Mandados de prisão são contra ex-candidato presidencial, ex-executivo da estatal do petróleo e advogado crítico do governo

A procuradora-geral da Venezuela ordenou nesta quarta-feira as prisões de três oponentes do governo, incluindo um ex-candidato presidencial e um ex-executivo da companhia estatal do petróleo, que são procurados para interrogatório sobre uma suposta conspiração para assassinar o presidente Nicolás Maduro.

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Mulher com mão pintada com as cores da bandeira participa de protesto em apoio a líder da oposição Leopoldo López em Caracas, Venezuela (8/6)
AP
Mulher com mão pintada com as cores da bandeira participa de protesto em apoio a líder da oposição Leopoldo López em Caracas, Venezuela (8/6)

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Em uma entrevista à televisão estatal, Luisa Ortega Díaz disse que os mandados de prisão foram emitidos contra o ex-candidato e embaixador na ONU Diego Arria; Pedro Burelli, ex-diretor externo da Petroleos de Venezuela (PDVSA); and Ricardo Koesling, um advogado que tem sido um forte crítico do governo Maduro.

Ortega Díaz afirmou que grupos tentam desestabilizar o governo socialista da Venezuela e formaram "violentos planos políticos" contra Maduro e outros oficiais graduados. Autoridades que investigam a suposta conspiração convocaram os três homens para aparecer como testemunhas.

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Como acredita-se que os três homens estão fora da Venezuela, as autoridades planejam pedir ajuda da Interpol para capturá-los, disse Ortega Díaz.

Burelli, que vive nos EUA há vários anos, respondeu em sua conta no Twitter afirmando que Ortega Díaz "adota o caminho errado". Ele disse ao jornal El Universal no início desta semana que trabalha com seu advogado para provar que as acusações "são baseadas em emails forjados".

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O gabinete da procuradora-geral abriu sua investigação em março, depois que autoridades alegaram que uma conspiração vinha sendo montada contra o governo. O prefeito de Caracas, Jorge Rodríguez, disse no mês passado que havia um "plano complexo" para destituir e matar Maduro e outros líderes. Ele acusou a ex-congressista da oposição Maria Corina Machado  de envolvimento e mostrou emails que ela supostamente compartilhou com opositores do governo.

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Investigadores ordenaram que Corina Machado aparecesse para responder a questões na segunda. Ela negou qualquer envolvimento em uma conspiração para depor Maduro.

Desde que vencer de forma apertada a eleição do ano passado para suceder a seu mentor, o presidente Hugo Chávez, que morreu em 5 de março de 2013, Maduro afirmou que houve cinco tentativas de assassinato contra ele e mais de uma dezenas de atos de sabotagem e conspiração.

Desde o início deste ano, o governo venezuelano vem sendo alvo de protestos pela crise econômica e o cenário de violência no país.

*Com AP

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