Premiê de Israel acusa Hamas de sequestrar adolescentes desaparecidos

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Soldados israelenses prenderam neste domingo cerca de 80 palestinos, incluindo dezenas de membros do grupo militante

Soldados israelenses prenderam neste domingo cerca de 80 palestinos, incluindo dezenas de membros do Hamas, em uma ação durante a madrugada na Cisjordânia, enquanto o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acusou o grupo militante islâmico de sequestrar três adolescentes que estão desaparecidos há quase três dias.

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AP
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A crise aumentou tensões que já estão elevadas entre Israel e o novo governo palestino, que é liderado pelo presidente apoiado pelo Ocidente Mahmoud Abbas, mas apoiado pelo Hamas.

Netanyahu condenou o acordo de Hamas com o grupo militante e disse que ele era responsável pela segurança dos jovens, que desapareceram aparentemente enquanto viajavam de carona na noite de quinta-feira na Cisjordânia. Os três, um dos quais tem cidadania americana, não foram vistos desde então.

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Autoridades palestinas criticaram as ações militares da madrugada e rejeitaram a acusação de Netanyahu de que são responsáveis. Enquanto isso, o Hamas elogiou o aparente sequestro, mas evitou aceitar a responsabilidade.

Falando a seu gabinete neste domingo, Netanyahu afirmou que não tem dúvidas. "Aqueles que perpetraram o sequestro de nossos jovens são membros do Hamas, o mesmo Hamas com quem Abu Mazen (Abbas) fez um governo de unidade. Isso tem repercussões severas", disse. Netanyahu não explicou como Israel determinou a culpa do Hamas.

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Os militantes palestinos repetidamente ameaçaram sequestrar israelenses, esperando usá-los como peças de barganha para conseguir a soltura de prisioneiros mantidos por Israel. Essa seria a primeira vez que três civis teriam sido levados ao mesmo tempo.

Iluminador do Exército de Israel explode sobre a fronteira entre Israel e Gaza (7/7). Foto: APAções contra Gaza ocorreram em retaliação a ataques com foguetes contra Israel no domingo (7/7). Foto: AFPTariq Abu Khdeir, cidadão dos EUA que parentes dizem ter sido espancado e preso por policiais israelenses durante confrontos desatados pela morte de Mohammed Abu Khdeir (6/7). Foto: APMilitantes palestinos seguram armas durante coletiva na cidade de Gaza (5/7). Foto: ReutersSuha, mãe de Mohammed Abu Khudair, mostra foto do filho no celular em sua casa em Shuafat, subúrbio árabe de Jerusalém (2/7). Foto: ReutersPalestino usa um estilingue para atirar  pedra em direção à polícia israelense durante confrontos em Shuafat, subúrbio árabe de Jerusalém (2/7). Foto: ReutersPrimeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu (D), é visto perto de pais de adolescentes encontrados mortos na Cisjordânia (1/7). Foto: APIsraelense chora durante funeral de três adolescentes israelenses encontrados mortos na Cisjordânia (1/7). Foto: APPalestino inspeciona danos causados na casa de Amer Abu Aisheh, um dos dois palestinos vistos por Israel como suspeitos pelo sequestro e morte de jovens, na Cisjordânia (1/7). Foto: APIsraelenses seguram bandeira com as fotos de três jovens israelenses que desapareceram na Cisjordânia em 12 de junho (29/6). Foto: APPalestinos mascarados simpatizantes do Hamas simulam a prisão de soldados israelenses durante ação em apoio aos palestinos na Cisjordânia (20/6). Foto: ReutersPalestinos se preparam para lançar pedras durante confrontos com soldados israelenses em Jenin, Cisjordânia (19/6)
. Foto: APParentes de palestino morto em ação de Israel choram na casa da família no campo de refugiados de Jalazoun, nos arredores de Ramallah, Cisjordânia (16/6). Foto: APPalestinos carregam corpo de jovem morto em operação de Israel no campo de refugiados de Jalazoun, nos arredores de Ramallah, Cisjordânia (16/6). Foto: APIsraelense chora durante preces em sinagoga por adolescentes desaparecidos na Cisjordânia (15/6). Foto: APFamília palestina observa soldados israelenses durante operação militar de busca por três adolescentes desaparecidos perto de Hebron, Cisjordânia (15/6). Foto: APSoldados israelenses prendem palestino na cidade de Hebron, Cisjordânia, durante buscas por adolescentes desaparecidos (14/6). Foto: APSoldados israelenses se posicionam perto da cidade cisjordana de Hebron enquanto buscam três adolescentes desaparecidos (13/6) . Foto: AP

O vice-ministro da Defesa Danny Danon afirmou que Israel "extrairá um preço alto da liderança palestina" e "fará todo o necessário para devolver esses garotos a suas famílias". "Não descartamos nenhuma opção quanto a possíveis ações contra o governo palestino na Faixa de Gaza e em Ramallah (capital da Cisjordânia)", disse.

A ação militar israelense realizada durante a madrugada foi concentrada na cidade de Hebron, no sul da Cisjordânia, na área onde os jovens desapareceram.

Segundo um site do Hamas, mais de 60 de seus membros foram presos, incluindo figuras graduadas no movimento. O Exército israelense também deteve partidários da Jihad Islâmica, um menor grupo militante palestino.

O governo palestino, que administra 38% da Cisjordânia, insistiu que não tem culpa, afirmando que os adolescentes desapareceram em território sob o total controle israelense.

"Israel não pode culpar os palestinos por questões de segurança em áreas que não são controladas por eles", disse Ehab Bseiso, porta-voz do governo de unidade palestino.

Questionado sobre a alegação de Netanyahu de que o Hamas é o autor do sequestro, o funcionário graduado Hanan Ashrawi afirmou que "não temos nenhuma informação sobre isso".

Apesar da troca de acusações, funcionários de segurança de Israel e das forças de Abbas estão cooperando de forma próxima na Cisjordânia para tentar encontrar os sequestradores.

*Com AP

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