Fonte de segurança afirma à TV dos EUA que 500 membros da Guarda Revolucionária ajudam Iraque contra militantes sunitas

Apoiados por líderes tribais, militantes sunitas avançaram nesta sexta-feira em direção à capital do Iraque, Bagdá, enquanto o governo xiita do Irã enviou tropas para lutar ao lado das forças iraquianas.

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Milícia islâmica: Entenda o que é o Estado Islâmico do Iraque e do Levante

Imagem postada em Twitter militante mostra membro do Estado Islâmico do Iraque e do Levante com sua bandeira em base militar na Província de Ninevah, Iraque (12/6)
AP
Imagem postada em Twitter militante mostra membro do Estado Islâmico do Iraque e do Levante com sua bandeira em base militar na Província de Ninevah, Iraque (12/6)

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Segundo informações dadas à rede de TV CNN por uma graduada fonte de segurança em Bagdá, o Irã enviou em dias recentes cerca de 500 integrantes da Guarda Revolucionária para atuar juntamente com as forças iraquianas.

O avanço do grupo conhecido como Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), que tomou o controle de várias cidade no oeste e no norte do país árabe, incluindo as estratégicas Mosul e Tikrit , levantou temores de que o Iraque está voltando para o caos sectário que se seguiu à retirada dos EUA em 2011 .

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A disseminação da violência fez o presidente dos EUA, Barack Obama, dizer que o combalido governo iraquiano precisa de assistência, mas com o alerta de que pode levar "vários dias" para os EUA reagir. Ao descartar o envio de tropas de combate ao país, Obama também afirmou que precisará de garantias do governo iraquiano de que trabalhará para alcançar uma solução política para a crise.

Em pronunciamento em Washington, o líder americano afirmou que, se o governo iraquiano não fizer um esforço sincero para lidar com as diferenças sectárias do país, o Exército americano não conseguirá ser bem-sucedido em sua ajuda contra a insurgência. "Não podemos fazer isso por eles."

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Segundo Obama, o risco que os terroristas representam no Iraque poderia eventualmente também representar para os interesses americanos. Por conta disso, informou que ordenou à sua equipe de segurança nacional que prepare várias opções militares para ajudar o país árabe a conter o avanço da milícia islâmica sunita. Ele afirmou que revisará as opções nos próximos dias para tomar uma decisão.

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A brutal insurgência do EIIL reposicionou o Iraque como prioridade na política externa americana enquanto o governo Obama debate quão profundamente intervirá no mundo. Obama vinha apresentando sua decisão de pôr fim à guerra em 2011 como um dos maiores sucessos de seu governo.

Previamente às declarações do líder americano, o secretário de Estado americano, John Kerry, havia afirmado que os EUA consideravam atuar na crise porque Washington passou anos investindo no futuro do Iraque. O governo iraquiano pediu ataques aéreos americanos contra os terroristas, e o governo Obama considera se acatará o pedido.

Quarta: Militantes islâmicos capturam 2ª cidade no Iraque

"O Iraque é um país com o qual tivemos um relacionamento muito direto, muito investimento e engajamentos diretos, sem mencionar as vidas de vários de nossos soldados que foram perdidas lá", disse Kerry ao fim de uma conferência em Londres sobre o combate à violência sexual em zonas de conflito. "E não penso que ninguém nessa região, ou nesta administração, acredite que seja interesse dos EUA virar as costas para isso."

Terça: Militantes islâmicos capturam parte de Mosul, segunda maior cidade do Iraque

Quase 4,5 mil soldados americanos foram mortos na guerra que começou com a invasão de 2003 liderada pelos EUA, e o conflito custou aos contribuintes americanos centenas de bilhões de dólares.

*Com AP

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