Avanços em Mariupol representam vitória expressiva para Kiev em operação militar para controlar rebelião separatista no leste

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Forças pró-governo da Ucrânia retomaram o controle da cidade portuária de Mariupol das mãos de separatistas pró-Rússia, após pesados confrontos nesta sexta-feira (13), e disseram ter se apoderado de uma extensa faixa do território na fronteira com a Rússia.

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Tropas ucranianas em caminhão próximo ao local de combates na cidade portuária de Mariupol, Ucrânia
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Tropas ucranianas em caminhão próximo ao local de combates na cidade portuária de Mariupol, Ucrânia


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Os avanços representam uma vitória expressiva para o governo central, pró-europeu, em sua operação militar para esmagar a rebelião separatista iniciada no leste da Ucrânia em abril e manter unido o país, de 45 milhões de habitantes.

"Às 10h34 (4h34 no horário de Brasília) a bandeira ucraniana foi içada na Prefeitura em Mariupol", disse o ministro do Interior, Arsen Avakov, no Facebook, menos de seis horas depois do início da investida contra a cidade de 500.000 habitantes, que é o maior porto ucraniano no Mar de Azov.

Pelo menos cinco separatistas e dois militares ucranianos foram mortos na batalha ocorrida antes da fuga dos rebeldes.

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Mariupol, que mudou várias vezes de mãos ao longo do conflito, é estrategicamente importante porque ali passam muitas estradas na fronteira sul com a Rússia, as quais conduzem ao restante da Ucrânia, e aço é exportado por seu porto.

Gás

Na quarta-feira (11), o presidente russo, Vladimir Putin, acusou a Ucrânia de colocar as negociações sobre o gás natural em um "beco sem saída", rejeitando uma oferta de corte de preços feita em meio a uma disputa que ameaça o abastecimento para o resto da Europa.

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Enquanto Kiev exigiu mudanças no contrato para diminuir os preços mais elevados na Europa para fornecimento de gás russo, Moscou também manteve suas propostas, sugerindo o corte de preço de cerca de um quinto para US$ 385 por 1 mil metros cúbicos como sua oferta final.

A disputa faz parte de uma ampla batalha entre a Ucrânia e a Rússia, enquanto a nova liderança de inclinação ocidental em Kiev luta para conter uma rebelião separatista pró-Rússia nas províncias orientais.

Conflitos sobre os preços do gás praticados pela Rússia duram anos e já levaram a cortes no abastecimento em 2006 e 2009.

Putin, em reunião com seu governo nos arredores de Moscou, disse que a Rússia tinha oferecido um desconto de US$ 100 por 1 mil metros cúbicos com a remoção de um imposto de exportação. Isso colocaria o preço em linha com o pago por outros consumidores europeus.

A mais recente crise entre os dois países explodiu com a derrubada do presidente ucraniano Viktor Yanukovych , com laços com Moscou, em fevereiro. Depois disso, a Rússia anexou a região da Crimeia de seu vizinho e quase dobrou o preço que Kiev tem de pagar pelo gás.

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