Rebeldes pró-Rússia matam 49 ao derrubar avião de transporte militar da Ucrânia

Por iG São Paulo |

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Incidente é amargo revés para forças ucranianas, que lutam para reprimir insurgência armada que se opõe a novo governo

Separatistas pró-Rússia derrubaram um avião de transporte militar no leste da Ucrânia neste sábado, matando todos os 49 passageiros a bordo, disseram funcionários ucranianos.

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AP
Destroços de aeronave de transporte militar da Ucrânia derrubado por separatistas pró-Rússia são vistos em aeroporto perto de Luhansk, Ucrânia

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O incidente foi um amargo revés para as forças ucranianas, que lutam com dificuldades para reprimir uma insurgência armada que se opõe ao novo governo.

Nove tripulantes e 40 soldados estavam a bordo do Il-76 quando ele caiu no início deste sábado ao se aproximar do aeroporto na cidade de Luhansk, disse o gabinete do promotor-geral em um comunicado.

Uma parte da cauda da aeronave caiu com outros pedaços de fuselagem em um campo de uma fazenda na vila de Novohannivka, a cerca de 20 km ao sul Luhansk. Um repórter da Associated Press viu mais de uma dezena de separatistas armados inspecionando o local.

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O número de mortos superou a perda de 12 soldados, incluindo um general em 29 de maio, quando rebeldes derrubaram um helicóptero militar perto da cidade oriental de Slovyansk.

O incidente levanta questões sobre o acesso dos rebeldes a equipamentos militares. A Ucrânia acusou a Rússia de permitir que três de seus tanques cruzassem a fronteira onde eles eram usados pelos rebeldes. A Rússia nega fornecer suprimentos aos rebeldes.

Veja imagens de separatistas pró-Rússia e da presença militar russa na Ucrânia:

Comboio de caminhões brancos com ajuda humanitária deixa Alabino, nos arredores de Moscou, Rússia (12/08). Foto: APManifestante ao lado de transeuntes na Praça da Independência em Kiev (9/08). Foto: ReutersManifestante segura coquetel molotov enquanto tenta impedir que trabalhadores municipais e voluntários limpem barricadas em Kiev (9/08). Foto: ReutersMembro de equipe antibomba inspeciona cratera com os restos de um projétil depois de uma noite de combates em Donetsk, Ucrânia (6/08). Foto: APMulher deixa prédio danificado por suposto bombardeio levando seus pertences na área central de Donetsk, Ucrânia (29/07). Foto: ReutersRebeldes pró-Rússia em um tanque com a bandeira da Rússia em uma estrada a leste de Donetsk, Ucrânia (21/07). Foto: APPrimeiro-ministro ucraniano Arseniy Yatsenyuk, à dir., conversa com um oficial durante inspecção ao Exército fora da cidade de Slovyansk, Ucrânia (16/07). Foto: APPremiê ucraniano, Arseniy Yatsenyuk (E), cumprimenta soldado ao inspecionar tropas em Slovyansk, leste da Ucrânia (16/07). Foto: APMulher chora perto de prédio que desmoronou após ataque aéreo em Snizhne, a 100 km a leste da cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia (15/07). Foto: APCombatente da República Popular de Donetsk se despede de sua família, que deixa essa cidade no leste da Ucrânia para refugiar-se na Rússia (14/07). Foto: APCombatentes separatistas pró-russos esperam atrás de sacos de areia em posto de controle em Donetsk, Ucrânia (10/07). Foto: ReutersMilitares ucranianos perto das armas apreendidas de separatistas pró-russos perto Slaviansk, Ucrânia (8/07). Foto: ReutersMilitante mascarado pró-Rússia organiza o trânsito em posto de controle após ataque das tropas ucranianas em Slovyansk (24/4). Foto: APAtiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo (21/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional capturado em Donetsk. Cartaz diz: 'EUA, tirem as mãos do leste da Ucrânia' (19/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia olha para o lado de fora de janela em prédio da administração regional de Donetsk, Ucrânia (18/4). Foto: APAtirador pró-Rússia abre caminho para veículo de combate com homens armados em seu topo em Slovyansk, Ucrânia (16/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia (15/4). Foto: APAtivista pró-Rússia é visto durante invasão de delegacia na cidade de Horlivka, leste da Ucrânia (14/4). Foto: APAtivistas armados pró-Rússia ocupam a delegacia de polícia no leste da Ucrânia, na cidade de Slaviansk (12/04). Foto: APAtivistas pró-Rússia ocupam delegacia de polícia e constroem uma barricada na cidade ucraniana oriental de Slovyansk (12/04). Foto: APHomens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3). Foto: APSoldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3). Foto: ReutersUm homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3). Foto: ReutersMarinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3). Foto: APCriança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3). Foto: APSoldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3). Foto: APGrupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APComboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APHomem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

A Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) divulgou imagens neste sábado que, disse, mostram recentes movimentos de tanques russos perto da fronteira e "levantam questões significativas" sobre o papel da Rússia.

Os tanques vistos na Ucrânia, diz a Otan, "não têm marcas de pintura de camuflagem como aquelas usadas pelo Exército da Ucrânia. Na verdade, eles não têm nenhuma marca, o que remonta a táticas usadas por elementos russos envolvidos na desestabilização da Crimeia".

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Denis Pushilin, um líder da República do Povo de Donetsk, disse à televisão estatal russa na sexta-feira que os rebeldes tinham os tanques, mas que era "inadequado perguntar" onde os conseguiram.

Um comunicado do Ministério da Defesa afirmou que os rebeldes derrubaram o avião de transporte de forma "cínica e traiçoeira" usando armas antiaéreas e metralhadoras pesadas. Também expressou condolências às famílias dos mortos "por sua trágica e irreparável perda".

Alexei Toporov, porta-voz de Defesa da autoproclamada República do Povo de Luhansk, afirmou que a aeronave foi abatida depois dos "ocupantes" ucranianos terem rejeitado um ultimato para abandonar o aeroporto de Luhansk.

Luhansk fica na fronteira leste da Ucrânia, perto da fronteira com a Rússia, uma área que tem visto separatistas capturar prédios do governo e declarar independência depois da realização de contestados referendos.

A Ucrânia anunciou um sucesso na sexta, quando tropas retomaram alguns prédios ocupados por rebeldes na cidade portuária de Mariupol. Não há relatos de mortes.

Antes do incidente deste sábado, o Ministério da Saúde da Ucrânia disse que os confrontos entre forças do governo e separatistas armados deixaram ao menos 270 mortos.

As tensões entre a Ucrânia e a Rússia escalaram em fevereiro, depois que o presidente pró-Rússia Viktor Yanukovych foi expulso do poder por um protesto em massa composto por pessoas que favoreciam vínculos mais próximos com a União Europeia.

*Com AP

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