Obama rejeita tropas no Iraque, mas considera opções contra insurgência islâmica

Por iG São Paulo | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Presidente dos EUA afirma que analisará nos próximos dias opções militares para ajudar país árabe a conter grupo sunita

O presidente dos EUA, Barack Obama, rejeitou nesta sexta-feira a possibilidade de enviar tropas terrestres ao Iraque, mas afirmou que ordenou à sua equipe de segurança nacional que prepare várias opções militares para ajudar o país árabe a conter o avanço de uma milícia islâmica sunita que tomou o controle de várias cidade no oeste e no norte do Iraque. Ele afirmou que revisará as opções nos próximos dias para tomar uma decisão.

ONU: Centenas morrem em avanço de rebeldes no Iraque

Sistani: Principal clérigo xiita no Iraque convoca fiéis a pegar em armas contra milícia

AP
Presidente dos EUA, Barack Obama, fala sobre a situação no Iraque em pronunciamento na Casa Branca, em Washington

Mais cedo: Militantes sunitas tomam mais duas cidades no Iraque

CNN: Irã envia forças ao Iraque contra avanço de milícia islâmica sunita

Em pronunciamento em Washington, o líder americano afirmou que, se o governo iraquiano não fizer um esforço sincero para lidar com as diferenças sectárias do país, o Exército americano não conseguirá ser bem-sucedido em sua ajuda contra a insurgência. "Não podemos fazer isso por eles."

Milícia islâmica: Entenda o que é o Estado Islâmico do Iraque e do Levante

Segundo Obama, o risco que os terroristas representam no Iraque poderia eventualmente também representar para os interesses americanos. O avanço do grupo conhecido como Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) levantou temores de que o Iraque está voltando para o caos sectário que se seguiu à retirada dos EUA em 2011. Obama falou pouco antes de deixar a Casa Branca em direção a Dakota do Norte.

Quinta: Milícia islâmica sunita promete marchar sobre Bagdá, capital do Iraque

Previamente às suas declarações, o secretário de Estado americano, John Kerry, havia afirmado que os EUA consideravam atuar na crise porque Washington passou anos investindo no futuro do Iraque. O governo iraquiano pediu ataques aéreos americanos contra os terroristas, e o governo Obama considera se acatará o pedido.

A brutal insurgência do EIIL reposicionou o Iraque como prioridade na política externa americana enquanto o governo Obama debate quão profundamente intervirá no mundo. Obama apresentou sua decisão de pôr fim à guerra em 2011 como um dos maiores sucessos de seu governo.

Kirkuk: Curdos tomam partes de cidade no Iraque para barrar avanço de islamistas

Membros do Exército feminino treinam habilidades de combate antes de combaterem o Estado Islâmico em acampamento militar no Iraque (18/09). Foto: ReutersMilitar curdo lança morteiros em direção Zummar, controlada pelo Estado Islâmico, em Mosul, Iraque (15/09). Foto: ReutersMilitantes do Estado Islâmico levam soldados iraquianos capturados depois de assumir base em Tikrit, Iraque (junho/2014). Foto: APObama prometeu ofensiva com ataques aéreos na Síria e no Iraque para combater EI (12/09). Foto: ReutersMilitares curdos em tanque enfrentam militantes do Estado islâmico em Mosul, Iraque (7/09). Foto: ReutersMilitante curdo dá cobertura durante confrontos do Estado Islâmico na linha de frente da vila de Buyuk Yeniga, Iraque (4/09). Foto: ReutersMilicianos xiitas do Iraque disparam suas armas enquanto celebram a quebra de cerco do Estado Islâmico em Amerli (1/09). Foto: ReutersGrupo carrega caixão de militante xiita iraquiano da Organização Badr, que foi morto em confrontos com militantes do Estado Islâmico no Iraque (1/09). Foto: ReutersCriança chora em helicóptero militar após ser retirada pelas forças iraquianas de Amerli, ao norte de Bagdá (29/08). Foto: ReutersCurdos e militantes islâmicos lutam no norte do Iraque (12/08). Foto: ReutersIraquianos carregam retratos do primeiro-ministro iraquiano Nuri al-Maliki enquanto se reúnem em apoio a ele em Bagdá, Iraque (11/08). Foto: ReutersMilhares de iraquianos fugiram com avanço de militantes do EI, inclusive integrantes de minorias religiosas (9/08). Foto: APTropas curdas implantam segurança intensa contra os militantes islâmicos do Estado em Khazer (8/08). Foto: ReutersTropas curdas patrulham em um tanque durante operação contra militantes do Estado Islâmico em Makhmur, nos arredores da província de Nínive, Iraque (7/08). Foto: ReutersParentes choram a morte de homem da YPG, morto durante confrontos com combatentes do Estado Islâmico na cidade iraquiana de  Rabia, na fronteira do Iraque-Síria (6/08). Foto: ReutersVoluntários xiitas do Exército iraquiano se recuperam em hospital após serem feridos em confrontos com militantes do Estado Islâmico em Basra, sudeste de Bagdá (6/08). Foto: ReutersMulher visita túmulo de um parente em cemitério durante as celebrações do Eid al-Fitr, que marca o fim do Ramadã, em Bagdá (28/07). Foto: ReutersSoldado iraquiano perto de corpo de um membro do Estado Islâmico que morreu durante confrontos com forças iraquianas em Tikrit, Iraque (19/07). Foto: ReutersBandeira preta usada pelo Estado Islâmico do Iraque e do Levante flamula de delegacia danificada em Mosul, norte do Iraque (1/7). Foto: APVoluntário xiita do Conselho Supremo Islâmico Iraquiano aponta arma durante treinamento em Najaf, Iraque (26/6). Foto: ReutersMembros das forças de segurança iraquianas tomam suas posições durante reforço de segurança no oeste de Bagdá, Iraque (24/6). Foto: ReutersXiitas iraquianos se preparam para patrulhar a aldeia de Taza Khormato, na rica província petrolífera de Kirkuk, no Iraque (22/6). Foto: APCombatentes xiitas levantam suas armas e entoam palavras de ordem após autoridades pedirem ajuda para conter os insurgentes em Sadr, em Bagdá, Iraque (17/06). Foto: APManifestantes gritam em favor do Estado Islâmico do Iraque e do Levante em frente do governo provincial de Mosul (16/4). Foto: APCombatentes tribais xiitas mostram suas armas enquanto tomam parte de Dujail, ao norte de Bagdá, Iraque (16/06). Foto: ReutersCombatentes tribais xiitas levantam suas armas e gritam palavras de ordem contra sunita Exército Islâmico em Basra, Iraque (16/6). Foto: APImagem postada em site militante em 14/6 parece mostrar membros do EIIL mirando contra soldados à paisana depois de tomar base in Tikrit, Iraque. Foto: APImagem postada em site militante em 14/6 parece mostrar membros do EIIL com soldados iraquianos à paisana capturados após tomada de base em Tikrit, Iraque
. Foto: APImagem postada em site militante em 14/6 parece mostrar membros do EIIL com soldados iraquianos à paisana capturados após tomada de base em Tikrit, Iraque. Foto: APCombatentes iraquianos xiitas seguram suas armas enquanto gritam palavras de ordem contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante em Cidade Sadr, Bagdá (13/6). Foto: APVoluntários esperam para se juntar ao Exército e combater militantes predominantemente sunitas em Bagdá, Iraque (13/6). Foto: ReutersPresidente dos EUA, Barack Obama, fala sobre a situação no Iraque em pronunciamento na Casa Branca, em Washington (13/6). Foto: APImagem postada em Twitter militante mostra membro do Estado Islâmico do Iraque e do Levante com sua bandeira em base militar na Província de Ninevah, Iraque (12/6). Foto: APImagem publicada por militantes no Twitter mostra combatentes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante em local na fronteira entre o Iraque e a Síria (12/6). Foto: APMuitas famílias começaram a deixar Mosul depois de ocupação por insurgentes sunitas (13/6). Foto: ReutersForças de segurança curda se posicionam do lado de fora da cidade petrolífera de Kirkuk após abandono de tropas iraquianas (12/6). Foto: APVeículos queimados pertencentes às forças de segurança iraquianas são vistos em posto de controle no leste de Mosul (11/6). Foto: ReutersPolicial federal do Iraque monta aguarda enquanto colega faz buscas em carro em posto de controle de Bagdá, Iraque (11/6). Foto: APFamílias que fogem da violência na cidade de Mosul esperam em posto de controle nos arredores de Irbil, região do Curdistão iraquiano (10/6). Foto: ReutersRefugiados que deixam Mosul se dirigem à região autônoma curda em Irbil, Iraque, a 350 km a norte de Bagdá (10/6). Foto: APMilitares se preparam para assumir suas posições durante confrontos com militantes no norte da cidade de Mosul, Iraque (9/06). Foto: AP

Quarta: Militantes islâmicos capturam 2ª cidade no Iraque

"O Iraque é um país com o qual tivemos um relacionamento muito direto, muito investimento e engajamentos diretos, sem mencionar as vidas de vários de nossos soldados que foram perdidas lá", disse Kerry ao fim de uma conferência em Londres sobre o combate à violência sexual em zonas de conflito. "E não penso que ninguém nessa região, ou nesta administração, acredite que seja interesse dos EUA virar as costas para isso."

Quase 4,5 mil soldados americanos foram mortos na guerra que começou com a invasão de 2003 liderada pelos EUA, e o conflito custou aos contribuintes americanos centenas de bilhões de dólares.

Terça: Militantes islâmicos capturam parte de Mosul, segunda maior cidade do Iraque

Há sinais de que organizar uma outra coalizão internacional — que Obama disse recentemente em um discurso de política externa ser seu método preferível de intervenção militar — sobre o Iraque seria difícil.

O secretário de Relações Exteriores britânico, William Hague, disse que o Reino Unido não está preparado para oferecer uma intervenção militar no Iraque. A relutância de Londres de fornecer ação militar na Síria no ano passado foi um fator crucial na Casa Branca para recusar-se a lançar ataques aéreos no país.

Efeito: Militantes forçam fuga de 500 mil de Mosul e avançam sobre refinaria do Iraque

O ministro de Relações Exteriores alemão, Frank-Walter Steinmeier, disse nesta sexta-feira que a insurgência liderada por sunitas era uma força poderosa que poderia tornar muito difícil evitar a divisão do Iraque.

Kerry também brevemente citou provas de conspirações de que o EIIL montou contra os EUA e o Ocidente, mas não forneceu nenhum detalhe.

*Com AP

Leia tudo sobre: iraqueeiil no iraqueeiilsunitasxiitas

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas