ao Hamas e talvez até mesmo à Autoridade Palestina liderada por Abbas, há preocupações de uma grande escalada.

Infográfico: Saiba os principais fatos do conflito entre Israel e palestinos

Iluminador do Exército de Israel explode sobre a fronteira entre Israel e Gaza (7/7). Foto: APAções contra Gaza ocorreram em retaliação a ataques com foguetes contra Israel no domingo (7/7). Foto: AFPTariq Abu Khdeir, cidadão dos EUA que parentes dizem ter sido espancado e preso por policiais israelenses durante confrontos desatados pela morte de Mohammed Abu Khdeir (6/7). Foto: APMilitantes palestinos seguram armas durante coletiva na cidade de Gaza (5/7). Foto: ReutersSuha, mãe de Mohammed Abu Khudair, mostra foto do filho no celular em sua casa em Shuafat, subúrbio árabe de Jerusalém (2/7). Foto: ReutersPalestino usa um estilingue para atirar  pedra em direção à polícia israelense durante confrontos em Shuafat, subúrbio árabe de Jerusalém (2/7). Foto: ReutersPrimeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu (D), é visto perto de pais de adolescentes encontrados mortos na Cisjordânia (1/7). Foto: APIsraelense chora durante funeral de três adolescentes israelenses encontrados mortos na Cisjordânia (1/7). Foto: APPalestino inspeciona danos causados na casa de Amer Abu Aisheh, um dos dois palestinos vistos por Israel como suspeitos pelo sequestro e morte de jovens, na Cisjordânia (1/7). Foto: APIsraelenses seguram bandeira com as fotos de três jovens israelenses que desapareceram na Cisjordânia em 12 de junho (29/6). Foto: APPalestinos mascarados simpatizantes do Hamas simulam a prisão de soldados israelenses durante ação em apoio aos palestinos na Cisjordânia (20/6). Foto: ReutersPalestinos se preparam para lançar pedras durante confrontos com soldados israelenses em Jenin, Cisjordânia (19/6)
. Foto: APParentes de palestino morto em ação de Israel choram na casa da família no campo de refugiados de Jalazoun, nos arredores de Ramallah, Cisjordânia (16/6). Foto: APPalestinos carregam corpo de jovem morto em operação de Israel no campo de refugiados de Jalazoun, nos arredores de Ramallah, Cisjordânia (16/6). Foto: APIsraelense chora durante preces em sinagoga por adolescentes desaparecidos na Cisjordânia (15/6). Foto: APFamília palestina observa soldados israelenses durante operação militar de busca por três adolescentes desaparecidos perto de Hebron, Cisjordânia (15/6). Foto: APSoldados israelenses prendem palestino na cidade de Hebron, Cisjordânia, durante buscas por adolescentes desaparecidos (14/6). Foto: APSoldados israelenses se posicionam perto da cidade cisjordana de Hebron enquanto buscam três adolescentes desaparecidos (13/6) . Foto: AP

O general Benny Gantz, chefe das Forças Armadas de Israel, disse que os militares estão se preparando para aumentar a operação.

“Temos uma meta, e essa meta é encontrar esses três garotos e trazê-los para casa e atingir o Hamas o mais duramente possível - e é isso que vamos fazer”, disse Gantz em comentários transmitidos pela mídia local, durante encontro com oficiais do Exército. “Estamos no caminho de uma campanha significativa.”

Netanyahu, que encerrou as conversas de paz com Abbas após o pacto de reconciliação com o Hamas, teve uma rara conversa por telefone com o líder palestino nesta segunda-feira.

O gabinete do primeiro-ministro disse em um comunicado que Netanyahu disse a Abbas esperar a ajuda dele para encontrar os três rapazes: Gil-Ad Shaer e o norte-americano Naftali Frankel, ambos de 16 anos, e Eyal Yifrah, de 19 anos.

Em um comunicado separado, o gabinete de Abbas disse que a “presidência palestina condena o sequestro de três rapazes israelenses assim como a série de violações israelenses” — uma referência à ofensiva militar de Israel e as detenções.

Autoridades israelenses disseram que há coordenação com a Autoridade Palestina, de Abbas, na busca pelo três garotos. O Hamas chamou essa cooperação de uma “faca envenenada nas costas de nosso povo”.

*Com AP e Reuters

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